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Greve ameaça notas de 1 milhão de alunos

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Esta greve começou dia 4 de junho e há muito que esta casa tem lutado por ela. Os principais sindicatos sabiam disso, e mesmo assim ignoraram o apelo feito pelo STOP, pelo ComRegras e pelo Blog DeAr Lindo, blogues que são diariamente seguidos por muitos sindicalistas. Optaram por marcar uma greve a partir de 18 de junho, sejam homenzinhos e assumam as consequências da vossa apatia.

André Pestana esclarece que o balanço da greve foi sendo registado no blogue sobre educação ComRegras por professores das escolas em que esta se realizou. A última actualização data desta quinta-feira, com um registo de 348 escolas nas quais a greve às reuniões de avaliação foi total ou parcial. Ou seja, cerca de um terço das escolas existentes.

“Fomos para esta acção apoiados nas sondagens realizadas pelos blogues da educação DeAr Lindo e ComRegras, que apontavam ser esta a forma de luta mais apoiada pelos professores. Os outros sindicatos, por algum motivo, não quiseram ouvir esta sondagem”, diz André Pestana.

Neste inquérito, a que responderam 2796 professores, 41,6% dos inquiridos apontaram a greve às reuniões de avaliação como a acção desejada em prol da recuperação do tempo de serviço que prestaram durante o período de congelamento das carreiras. Os professores exigem que sejam contabilizados na íntegra os nove anos, dois meses e quatros dias em que tal aconteceu (2005-2007 e 2011-2017). Até agora o Governo apenas se dispôs a recuperar dois anos, nove meses e 18 dias.

A segunda acção mais “votada” neste inquérito foi a realização de uma manifestação de professores que recolheu 33,9% das preferências. A manifestação acabou por acontecer em Maio passado, convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof), pela Federação Nacional de Educação (FNE) e pelos oito sindicatos independentes que as têm acompanhado e levou à rua cerca de 50 mil professores.

Tanto as duas federações sindicais, como estes sindicatos, decidiram no final de Maio avançar também para uma greve às reuniões de avaliações, que só se iniciará na próxima segunda-feira. ”Avisámos os outros sindicatos que íamos fazer greve às avaliações no dia 25 de Maio, o mesmo dia em que enviámos o pré-aviso para o ministério. Ninguém nos respondeu, mas dois dias depois anunciaram que iriam também fazer greve mas só a partir de 18 de Junho”, relata André Pestana.

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