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Como se fica em cima do capô de um automóvel numa passadeira…

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Que a insegurança na condução e no trânsito nas nossas cidades e estradas é uma constante não tem quaisquer dúvidas quem “isto” escreve. E, que também há pouco controlo – que não só ter que multar – em vários locais, evidentemente nunca em simultâneo, também parece ser verdade, e alegar que não se pode estar em todo o lado ao mesmo tempo, não justifica, por certo, que não se possa estar em algum, dia a dia. E, quem estas linhas está a escrever, apesar de ser sexagenário na segunda fase desta década, ainda tem conseguido evitar ser atropelado em passadeiras – até ver!!! –  por ter em atenção  o cuidado a ter  e não ter em as atravessar, sabendo que a maioria dos condutores não as respeita.

Isto é uma realidade comprovada, e seja quais possam ser as razões: falta de cuidado, ir ao telemóvel, algum álcool a mais, não estar atento, egoísmo, etc….,acontece dia a dia, se não hora a hora! Bem, mas nesta 4ª feira de sol radioso de Inverno, deste Fevereiro de 2017, fez a experiência involuntária de ficar em cima do capô de um automóvel, foi a primeira vez e não propriamente agradável. De manhã, depois de já ter atravessado várias passadeiras e ter dito “obrigado” a quem as não respeitou e agradecido de mão a quem o fez, ao chegar a um cruzamento, onde antes de uma passadeira estava um automóvel parado a tentar entrar numa via principal, não tendo prioridade, atravesso a passadeira mas com atenção ao “dito” automóvel.

O condutor única e exclusivamente está preocupado em avistar se os automóveis na outra via o deixam passar, e, arranca quando já vou a passar, mas como estou a olhar, é o inicio lento do arranque e tendo ainda alguma agilidade, atiro-me para o capô de mãos e o senhor trava, pede muita desculpa, de braços no ar e repete as desculpas. Nada aconteceu nem magoado, nada, só o susto. Mas, isto é mais um claro exemplo de como “não” se “conduz” neste nosso País, e como cada um tratará tão bem só e exclusivamente do seu umbigo.

Claro que depois de tudo passado e a caminho a pé do destino, a sensação de sorte é grande por nada, nada ter acontecido, nem as mãos doerem, mas em simultâneo o susto, dado que foi tudo muito rápido, sem consequências felizmente. E, os condutores de alguns automóveis na via principal olharam com ar de congratulação por não ter sido de facto atropelado, até viram o espectáculo que se calhar os distraiu!
E, além do desconforto durante uns minutos fica a consistente ideia de que não ser atropelado numa passadeira neste país é pura sorte, por puro acaso, e nada mais e é pena!
Augusto Küttner de Magalhães

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