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Graça Freitas anuncia 49 surtos em Escolas e Ensino Superior e 28 surtos em hospitais

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A diretora-geral da Saúde revelou esta quarta-feira, em conferência de imprensa de balanço da pandemia em Portugal, que há nesta altura 49 surtos ativos em escolas e ensino superior, com 449 casos reportados, referindo ainda que, até esta data, houve em hospitais 28 surtos, com 326 infetados, sem especificar se são doentes ou profissionais de saúde.

Sobre os surtos em instituições de ensino, Graça Freitas referiu ainda que entre os infetados não estão incluídos ainda todos os estudantes Erasmus que têm sido contagiados com a doença em Portugal.

PARECE-NOS QUE O INÍCIO DO ANO LETIVO TEM UM SALDO BASTANTE POSITIVO”, sublinhou a diretora-geral da Saúde.

Questionada sobre se o trabalho para rever as orientações para enfrentar a pandemia nas escolas, que estava a ser feito entre a DGS e a direção dos estabelecimentos escolares, já terminou, Graça Freitas afirmou que “este é um trabalho nunca acabado”.

A PARCERIA ENTRE O MINISTÉRIO DA SAÚDE E O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TEM DÉCADAS. NÓS TEMOS EQUIPAS DE SAÚDE ESCOLAR QUE ACOMPANHAM O DESENVOLVIMENTO DOS ANOS LETIVOS E, PORTANTO, VAMOS CONTINUAR ESTE TRABALHO”, que, adiantou, assenta em “três ordens de questões”, sendo a primeira responder através de fax às dúvidas mais frequentes dos profissionais.

A SEGUNDA É ALINHAR O REFERENCIAL PARA A EDUCAÇÃO COM OS NORMATIVOS QUE VÃO SAINDO DA DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE E A TERCEIRA É ENTRE OS DOIS MINISTÉRIOS, DE TRABALHAR NO SENTIDO DE MONITORIZAR O NÚMERO DE CASOS, INDEPENDENTEMENTE DE ESTAREM OU NÃO INTEGRADOS EM SURTOS”, disse Graça Freitas.

Na conferência de imprensa de segunda-feira, a diretora-geral da Saúde tinha referido que não existe “evidência de que abertura das escolas tenha contribuído para o aumento do número de casos”, acrescentando que o número de casos nas escolas “é relativamente limitado” e que as infeções serão contraídas na comunidade e não ao contrário, nos estabelecimentos de ensino.

CONTINUAMOS A TER UM PADRÃO DE TRANSMISSÃO FAMILIAR/SOCIAL”, disse a diretora-geral da Saúde.

Ontem, terça-feira, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou que já são mais de 330 as escolas em que confirmou existirem casos de covid-19 e acusou o Ministério da Educação de “ESCONDER INFORMAÇÃO” solicitada a este propósito.

Já esta semana, o ministro da Educação voltou a defender a importância de manter as escolas abertas com ensino presencial, mas reconheceu que essa é uma decisão das autoridades de saúde.

Numa altura em que se assiste a um aumento das medidas restritivas para combate à covid-19 na Europa e que, em Portugal, se começa a equacionar formas de reduzir o aumento de novos casos de infeção, o ministro da Educação voltou a sublinhar a importância do ensino presencial.

EU, ENQUANTO MINISTRO DA EDUCAÇÃO, DEFENDO QUE TEMOS DE CONTINUAR A TRABALHAR PARA QUE AS NOSSAS ESCOLAS NUNCA FECHEM E CONTINUEM ABERTAS”, frisou Tiago Brandão Rodrigues.

Fonte: TVI 24

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