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Governo “obrigado” a vincular mais 3500 professores em 2018

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E lá vamos nós de concurso extraordinário em concurso extraordinário. E depois admiram-se que existam professores indignados, vítimas de ultrapassagens, milhares de denúncias e muitas injustiças neste imbróglio que se tornou o concurso de professores.

António Costa já tinha prometido na Assembleia da República que haveria outro concurso para diminuir a precária dos professores contratados, quanto a isso nada contra, o que estou contra é esta separação de vagas, quando tudo o que se pede é um concurso “honesto” e que respeite a lista de graduação.

Assim não vamos lá…

Bloco de Esquerda quer compromisso assumido em sede de negociação do Orçamento do Estado para 2018. PCP reclama uma solução mais ampla e o fim da “norma-travão” no acesso à vinculação

Entre vinculação extraordinária e a chamada “norma-travão”, o Ministério da Educação terá integrado nos quadros 3000 a 3500 professores nos concursos externos deste ano. Mas os partidos que suportam o governo socialista exigem garantias de que o processo vai continuar. O Bloco de Esquerda inscreveu o tema do combate à precariedade docente nos assuntos a discutir em sede de negociação do Orçamen-to do Estado para 2018. E espera compromissos concretos já para o próximo ano.

“A vinculação extraordinária foi um momento importante porque deu um sinal de que é preciso resolver o problema da precariedade nas escolas”, admitiu ao DN Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda. “Mas esse sinal foi insuficiente. Desde logo porque os critérios que foram definidos só permitiram a vinculação de cerca de 3000 professores [aos quais acresceram perto de 400 através da norma-travão]”, lembrou.

Ora, para o Bloco, o número de vagas foi insuficiente. Mesmo pelos padrões do Ministério da Educação. “Sabemos que hoje as necessidades permanentes do sistema – e é o próprio critério do governo que o diz – andavam à volta dos sete mil professores e é esse número que vamos levar para cima da mesa. É lógico que terão de se ter em conta as vinculações que foram feitas este ano”, admitiu.

Governo pressionado a vincular mais 3500 professores já em 2018

(Pedro Sousa Tavares – DN)

2 COMMENTS

  1. Lutemos por um concurso com regras justas… O que nao acontece atualmente pros professores do quadro. Venha um concurso sem prioridades e o que conta é a graduação profissional, que reflete de certa forna o investimento que cada um fez na sua profissão.

    • A graduação profiissional contaria de forma justa se não houvesse um b«vasto número de docentes que entrou para o ensino privado pela via do conhecimento, outrora chamdo de “cunha”. Ora esses docentes estão agora em melhor posição que outros que percorreram o País através de um concurso geral sem “cunhas” e estariam muito melhor se não existissem prioridades.
      Estabeleçam então um forma justa e coerente de contratar docentes, quer no ensino privado quer no ensino publico para que todos tenham as mesmas oportunidades…

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