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Governo Quer Salários Do Estado A Subir Como As Pensões Até Um Máximo De 0,7%

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Com a inflação em valores entre 1,2 e 1,6 estaremos a perder em poder de compra entre 0,5 e 0,9…

Nem uma pastilha gorila, depois de contas feitas!


O Governo avançou uma proposta de aumentos salariais na função pública para 2020 “em linha com o que resulta da aplicação da fórmula de atualização das pensões”, avançou ao Expresso José Abraão, dirigente da FESAP. Isto significa aumentos salariais até um máximo de 0,7%.

A tualização das pensões no próximo ano varia entre um máximo de 0,7% e 0%, consoante o valor. Da reunião, diz José Abraão ao Expresso, “não ficou claro se os aumentos serão diferenciados” consoante o valor do salário ou se serão todos atualizados em 0,7%.

Caso sigam a mesma fórmula das pensões, para o próximo ano, os salários até cerca 878 euros euros terão um aumento de 0,7%, mas acima desse patamar, os incrementos são de apenas 0,2%. E as que ultrapassem os 2633 euros não terão qualquer aumento.

Tendo em conta que um vencimento médio na Administração Pùblica ronda os 1500 euros mensais (brutos), estes profissionais apenas contariam com mais 0,2% mensais no próximo ano.

Se. alternativamente, o Governo avançar com um aumento geral de 0,7% para todos os funcionários públicos (que custaria mais 134 milhões de euros em termos brutos), ainda assim, este é um número que não cobre a perda de poder de compra em 2020. De acordo com as previsões para a equipa do Ministério das Finanças para o próximo ano, a inflação deverá ficar entre 1,2% e 1,6%.

As reuniões entre o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública decorrem esta quarta-feira à tarde, com o Governo a apresentar números diferentes dos 0,4% de que se falava há algumas semanas (equivalente à inflação de 2019). Na altura, a reação dos sindicatos foi muito negativa, qualificando o número como “inaceitável” ao fim de uma década de congelamento das tabelas remuneratórias da AP.

Uma reação que, tudo o indica, terá levado o Governo a ajustar este número em alta ligeira, para os referidos 0,7%.

Fonte: Expresso

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