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Governo admite 15 dias de confinamento musculado em dezembro para salvar o Natal

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Pelos vistos as escolas ficam de parte de qualquer cenário que implique um confinamento.

Se assim for, por uma questão de honestidade intelectual, tenho de referir que em primeiro lugar, um segundo confinamento significa que TODOS falhámos! Quer a sociedade que não cumpriu com as medidas de proteção individual, quer o Governo e DGS que não foram capazes de prevenir e impedir o descontrolo desta pandemia.

Sobre a escola, é um profundo disparate continuar a afirmar-se que a escola é segura e que o vírus não se transmite na escola. Um aglomerado de pessoas é um aglomerado de pessoas, seja na escola, seja na Nazaré a ver as ondas, seja no café, numa festa ou qualquer outro sítio. Sou o primeiro a não o querer um confinamento, sei bem o que foi e os custos associados, por isso há muito que defendo um regime misto de ensino, nomeadamente no ensino secundário e quiçá 3º ciclo, na esperança que esse cenário nunca mais se torne realidade.

O custo emocional para os alunos em confinamento é elevadíssimo, o custo educativo de um confinamento é também ele elevado. Nada disso está em causa, mas se queremos travar este “bicho” que já ceifa vidas às dezenas todos os dias, há que encontrar um equílibrio e colocar todas as hipóteses em cima da mesa, de forma séria e serena. Se um concelho ou região estiver com elevados níveis de contágio, as escolas devem também elas fechar, fazem parte da sociedade, não podem ser “ignoradas”. Mas a região ao lado, se tem poucos casos, deve naturalmente continuar a laborar de forma normal, bem como as suas escolas.

Por fim, julgo que é legítimo questionar, se o número de casos diários em dezembro rondar os 5,6,7 mil ou mais, como é que em 15 dias se pode “salvar” o Natal?

Parece-me que falta aqui uma boa dose nem é de bom senso, mas de senso comum…

Fica a notícia.


O Governo afasta qualquer confinamento geral no imediato, mas tem em cima da mesa uma hipótese mais musculada para o mês de dezembro. Nas reuniões com dirigentes partidários que teve esta manhã em S. Bento, o primeiro-ministro avançou com um cenário que visa poupar o mais possível o Natal e passa por regressar, nos primeiros 15 dias de dezembro, a um regime similar ao que vigorou no país em março.

A confirmar-se, haverá diferenças, nomeadamente nas escolas, cujo encerramento parece estar fora de causa. Fontes presentes nas reuniões confirmaram ao Expresso que o Executivo admite restrições noutros setores, nomeadamente no comércio ou na circulação de pessoas.

Havendo vários feriados e pontes nas primeiras duas semanas de dezembro, esta seria uma forma de dissuadir as pessoas de grandes deslocações ou ajuntamentos. E não se sabendo como chegará a situação epidemiológica nessa altura, os números que neste momento se somam de mortes, infetados e internados mostram que todos os cuidados são poucos.

Outras medidas que o Governo tem a postos para o conselho de ministros de sábado passam por alargar a algumas dezenas de concelhos as medidas restritivas em vigor em Felgueiras, Paços de Ferreira e Lousada no que toca a circulação de pessoas. E também por impôr o recolher obrigatório a partir das 23h e por voltar ao teletrabalho com eventuais exceções como aconteceu em março passado.

Aqui, o Executivo ainda tem, no entanto, algumas dúvidas. Além de admitir empurrar o recolher obrigatório para a segunda quinzena de novembro, questionou qual seria a duração aceitável para este tipo de medida.

Sobre o estado de emergência, António Costa não foi definitivo. Recebeu a luz verde do PSD e com isso garantiu uma maioria abrangente caso essa hipótese chegue ao Parlamento. Mas nem deu a certeza de ter a decisão fechada, nem a calendarizou. Pelo contrário, António Costa referiu que nem as medidas concelhias, nem os semáforos regionais para sinalizar zonas de risco exigem o estado de emergência. Quanto ao recolher obrigatório, o primeiro-ministro admitiu ser diferente, mas não foi taxativo.

Fonte: Expresso

1 COMMENT

  1. Ok… Fica 90% da população em casa para conter o vírus e depois os filhos vão para a escola espalhar a doença e levá-la para casa.
    TEM LÓGICA ehehehehe

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