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“Fui Agredida Diariamente Por Um Aluno De 7 Anos”

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Temos recebido várias denúncias de agressões a professores ocorridas em anos transatos. Aos poucos a realidade começa a ser conhecida…

O que vão ler ocorreu em Lagos numa escola do 1º ciclo.


Há cerca de 6 anos fui agredida diariamente por um aluno de 7 anos. Foram pontapés, murros, cuspidelas, rasteiras, palavrões. O aluno estava no primeiro ano de escolaridade e tinha deficiência motora e síndrome de oposição. O aluno agredia-me, agredia colegas, funcionárias e nada foi feito. Iniciei o 2 ano de escolaridade e o comportamento manteve-se. Cheguei a um ponto em que me aproximava do portão da escola e as lágrimas já me caiam pelo rosto. Em Novembro estava de tal forma que, num dia em que ele me pontapeou ou várias vezes, aproximei-me dele e  ia virar-me a ele. Quando estava prestes a bater-lhe tive um clic, dei meia volta, peguei na pasta e saí da escola direta para o médico. Naquele instante eu tive a certeza que era capaz de matar. Este pensamento ainda hoje me assusta.

O médico deu-me um medicamento SOS e mandou-me para psiquiatria. Desde esse Novembro em que fui diagnosticada com uma depressão grave, a minha vida tem sido, baixa, junta médica, escola, baixa, junta médica, baixa… Trabalhar com uma turma é impossível. Consigo dar apoio a um grupo de alunos mas com muita calma.
Os sintomas residuais da depressão são muitos : dificuldade de concentração, esquecimentos constantes, dificuldade em construir frases por não conseguir lembrar as palavras, tremores nas mãos…

Ana Paula Farinha


Enviem as vossas denúncias para [email protected]

8 COMMENTS

  1. E lamentável como o diretor, logo após a primeira agressão, não desencadeou a substituição da professora, o enquadramento disciplinar do aluno, o envolvimento do Ministério Público / GNR / PSP / Segurança Social, e a responsabilização dos pais.

  2. Os diretores querem é passeatas, de preferência no estrangeiro, às custas do orçamento de estado ou do dinheiro dos alunos que integram a visita de estudo.

  3. Lamento imenso o que se passou com esta colega.
    No entanto, como Coordenadora da Escola N.º1 de Lagos, sinto-me na obrigação de esclarecer que houve um erro na identificação da escola, uma vez que esta agressão não aconteceu na nossa escola, onde, por sinal, esta docente nunca lecionou.
    Deveria haver mais cuidado e rigor nas notícias que se publicam…
    Sinceras melhoras à colega Ana Paula Farinha.

      • Existem, efectivamente, dois agrupamentos em Lagos. Mas não existe, no conjunto dos agrupamentos, nenhuma outra “Escola n.º 1” (a escola referida no título, na sua versão inicial, e que pertence ao Agrupamento de Escolas Júlio Dantas). Daí a certeza, de que houve um erro na identificação da escola, uma vez que, repito, a colega Ana Paula nunca ali leccionou, como ela, por certo, lhe poderá confirmar.

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