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A “festa” fechou 5 mil primárias em 15 anos.

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Foi uma das frases mais infelizes de Maria de Lurdes Rodrigues, quando apelidou as obras da Parque Escolar como uma “festa”. Uma festa de dívidas, uma festa de ilegalidades, uma festa de desertificação… não sei se era essa a festa que a Sra se queria referir, mas o seu chefe de governo sabia bem a “festa” que andava a fazer…

A necessária requalificação escolar teve um preço e as principais vítimas foram(são) todas aquelas crianças que perderam a proximidade de um direito constitucional.

Quem morou no litoral e no interior, conhece bem as virtudes e defeitos de ambos os meios. Se é verdade que a obrigação de morar num local sem escolas, hospitais ou tribunais é relativa, também é verdade que todos pagamos os mesmos impostos e que os serviços disponíveis são claramente discriminatórios.

Mas pelos vistos ainda se pondera se a “festa” é para continuar. Camufladas pelas infraestruturas de qualidade duvidosa, purgam-se aldeias, purgam-se vilas, purga-se um país…

Educação. Governo vai reunir nos próximos dias com autarquias para decidir fecho de escolas

(Ana Petronilho – I)

Desde 2001/02 que, todos os anos – à exceção do anterior ministro Nuno Crato que, em anos de eleições, não fechou escolas –, os vários governos têm vindo a encerrar os estabelecimentos escolares do 1.o ciclo com menos de 21 alunos. Mas tendo em conta que este é um ano de eleições autárquicas, o ministro Tiago Brandão Rodrigues poderá seguir a mesma estratégia do seu antecessor e não encerrar escolas. Desta forma, o governo evita a contestação que tem sido recorrente, sobretudo em localidades mais pequenas e do interior do país, como resultado do fecho das escolas (ver caixa ao lado).

Esta é, aliás, a previsão das escolas e dos politólogos ouvidos pelo i, que recordam que o governo já adiou a aplicação de algumas medidas previstas inicialmente para este ano e que acabaram por ser adiadas para evitar contestação, como é o caso da reforma curricular (flexibilização curricular).

Nas últimas semanas, as escolas têm vindo a reunir com os delegados regionais e com as autarquias, não estando previsto o encerramento de escolas fora de cenário. No entanto, a decisão cabe ao executivo de António Costa, sendo necessário o acordo não vinculativo das autarquias que, em alguns casos, até podem sugerir o encerramento de alguns estabelecimentos escolares.

Para formalizar as negociações, o Ministério da Educação ficou de enviar ainda hoje às autarquias um documento que traça o plano de arranque do ano letivo. O documento “será discutido amanhã em reunião do conselho diretivo da ANMP e será a base para as negociações”, adiantou ao i Manuel Machado.

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