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Formação de Professores

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escola abril“A ditadura que se inicia em 1926, teme a ação dos professores, e procura limitar a sua profissionalização, e também formação”

“Será preciso esperar pela agonia do regime, no Consulado Marcelista, para que sejam introduzidas importantes alterações na formação de professores, impostas pela expansão do sistema educativo.”

“Os grandes aumentos na profissionalização dos professores só ocorrem, contudo, depois do 25 de Abril de 1974. Os anos oitenta serão marcados pela diversificação dos modelos e modalidades de formação, mas também de consolidação das ciências da educação.” Carlos Fontes

O meu curso do Magistério Primário iniciado em 1975, foi muito especial, com mais um ano do que os anteriores e com alterações no currículo. A chegada de muitos professores portugueses do estrangeiro, refugiados políticos deu corpo a essas mudanças. As disciplinas de Linguística, Sociologia, Psicopedagogia e Expressões (plástica, dramática, física e musical) tinham uma dimensão diferente de tudo, o que até então conhecíamos. As restantes disciplinas, pedagogia, didática e saúde eram lecionadas por professores, que constituíam a espinha dorsal da instituição.

No início do 1º ano, tivemos uma semana de “atividades de contacto”, na povoação de Sabóia, no concelho de Odemira, a observar a dinâmica da população e da sua escola,  instalados em casas cedidas por colegas de curso, regentes escolares, (figura do tempo de Salazar) que estudavam para se profissionalizar.

No 2º ano, uma colega conseguiu um subsídio, com o qual um grupo numeroso de colegas foi à ilha da Madeira, em visita de estudo. Muitos deles, depois de terminar o curso, rumaram a essas paragens, para iniciarem de imediato a sua vida profissional. No 3º ano havia um estágio, com muitas horas de lecionação de aulas, em diversas escolas, com a colaboração dos professores titulares de turma.

Alguns verificaram muito cedo, que não gostavam o suficiente da profissão e dedicaram-se a novas profissões, ou a tarefas diferentes na área da educação. No meu caso, fui incorporado no exército Português, pelo que só comecei a lecionar no ano de 1980.

Seria interessante, que os colegas partilhassem as vossas experiências de formação, na caixa de comentários.

Duilio Coelho

2 COMMENTS

  1. O meu curso do Magistério Primário iniciado em 1978, nessa altura já era necessário o 2º do curso complementar dos liceus (11º ano) para o acesso. Frequentei o Magistério Primário até 1981. Nessa altura essa escola tinha um diretor, Dr João Pedro Antas de Barros que imprimia uma dinâmica extraordinária à escola indo bastante além do que era exigido pela tutela.
    Sempre impulsionou o intercâmbio entre escolas como maneira de nos dar uma visão mais abrangente do ensino no país.
    No primeiro fizemos intercâmbio com a Escola do Magistério do Porto, rua da Alegria, lembro aquela rabula (história do mudo) que gerou tanta polémica. No segundo ano visitamos a escola de Vila Real onde chovia nas salas de aula. No terceiro ano foi a cereja no topo do bolo fizemos intercâmbio com Escola de Mérrignac uma vila perto de Bordeaux, foram experiências inesquecíveis. A Escola do Magistério Primário de Viseu tinha a enorme vantagem de ter turmas do ensino primário nas próprias instalações, era aí que estagiamos. Tive a sorte de ter duas orientadoras de estágio que deixaram que aprofundasse a paixão que já existia em mim de ensinar

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