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Uma Greve do faz de conta…

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teatroNão vou entrar na guerra dos números e se a greve foi ou não um sucesso. Sou da opinião que o dia de hoje foi mais um grito de “presença” de que outra coisa qualquer. Os sindicatos precisam de mostrar serviço e mostrar a sua utilidade em tempos de sintonia sindical e governamental. Todos sabemos que esta greve não irá ter qualquer impacto no orçamento de estado de 2017, todos sabemos que as carreiras vão permanecer congeladas até 2018, todos sabemos que a Frente Comum é uma das vozes do PCP e todos sabemos que o PCP vai viabilizar este orçamento.

Portanto, este jogo do faz de conta que estamos chateados mas não vamos fazer muito barulho para não criar grandes confusões no arco governativo, cumpre o objetivo de fazer honras de abertura de telejornal e calar aqueles que dizem que os sindicatos estão amordaçados pelos acordos parlamentares. Mas esta greve, mais não é que um “desfile” para quem nos governa ficar bem atento do que pode surgir em 2018, caso não se cumpram as promessas feitas.

Ou acham que foi por acaso que várias pessoas nem sequer sabiam que havia uma greve da função pública no dia de hoje…

Função Pública manifestou-se por respostas já em 2017

(TVI 24)

2 COMMENTS

  1. “Ou acham que foi por acaso que várias pessoas nem sequer sabiam que havia uma greve da função pública no dia de hoje…”

    “Várias pessoas” nunca sabem de nada. Não lêem, não ouvem, não se informam, não querem saber.

    E não concordo com esta análise do “este jogo do faz de conta que estamos chateados mas não vamos fazer muito barulho para não criar grandes confusões no arco governativo,”

    Acho-a infantil.

    (Entre viabilizar um orçamento e “alinhar com tudo” vai um longo percurso.)

    E, mesmo simpatizando com o ME, estou farta de:

    – escolas a tempo inteiro
    – tutorias
    -apoios
    -projectos
    – transversalidades
    – flexibilidades
    – diferenciações pedagógicas
    – estudos de sábios
    – áreas escola
    – aprender a aprender
    – aumentar (falaciosamente) sucessos e diminuir abandonos escolares
    – se há TPCs ou não (temática que entretém, com pseudo inquéritos e exceles e estatísticas, quem não tem mais nada para fazer, como se isto não fosse uma questão de puro bom senso)
    – reduz turmas, não reduz turmas, ….ai que é melhor esperar por mais estudos que demonstrem o que já é mais do que sabido, como se esperassem a descoberta do fogo.
    – definir perfis, após a definição anterior de metas de aprendizagem e de metas curriculares

    Enfim, uma mixórdia de temáticas que vem desde há décadas a ser debatida, um remake de reviver o passado Brideshead, de Twilight Zone, de velocidade furiosa e the voando sobre um ninho de cucos.

    Tenho dito.

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