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Fundo Solidário – Greve Professores Tempo Indeterminado

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Colegas, eis chegado o momento de endurecer a luta e reaver o que é nosso por direito. Desde há algum tempo que defendo uma greve por tempo indeterminado que nos permita fechar as escolas efetivamente. Só assim conseguiremos algo mais do que mero desdém. Estou convicta de que não conseguiremos nada com ações que já demonstraram ser completamente inócuas no seu resultado. É urgente manter a luta, sendo resiliente e acreditando que conseguiremos o nosso intento.

Para que não seja penalizante para nós, defendo a criação de um fundo solidário, que permita suprir o corte salarial. Procurei apoio junto de vários sindicatos, tal como tive oportunidade de partilhar convosco em momentos anteriores. O único que se mostrou receptivo à minha proposta foi o STOP.

Com este inquérito pretendo aferir da vossa aceitação e participação no mesmo.

O Fundo que defendo deverá ter obrigatoriamente 3 condições para a sua implementação.

1- Só serão aceites donativos de particulares, professores ou outros que defendam a nossa luta e nunca de empresas ou similares para que não seja sujeito a situações pouco transparentes,

2- Transparência na informação dos donativos, no que refere ao valor que vai sendo angariado e a sua proveniência,

3- Possibilidade de retorno ao doador, no caso de, a condição para o qual foi criado, se demonstre impossível de alcançar.

Unidos conseguiremos. Não desistamos.

Florbela Mascarenhas

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12 COMENTÁRIOS

  1. Estou preparada para participar para um fundo de apoio à greve, nas condições descritas.
    Estou cansada de ver os grandes senhores a roubarem por tudo o que são instituições, sustentadas por todos nós, e ver-lhes no rosto a certeza de que nada lhes vai acontecer! Grandes roubos, sorrisos de orelha a orelha e bons advogados a defenderem-lhes as aldrabices!
    Há dinheiro para cobrir as falhas ou roubos destes senhores e para quem dá suporte ao futuro dos seus filhos, nada!
    Os professores têm sido votados ao abandono, como se fossem meras marionetas. E é o que temos sido – marionetas !
    Em condições bem estruturadas e com regras bem claras, contem com o meu apoio para esse fundo de greve!

  2. Não sou contra, mas vejo com dificuldade que haja condições para realizar tal greve…
    Uma grande manifestação em Lisboa, mas teria de ter uma dimensão mesmo séria, faria pensar duas vezes governo e oposição… mas para isso era necessário a união de todos, sem excepções…

  3. Deixem-se de manifestações e toca a colocar cadeados nas escolas. Marchas lentas por todo o País, e agradecíamos o apoio dos encarregados de educação, que sabem bem as fracas condições das escolas e de mãos dadas defender uma causa que também lhes diz respeito, pelo empenho e dedicação que sempre demonstramos, apoiando os alunos em todas as vertentes da sua vida. Lutar por uma escola pública de qualidade, onde não faltem recursos que muitas vezes são assegurados por nós professores ( Os alunos sabem muito bem com quem podem sempre contar, mas nunca são ouvidos). Amo a minha profissão, e é por vocação que sempre estive presente na vida de cada um dos meus alunos e já lá vão mais de 3 décadas, e continuam a ser “eles” por quem continuarei a lutar,…..até as poucas forças que já sinto me falharem .

  4. Há anos que sou a favor de uma greve de longa duração com ou sem fundos; o chamado passo atrás para um à frente… Apoio qualquer ideia nesse sentido.

  5. Não parece que isto irá resultar.

    As greves e manifes,no limite só iriam beneficiar os pós 6º escalões. Vejam o ano que as poucas centenas dos felizardos do 4º e 6º escalões estão congelados e que serão libertados este ano (?) do degelo. Depois disso façam as contas em que ano subirão de escalão…
    Pena é que só com a autorização superior é que se poderá continuar ao serviço para além dos 70 anos de idade. Assim sendo, não vejo que estes desterrados poderão ser compensados pelos 942.
    Sejam felizes

  6. Mas, fechar as escolas não é financiada com fundo de greves… seriam poucos profs a financiar o fundo relativamente aos que se ausentariam de modo a encerrar as escolas. Um fundo de greve só funciona se afetar o funcionamento parcial da organização. Teríamos de escolher qual a componente da atividade da escola a não funcionar…

    Se custeasse o encerramento até fim do ano do 1º ciclo seria significativo, ou as aulas destas últimas semanas nas disicplinas de exame do sec., então talvez…

    Mas imaginam o discurso antiprof que vai emergir em plena campanha… ainda por cima depois desta última “crise” em que fazer dos profs o bombo da festa na comunicação social foi colossal?

  7. Não sei…
    Mas uma greve todos os dias (quem quiser faz quem quiser não faz), porque não?!
    Um professor durante um mês pode fazer 0, 1, 2, 6…, dias de greve nos dias que entender.
    Porque não? Ou seja, greve todos os dias, por tempo indeterminado. Cada professor faria greve quando e sempre que entendesse.
    Contudo, os professores do ensino/cursos profissionais, obrigados a lecionarem todas as aulas, ainda seriam obrigados a lecionarem em agosto…
    Quanto ao Fundo, porque não? Enfim, vou pensar melhor.

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