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“Fofices” vs Regras

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pink_globeConsidero o Eduardo Sá um bom psicólogo, gosto de o ouvir como certamente muitos de vós. No entanto, não posso concordar com esta visão romântica, “fofinha”, mas completamente utópica de levar os recreios para a sala de aula. Até acredito que essa estratégia funcione em alunos tímidos, com problemas de socialização e que não apresentam problemas comportamentais. As “fofices” em excesso deu no que deu, crianças/alunos que se julgam o centro do universo em que os outros têm de se ajustar aos caprichos de suas excelências… As empatias, os elogios, as brincadeiras q.b, são estratégias que os professores usam desde sempre, uns mais outros menos, mas o professor não pode ficar refém do aluno, o aluno também tem que cumprir com o seu papel. Estar disponível para a aprendizagem é essencial. Isso só é possível se existirem regras, um elevado sentido de responsabilidade e encarar a escola como uma mais-valia e não como uma necessidade ou uma chatice. Além disso, existe também um fator que é muitas vezes desvalorizado, um fator que pode colocar todo um trabalho feito por água abaixo, um fator simplesmente determinante… A vontade própria!

MOTIVAÇÃO PARA A ESCOLA

São muitos os factores em análise nesta, aparentemente, simples questão. Serão os amigos e as relações sociais que se estabelecem? Serão as brincadeiras e o ambiente descontraído com que se está. Será que é por não haver testes? Será que…? A investigação sobre a motivação coloca ênfase em todos estes aspetos, mas também noutros.
Querer conhecer coisas novas é motivador. Estar envolvido no processo de aprendizagem também. Sentir confiança em ser capaz de executar determinada tarefa também. Neste sentido, e olhando para os benefícios do recreio e da aula, por que razão é difícil, por vezes, que sintamos que os alunos se motivam para além das atividades do recreio?
Considero que temos de levar o recreio para dentro das salas, assim como levamos as salas para dentro do recreio. Descontrair o ambiente demasiado formal, levar o jogo, a brincadeira, o desafio, a novidade, o envolvimento multissensorial mas sobretudo cinestésico para a componente de aprendizagem parece-me urgente. Necessitamos de criar proximidade com quem aprende, não distanciamento. Precisamos de criar empatia, não antipatia. Precisamos de seduzir e conquistar e não de afugentar. Precisamos de elogiar e não de criticar. Quando assim for, os nossos alunos vão querer ficar na escola. Perdão, nas aulas!

Fonte: http://www.paisefilhos.pt/

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