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Governo Excluiu Recuperação De Tempo De Serviço Por Via Da Aposentação

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O que podem ler de seguida é a única justificação plausível para o que no passado foi considerado pelo Ministério da Educação como uma medida positiva e perfeitamente viável.

Os sindicatos de professores, através do porta-voz da plataforma que junta dez estruturas sindicais, Mário Nogueira, acusaram esta segunda-feira o Governo de ter recuado na palavra dada pelo primeiro-ministro, ao tirar da mesa, na sexta-feira passada, a possibilidade de uma recuperação dos anos de trabalho dos professores durante o congelamento de carreiras através de um regime especial de acesso à aposentação.

Mário Nogueira, líder da Fenprof, disse aos jornalistas em Lisboa, em declarações transmitidas pela RTP3 que “aquilo que se passou na sexta-feira”, quando os sindicatos foram chamados a reunir com a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, “foi absolutamente repugnante”. Isto porque, referiu, o Governo não esteve aberto a propostas, tendo mesmo negado declarações do primeiro-ministro que foram feitas este verão, colocando a hipótese de que os professores beneficiassem de um regime especial de aposentação como forma de recuperação dos anos de carreira durante o congelamento.

Para Mário Nogueira, o Governo estará a planear não aplicar de todo o seu projeto de recuperação da carreira, pois terá intenções de “liquidar o estatuto da carreira dos professores” já “após as eleições” legislativas do próximo ano. Uma acusação que a secretária de Estado não terá rejeitado na reunião de sexta-feira, segundo Mário Nogueira.

“O objetivo estratégico do Governo é acabar com a carreira dos professores”, disse, “e pôr toda a gente no regime geral da Função Pública”. Por isso, continua, é que a proposta do Governo é “mal feita”: “Porque eles sabem que não é para cumprir”.

Fonte: Eco

2 COMMENTS

  1. Convém recordar o que aconteceu no Brasil.
    O decréscimo da qualidade do ensino no Brasil começou precisamente com o “menosprezo” da classe dos professores. Hoje, estranhamente ao que seria normal, o seu nível de analfabetismo é superior ao dos anos 50/60 (+/-). Isso também pode explicar a qualidade da oferta editorial/cultural que havia na época.

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