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Graça Freitas (DGS) e Tiago Rodrigues (ME) empurram responsabilidades

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Está a surgir uma pequena polémica nos procedimentos que estão a ser implementados nas escolas no que diz respeito à quarentena dos seus membros com covid-19. Ontem referi exatamente isso, quando surgiu a notícia de que os colegas do aluno com covid-19 permaneceram na escola enquanto que noutras escolas, as turmas são logo fechadas em casa.

Podem consultar aqui o que diz a DGS sobre o assunto

Hoje surgem declarações muito interessantes mostrando mais uma vez uma falta de coordenação e coerência na forma como a pandemia está a ser tratada em Portugal, em particular no campo da Educação. O Ministro da Educação afirmou que não se sobrepõe às autoridades de saúde, leia-se, DGS, enquanto Graça Freitas refere que o “encerramento das salas de aula é decisão do ministério da Educação”.

Já que o termo “se possível” tem sido utilizado vezes sem conta pela DGS e Ministério da Educação no que às escolas diz respeito, está na altura das escolas devolverem aos respetivos o mesmo desígnio. Se possível, entendam-se!


Graça Freitas sobre casos de Covid-19 nas escolas: “Encerramento das salas é decisão do ministério da Educação”

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admite a existência de alguns casos e pequenos surtos nas escolas mas que as ocorrências têm sido tratadas diretamente, não existindo ainda um número global de alunos infetados, dado que as aulas começaram há poucos dias.

“Estamos a fazer o apanhado dessas circunstâncias”, disse Graça Freitas na habitual conferência de imprensa de balanço da Covid-19.

“Quando acontece apenas um caso, esse pode não ser apanhado na nossa grelha, mas pode fazer com que alguns contactos vão para casa”, afirmou a diretora-geral da Saúde, apontando que a situação é logo tratada pelas autoridades regionais ou locais responsáveis.

Ainda assim, Graça Freitas explica que o encerramento das salas “é uma determinação do Ministério da Educação e não da Direção-Geral”. Assim, a decisão de enviar profissionais presentes nas instituições ou os contactos próximos dos infetados para quarentena é uma decisão tomada pelo ministério.

No entanto, a diretora-geral da Saúde apontou que o início das aulas “tem sido bastante pacífico do ponto de vista do número de casos e do número de surtos”. “Há poucos casos relatados e quando existem surtos têm sido de pequena dimensão, o que tem permitido uma intervenção direcionada”, disse Graça Freitas, explicando que a decisão do ministério tem sido o encerramento da sala onde se encontra o aluno infetado, sendo que excecionalmente é encerrada uma área mais abrangente.

Fonte: Jornal Económico


Ministro da Educação faz um balaço positivo das duas primeiras semanas de aulas

(as referidas afirmações são proferidas no início das declarações do Ministro e passaram despercebidas pela comunicação social)

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