Home Escola Fizemos uma grande GREVE e não vamos parar. Estamos juntos!

Fizemos uma grande GREVE e não vamos parar. Estamos juntos!

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Foi a maior greve dos últimos anos. Os professores mostraram que não se vão calar e que o dia 27 de outubro foi apenas o primeiro de uma luta que pode ser longa mas que dará os seus frutos.

Não pense este ou qualquer outro governo que esta luta foi apenas uma faísca. Não, a chama da revolta e da indignação está bem presente e o tempo vai torná-la mais forte.

Os professores sabem quando devem lutar e já o mostraram no passado. Não se trata de uma luta sindical, trata-se de uma luta de professores. Os professores sentem-se desrespeitados, humilhados e ignorados e não se calarão enquanto não for reposto aquilo que lhes querem roubar. Mais do que uma greve, mais do que uma manifestação, trata-se de uma questão de justiça, uma questão de equidade, uma questão de dignidade profissional.

Parabéns aos professores que hoje deram cara, lutámos por nós, lutámos por todos, TODOS, mesmo aqueles que ainda não perceberam que juntos seremos mais fortes e que juntos vamos recuperar os nossos direitos.

Uma nota para os sindicatos. Hoje ficou provado que a FENPROF e mais alguns sindicatos  tiveram razão em aderir a esta greve da função pública. Eu que tantas vezes critiquei a FENPROF e o seu secretário-geral, só posso enaltecer a capacidade que tiveram de “ler” e colocar em atos o sentimento dos professores.

Aqueles que se quiseram esconder perceberam hoje que não o deviam ter feito, deviam ter estado ao lado dos professores e não estiveram. Não se trata de fazer política, trata-se de representar os vossos associados que tinham expectativas e foram defraudadas.

Amanhã é outro dia e amanhã poderão começar a pensar como vão compensar o erro do dia de hoje, precisamos de todos e os sindicatos por muito criticáveis que sejam, por muito subservientes que sejam deste ou daquele partido político, têm que perceber, que só existem graças aos professores e só os professores devem representar. Também vocês têm uma oportunidade para melhorar a vossa imagem…

Fica um resumo do dia de hoje e o comunicado da FENPROF.

 

Greve geral. “Os principais agrupamentos e as maiores escolas do país estão encerradas”

(Expresso)

Fenprof: greve encerra 90% das escolas

(Expresso)

Com a maior greve dos últimos quatro anos, professores fazem sério aviso ao Governo e ao Ministério da Educação

FENPROF LANÇA REPTO A TODOS OS PROFESSORES E A TODAS AS ORGANIZAÇÕES SINDICAIS
PARA QUE 15 DE NOVEMBRO SEJA UM DIA NACIONAL DE LUTA DE TODOS OS DOCENTES

Convergindo com os demais setores da Administração Pública e, assim, encerrando cerca de 90% das escolas, os Professores e Educadores fizeram a maior greve dos últimos quatro anos, com adesões muito elevadas num significativo número de escolas. A FENPROF saúda todos os professores e educadores que, aderindo à Greve, deram forte expressão ao protesto e à exigência, não se eximindo de estar presentes nesta luta cujos objetivos também são seus. Dos dados de adesão que abaixo se divulgam não são muitas, ainda, as escolas cuja adesão, em percentagem, se indica, pois o encerramento das escolas e a adesão de muitos professores que integram os órgãos de gestão, tem dificultado essa recolha. Os dados, contudo, irão sendo atualizados, à medida que forem conhecidos.

Com esta Greve, os professores e educadores fazem um sério aviso ao Governo, de que não tolerarão a forma como este pretende descongelar as suas carreiras, apagando mais de um década de serviço cumprido e impondo, dessa forma, uma inaceitável discriminação dos docentes; ao Ministério da Educação, cujo titular recusa assumir compromissos e negociar matérias de elevadíssima importância, tais como questões específicas relacionadas com a carreira docente, mas também com a aposentação, os horários e outras condições de trabalho ou os concursos, incluindo a reposição da legalidade no de vinculação extraordinária, com a recuperação das mais de 700 vagas que foram, também elas, apagadas. Os professores e educadores também não desconhecem a intenção do Governo de avançar com a municipalização da Educação, como é notório pelos 255,4 milhões de euros previstos, para esse efeito, no Orçamento do Estado. Os professores rejeitam a municipalização e lutarão determinados contra esse processo errado de descentralização, caso avance.

A greve de hoje, 27 de outubro, foi o início de uma luta que, a não ser tida em conta pelos governantes, irá continuar, desde logo, a partir de dia 6 de novembro e durante todo o primeiro período, com a greve dos docentes às atividades diretamente desenvolvidas com alunos, porém inscritas na componente não letiva.

Mas a luta por um descongelamento justo da carreira e sem “apagão” de tempo de serviço, como por outras justas reivindicações dos docentes, vai continuar. Nesse sentido, a FENPROF considera indispensável que o dia 15 de novembro, data em que o Ministro da Educação estará na Assembleia da República para o debate na especialidade do Orçamento para a Educação em 2018, seja um Dia Nacional de Luta dos Educadores e Professores. Se com o recurso a greve, manifestação, concentração ou concentrações regionais, ou qualquer outra forma de luta, essa é uma questão que a FENPROF deixa para decisão conjunta com todas as organizações sindicais de docentes, reiterando o repto, a todas elas, para que, em convergência, possamos contribuir para que todos os docentes se unam numa luta que é de todos.

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Fonte: FENPROF

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