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Foi Criado O Primeiro Fundo De Greve Para Professores

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Ainda me lembro quando andava por aqui a dizer que o S.TO.P era um sindicato legítimo e que as suas greves eram legais… A evolução deste sindicato tem sido impressionante e uma lufada de ar fresco nas envelhecidas estratégias de lutas dos principais sindicatos.

( e não, não estou sindicalizado no S.TO.P nem em nenhum outro sindicato)


(…)
Por isso o S.TO.P. dando seguimento ao que consta nos seus estatutos no artigo 41 (sobre um fundo de apoio a situações de greve), e com o apoio jurídico do Dr. Garcia Pereira, aprovou na sua última Assembleia Geral (Maio):
“Constituição e fortalecimento de um fundo de solidariedade, que será representado por 25% do saldo da conta de cada gerência e destinado a apoiar trabalhadores em greve ou despedidos, ou ainda qualquer outro objetivo de solidariedade, designadamente para com outros trabalhadores em luta ou em situação de necessidade, e de que a Direção disporá depois de, para tal, ser autorizada pela Assembleia Geral.”
No futuro poderemos ter mais este mecanismo de apoio (legal e totalmente apoiado/financiado por quem trabalha nas escolas) para as lutas que se avizinham.
Cabe aos professores que concordem com esta novidade no sindicalismo docente juntarem forças com o único sindicato docente que a aprovou: JUNTOS SOMOS + FORTES!
Fonte: S.TO.P

S.T.O.P cria fundo de greve em iniciativa inédita no sindicalismo docente

Em declarações à agência Lusa, André Pestana referiu que a criação do fundo de greve é uma iniciativa inédita ao nível dos sindicatos de professores, tendo a medida sido já aprovada pela assembleia-geral do S.TO.P, em finais de março, e depois de uma revisão dos Estatutos efetuada em dezembro de 2018.

Na criação deste fundo de greve dos professores, o S.TO.P teve o apoio jurídico do advogado e especialista em Direito do Trabalho Garcia Pereira, estando previsto que 25% do balanço positivo que aquele sindicato alcançar reverta para o fundo de greve.

O mesmo responsável disse estar em aberto a possibilidade de o fundo agora criado poder vir a apoiar professores em greve que não sejam associados do S.TO.P.

André Pestana salientou que o fundo de greve é um dos caminhos para ajudar os professores a encetar lutas fortes e prolongadas em defesa dos seus direitos e carreiras, numa altura em que é patente a descrença da classe nos sindicatos tradicionais do setor.

O S.TO.P considera que “há cada vez mais docentes não sindicalizados e sem esperança nos sindicatos tradicionais, face a sucessivos momentos em que todos os sindicatos não têm estado à altura das oportunidades e necessidades da classe docente”.

André Pestana lembrou que o S.TO.P foi criado há pouco mais de um ano e que já desenvolveu diversas ações públicas, incluindo a que serviu para alertar para a violência contra os professores e para a questão do amianto nas escolas.

O S.TO.P declara-se como um sindicato que está contra a interferência de agendas partidárias na luta dos docentes e a utilização de “formas de luta obsoletas” e de “para-arranca”, que, no entender dos seus dirigentes, leva à descrença dos professores nos sindicatos tradicionais e à desmobilização da classe.

Fonte: Sapo

10 COMMENTS

  1. O STOP é que alertou para a violência contra os professores e contra o amianto nas escolas? Mas este pessoal chegou agora de Marte ou querem-me fazer de parvo?

    • Não vou defender o S.TO.P, pois n sou seu advogado, mas parece-me que as diferenças estão à vista.

  2. A estrutura sindical protagonizada por Mário Nogueira
    fossilizou, foi de férias e as palavras do dito dirigente
    soam a “ cassette ‘ , sem alma, sem convicção, sem a paixão que as grandes causas exigem. O seu discurso é obsoleto e a maioria das suas aparições nos meios de comunicação são sensaboronas. Até quando vai conseguir estar distanciado das escolas . Até quando tenta manter esse “tacho” que obstaculiza novos rostos com mais dinâmica?
    Dou aulas há 35 anos e nunca o vi nas escolas e os seus representantes são invisíveis e a participação dos professores quase nula. É assim que querem continuar?

  3. A favor. Digam o que é preciso! Temos que acabar com a pouca vergonha de sermos os parentes pobres dos políticos

  4. Ou mostramos a sério quem somos, o que queremos e como queremos ou então ficaremos reduzidos para sempre a esta imcomparavel humilhação. Custe o quecustar:eu quero aliviar este murro no estômago. Gostaria de ser informada dos procedimentos para este fundo de greve.

  5. Este fundo de greve vai servir para quê? Para financiar uma greve cirúrgica, tipo, financiar uma greve de professores do 1°ciclo e pré-escolar, que é onde realmente faz mais danos nos vida de todos os encarregados de educação! Se for para financiar uma greve às avaliações, esqueçam, esta greve já foi esvaziada . Ou fazemos uma greve ao 1° ciclo e pré-escolar ou as greves não resultam. Uma greve destas ao 12°ano, não causa transtornos a ninguém.

  6. Discordo das criticas a Mário Nogueira,é aquele que de forma mais eficaz tem dado visibilidade à luta dos professores, a sua experiência e acutilância são uma mais-valia imperdivel. É , no entanto, verdade que delegados sindicais ativos nas escolas, nem vê-los e os sindicatos tradicionais arrastam-se penosamente sem respostas para uma estratégia de desgaste nova, inventada pelo governo de Sócrates, que é o indiferentismo. Perante a falta de ética política do indiferentismo é necessário novas estratégias, não podemos aceitar a cultura sacrificial e emoladora defendida pelos sindicatos tradicionais como forma de incensar de dignidade e superioridade moral a luta dos professores. Perante a cultura de inconsequência, falta de empatia e sobranceria de quem está no poder, a resposta não pode ser essa, temos de dar uma resposta à altura e quem está a ver bem o mapa é o STOP, por isso concordo com a sua agenda, mas não deitemos a água do banho com o bebé dentro, Mário Nogueira é imprescindível.

  7. Não me admiro que os sindicatos tradicionais, não tenham estratégias.
    Todos eles pensam apenas em se manter longe do problema, talvez haja outros interesses. Desculpem mas…

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