Home Notícias Governo francês procura regresso “o mais normal possível” à escola

Governo francês procura regresso “o mais normal possível” à escola

126
0

O ministro francês da Educação, Jean-Michel Blanquer, reforça a vigilância neste regresso à escola “inédito” devido ao contexto de pandemia. Esta segunda-feira entra em vigor um protocolo sanitário, apresentado como um dos mais “exigentes da Europa”.

“O regresso às escolas não pode ser esmagado pela realidade sanitária.” Esta foi a mensagem mais repetida pelo ministro francês da Educação. No entanto, “os pais continuam com muitas dúvidas sem respostas”, aponta a co-presidente da Federação dos Conselhos de Pais e Alunos (FCPE), Carla Dugault.

“É preciso manter vigilância, sem nunca esquecer os imperativos educativos e sociais”, lembra o ministro da Educação, que garante uma “rentrée o mais normal que for possível”: “Estamos preparados para todos os cenários”, prometeu o Governo de Emmanuel Macron. “O ministro da Educação diz muitas coisas, mas nem sempre são claras. Há muitos pais que ainda têm medo e há ainda muito pais que não sabem se vão levar os filhos à escola”, descrever a dirigente da FCPE.

Em França, 870.900 professores regressam esta segunda-feira ao trabalho. Na terça-feira, dia 1 de setembro, 12,4 milhões de alunos voltam às escolas, depois de uma interrupção de quase cinco meses de aulas.

“A educação não é uma variável que se ajusta à nossa sociedade ou a uma crise sanitária e a educação é mais importante do que nunca. Em França, hoje, não precisamos de menos educação, antes pelo contrário; precisamos de mais educação”, afirma Jean-Michel Blanquer.

A Federação francesa de pais e alunos aponta que 15% dos alunos matriculados no passado ano letivo não se voltaram a inscrever este ano.

“Há professores que não voltaram a ter notícias de alunos e não sabemos se vão voltar à escola este ano.” A Federação questionou Jean-Michel Blanquer sobre a ausência deste número de alunos. “O ministro da Educação diz que são 8%, mas nós sabemos que há 15% de alunos nesta situação”, aponta Carla Dugault.

Para além do facto de este regresso às aulas acontecer num contexto inédito, acrescem medidas excecionais como o uso obrigatório de máscaras para funcionários, professores e alunos a partir dos 11 anos para lutar contra a propagação do novo coronavírus.

Jean-Michel Blanquer lembra que ao protocolo sanitário em vigor a partir desta segunda-feira poderão impor-se algumas exceções. “Este é um ponto importante na preparação deste ano letivo. Somos capazes de detetar à escala de estabelecimento ou mesmo de territórios os problemas levantados. Este protocolo permite-nos assegurar dois objetivos: “A proteção de todos alunos e funcionários e o acesso à educação para todos”, descreve.

“De cada vez que um aluno ou adulto apresente sintomas de Covid-19, serão feitos testes ou imposto isolamento social», explicou o ministro. Todo o tipo de situação foi estudada, segundo a evolução da situação sanitária, nomeadamente, e em último caso, o fecho dos estabelecimentos escolares ao longo do ano”, o ministro da Educação lembra que “por agora, o número de contaminação é incomparável aos números de março”.

Jean-Michel Blanquer garante ainda que nos próximos dias serão feitas avaliações para definir o impacto do confinamento nos diferentes níveis escolares. O sistema de educação foi reforçado com ajudas suplementares para os alunos com maiores dificuldades: “Foram criados 1688 novos postos de trabalho nas escolas primárias e horas de ensino suplementares no terceiro ciclo e ensino secundário”, apresentou o responsável pela pasta de Educação.

Fonte: TSF

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here