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Greve | Exemplos de pressões e ilegalidades cometidas pelos diretores

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O que vão ler são apenas alguns exemplos do que o S.TO.P tem recebido. Os senhores diretores estão a fazer a cama para eles próprios se deitarem… Já somos todos bem grandinhos para distinguirmos o que é legal do que não é legal…

Os nomes dos professores e das escolas foram omitidos por motivos óbvios.


Estou em estado de choque! Hoje uma colega perguntou-me/pediu-me ajuda porque o diretor do seu agrupamento de escolas a informou que lhe iria descontar 2 dias, sim leu bem, 2 dias por ter feito greve a um CT de Avaliação porque era uma falta grave. Isto só tem um nome, INTIMIDAÇÃO! Só existem 2 tipos de faltas, justificadas e injustificadas. Recomendei-lhe, pede justificação por escrito e com base legal para tal! É uma vergonha!”


“Estou em reunião e acabei de ser ameaçada pelo director de me marcar faltas injustificadas às reuniões em que estive e não dei nota. Deu ordem à DR para me marcar falta comigo presente. Não respondeu por escrito ao requerimento e diz que o vai fazer é que estou em desobediência. Não vou sair da sala e o CT está a decidir o que quer fazer. Se me marcarem falta será comigo presente.”


A convocatória de exames foi afixada na sala dos professores, no final da tarde, quando já ninguém estava a escola. Mas o mais caricato é que como havia serviços coincidentes (Professores convocados para CT e serviço de exames), a Direção telefonou pessoalmente e enviou sms a destacar outros colegas. Hoje de manhã bem cedo, chegou à escola e trocou as convocatórias, mas como não há duas sem três, eis que continuam a verificar-se serviços sobrepostos, mas não faz mal, pois esta segunda convocatória também não está datada. Continuam a telefonar para os colegas, como se de uma pescaria se tratasse e vão alterando a convocatória de exames a seu belo prazer. Note-se que estamos a falar de exames que estão a realizar-se hoje e vão realizar-se amanhã. Inacreditável! Informei que era ilegal, fizeram-se de parvos e disseram que eu é que estava enganada. Eu tenho fotografia de todas as convocatórias. É claro que esta confusão toda atrapalha a minha escala para a greve aos CT.


Boa noite colegas,

Realizou-se uma reunião de —º ano —- com apenas três professores sendo um deles elemento da direção que disse aos colegas que foram abandonando a sala que iam ter processo disciplinar. Como os colegas tinham dado os níveis antes do dia 6, fizeram a reunião e afixaram a pauta, num desrespeito completo pelas leis em vigor.

Saudações sindicais

 

 

8 COMMENTS

  1. Estive a ler estes episódios que, na forma como são relatados, se afiguram, no mínimo, lamentáveis
    Devo alertar para os problemas que poderão advir da atitude da colega, descrita na segunda situação.
    De facto, a colega afirma que esteve na reunião, mas que se recusou a “dar notas”.
    Note-se que este comportamento não configura greve, mas pode tipificar desobediência.

  2. …infelizmente há muitos ditos diretores que tratam a escola pública como se fossem colégios particulares em que eles seriam senhores e todos os outros seus servos!

  3. Também há casos de colegas que quando não estão na escala da greve pedem a certos DT para assinar presença muito tempo antes e à hora da reunião já estão a milhas… Seria bom denunciar todo o tipo de irregularidades.

  4. A forma como se desenhou a eleição de diretores das escolas não é inocente. Num país onde a exercício da democracia é recente, permitiram que os diretores das escolas sejam eleitos por representantes das autarquias, das empresas da região, de associações da região e de toda uma série de entidades da região subsidiadas pelas autarquias. Resultado: o diretor é uma encomenda do cacique ou caciques locais, que no seu limitado horizonte imaginário delineia o tipo de cidadão ideal (ou trabalhador conveniente) que pretende para a sua região e que deseja que seja fabricado nas escolas. As escolas serão uma espécie de sucursal das empresas, onde os donos disto tudo locais fazem as suas experiências, os diretores obedecem e fazem obedecer. As escolas são uma estrutura com uma hierarquia de capatazes. Cidadania, cultura democrática, racionalidade, princípios, respeito pela lei e pelos outros, “vai no Batalha”. Só conhecem a versão popular do autoritarismo e do exercício do poder despótico. Para exercer o poder pelo poder tudo serve: exercício da força, mentira, coação, intimidação, difamação, é isto que circula pelos corredores das escolas e esperam que professores assim tratados eduquem para a cidadania, para a autonomia e para a liberdade. É o excelente legado deixado pelo Eng. Sócrates e a sua extensão MLR. Portugal dos pequeninos

  5. Não é credível publicar sem identificar, nada garante que estas sejam situações verdadeiras. Não seria a 1a vez que eram publicados desmentidos.

    • Se existem investigações com denúncias anónimas… E está tudo identificado na queixa feita ao S.TO.P

  6. Cada escola é um ecossistema. Pelos vistos, Maria Júlia nunca assistiu nem teve experiência destas situações, de outro modo não duvidava. Quando se fala da necessidade de mudar a gestão das escolas para uma gestão mais democrática é a este tipo de vivências que as pessoas reportam. O que não é credível é que tantas denúncias possam ser objeto de um desmentido.
    Enquanto se chocalha a escola pública por todos os lados, emerge no horizonte a solução para o esplendor de Portugal, as empresas privadas de educação que não publicam abertamente no seu caderno de encargos, a ideologia que as enforma. Assim vão aderindo, cada vez em maior número, reivindicando até como um direito pago pelos impostos dos outros, incautos consumidores, pais, crianças, jovens e responsáveis públicos-cuja função deveria ser salvaguardar a pluralidade de um setor estratégico como a educação. A quem interessam as disfuncionalidades no setor da educação? façam o vosso trabalho senhores da política, defendam a escola pública, ao fazê-lo defendem a democracia.

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