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Greve de professores fecha escola em Linda-a-Velha, Oeiras

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Alunos foram surpreendidos com o estabelecimento de ensino fechado, naquele que deveria ser o segundo dia de regresso à escola após seis meses sem aulas presenciais.

 

A Escola Secundária Professor José Augusto Lucas, em Linda-Velha, no concelho de Oeiras está hoje fechada devido ao protesto dos docentes, convocado pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP).

Perto das 8h00, formava-se uma longa fila de alunos à porta da escola, que aguardavam a abertura de portas. Sem a obrigatória distância de segurança, nem o cumprimento das restrições sobre o limite de ajuntamento até quatro pessoas, só às 8h15, hora a que deveriam ter início as aulas, os alunos foram informados de que a escola não iria abrir portas.

Na Escola Secundária de Linda-a-Velha o ano letivo teve ontem início, com uma breve apresentação aos alunos. Hoje deveria ter sido já um dia de escola normal, após seis meses sem aulas presenciais.

STOP PROLONGOU PROTESTO ATÉ ESTA SEXTA-FEIRA

O STOP anunciou ontem que iria prolongar até hoje uma greve que terminava na quinta-feira e entregou novo pré-aviso sobre a paralisação em protesto contra a “falta crónica de assistentes operacionais”.

 

A greve abrange “todos os trabalhadores docentes e não docentes, que exercem a sua atividade profissional no setor da Educação, da investigação científica e cultural e da formação profissional, que trabalhem por conta de outrem, em estabelecimentos públicos ou privados, a 18 de setembro de 2020”, lê-se no pré-aviso de greve.

 

A paralisação nacional a todo o serviço, exceto serviço associado a exames, visa exigir “a resolução da falta crónica de assistentes operacionais que se arrasta há vários anos (levando muitos à exaustão) e que particularmente no atual contexto da pandemia da covid-19 (com ainda mais tarefas para esses profissionais) coloca em risco a saúde de todos que trabalham e estudam nas Escolas”, adianta o STOP em comunicado.

 

Para o sindicato, também é fundamental “a valorização destes profissionais da educação cada vez mais essenciais para a segurança e bem-estar” dos alunos e de todas as comunidades educativas.

Permitir que todos os profissionais de educação integrados nos grupos de risco definidos pela DGS em contexto da atual pandemia, à semelhança de outros setores de atividade, tenham direito ao teletrabalho ou o direito a faltar de forma justificada é outra das reivindicações do sindicato.

Segundo o STOP, a greve visa exigir ainda “uma significativa redução do número de alunos por turma”, para permitir “uma melhor qualidade de ensino, particularmente quando todos reconhecem que as aprendizagens de milhares de alunos foram severamente comprometidas no terceiro período” na sequência da pandemia.

O ano letivo arrancou entre 14 e 17 de setembro, num contexto de pandemia da covid-19 que obrigou as escolas a implementar um conjunto de regras de segurança, definidas pelo Ministério da Educação e pela Direção-Geral da Saúde.

Fonte: SIC Notícias

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