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Férias escolares, como são no resto da Europa?

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O CDS veio novamente colocar na agenda a questão das férias escolares. O Conselho das Escolas já o tinha feito em 2015 e na altura os diretores escolares sugeriram miniférias no outono, mas os pais foram contra, apelando até para uma diminuição das férias de verão.

A grande diferença entre Portugal e alguns países europeus, situa-se principalmente no outono (1º período)  e no mês de junho (3º período). Se repararem no gráfico em baixo verificam que quase todos têm uma pausa em outubro.

Férias Escolares_alguns países

Férias escolares Alemanha

Férias Escolares França

Gráficos retirados de https://www.homeaway.pt/info/ideias-ferias/ferias/ferias-escolares-europeias

O Educare fez um excelente artigo sobre a dimensão das férias de verão e Portugal até se situa dentro da média europeia.

Regresso às aulas na Europa marcado para o início de setembro

Dos 38 países e regiões cujos dados constam no relatório “Organização do Tempo Letivo na Europa 2014/2015”, 12 concedem, em média, entre 11 e 12 semanas de férias de verão a todos os alunos. Portugal está nesse grupo, tal como Espanha, Malta, Grécia e Chipre (no 1.º e 2.ºciclos), Islândia, bem como a grande maioria dos países de Leste. Roménia, Letónia, Lituânia, Turquia e Itália estão entre os países que, em média, concedem aos seus alunos cerca de 13 semanas de férias.

 

Pelo menos 32 países têm duas semanas de férias no Natal e Ano Novo. Portugal está neste grupo. Fora ficam a Suécia, com o maior período de pausa, cerca de três semanas; a Irlanda do Norte, com 1,5 semanas, e a Eslovénia, com uma semana. Os alunos turcos interrompem as aulas apenas no dia 1 de janeiro.

Sinceramente surpreende-me tanta gente a atacar o CDS por este estar a tomar a iniciativa de abordar o assunto. É um assunto pertinente e se tem segundas intenções pouco me interessa, mas que deve ser ponderado, analisado e discutido, deve. A sua proposta acho excessiva, passar de 12 semanas de férias para 8 é muito, estaríamos perante um verdadeira revolução do calendário escolar e tudo o que isso implica.

Sou um dos que concorda com uma pausa em outubro, o 1º período é muito longo e não é por acaso que é o período com mais problemas disciplinares. Se por esse motivo for necessário prolongar uma ou duas semanas no final do 3º período, parece-me que não virá nenhum mal ao mundo. Os alunos e também os professores, a partir de novembro começam a trepar pelas paredes com o cansaço acumulado. Ambos precisam de se afastar uns dos outros a bem da qualidade de ensino. As aulas são ambientes exigentes e ao contrário de outros países, que têm bom senso na definição da carga letiva, nós ainda mantemos a ideia de que quantidade é qualidade…

 

15 COMMENTS

    • toda a europa tem o ano dividido em semestres, Portugal vai manter-se isolado nos trimestres até quando?
      falamos de europa em todo o lado so para algumas coisas para outras ja nao interessa
      a proposito somos o unico pais praticamente que tem so Agosto para férias ja que todos os outros também tem dois meses. sei do que falo e posso citar exemplos porque conheço as outras realudades.

    • Não faz sentido termos em Outubro como em certos países uma vez que eles têm pelo Halloween e também porque comemoram o Outono. Não é um clima severo para tal acontecer. Por isso Portugal, Espanha e Itália não têm. O Reino Unido por exemplo nunca tem tanto tempo junto de férias, mas estão sempre em férias e cada escola decide quando há férias. Pode acontecer uma criança estar de férias e o irmão não estar.

  1. O problema das férias escolares, tal como está a ser colocado, tem mais que ver com a desorganização da nossa sociedade (excessiva concentração no litoral, perda das redes de suporte das famílias, horários de trabalho absurdos, falta de espaço livre, etc.) do que com o interesse das crianças e dos jovens. Não nos esqueçamos de que, para além do que aqui se debate, também em relação aos horários escolares os jovens portugueses são dos que mais tempo passam “institucionalizados”. As férias escolares têm que ter em conta o clima dos países. Daí, fazer todo o sentido que, em Portugal, o maior período se concentre no verão. O que se pode admitir, são algumas diferenças regionais, porque não é a mesma coisa um inverno passado na Guarda ou em Faro. Depois (embora mais difícil por motivos culturais), a segunda paragem (atualmente coincidente com a Páscoa), podia ser usada para impedir que haja períodos muito longos ou muito curtos. Quanto ao resto, não passa de demagogia para fingir que a Escola pode responder a problemas sociais que, de facto, se refletem no seu interior, mas cuja resolução não é da sua competência.

  2. Muito sinceramente, não vejo vantagens ou desvantagens, ter pausa em Outubro! Neste mês, já há “agenda” para os testes! Vou dar um exemplo: No Ciclismo (eu não pratico), as equipas são CONTRA UM DIA DE PAUSA, porque nesse dia “continuam a pedalar e a praticar ciclismo”, (treinos)! Portanto, nunca param!

    • Na prática desportiva tão importante é a “carga” como os períodos de recuperação, principalmente emocionais…

      • Como na escola, aliás! Como em tudo na vida!
        Portanto, quem nega a validade das pausas por causa da agenda de testes, está obnubilado, ou não trabalha. Por isso não precisa de pausas.

  3. Quantidade dificilmente é sinónimo de qualidade. O descanso intermitente é importantíssimo para o bom funcionamento quer da escola, quer dos alunos. Em Portugal, como (ainda) há poucas estruturas de apoio para os menores enquanto os pais trabalham, estes exigem que as crianças fiquem cada vez mais tempo nas escolas.
    Sou amiga pessoal da directora de um colégio particular que tem infantário e básico a quem os pais pedem encarecidamente que não façam nenhum tipo de pausa! Nem no Verão, nem no Natal, nunca! Pagariam o que fosse preciso para terem os filhos entregues à responsabilidade de alguém que lhes tire a deles.
    Também as educadoras referem que assim que é possível ir para a praia, as crianças vão com a escola à praia, de manhã, regressando ao colégio antes de almoço e lá ficam o resto do dia. Isso seria normal se os pais estivessem a trabalhar. Mas há alguns que estão de férias e só lá aparecem ao fim do dia, a sacudir a areia das pernas, buscar a sua prole. Todos sabemos como é incomodativo levar crianças à praia! Ninguém está sossegado!…enfim…
    Isto tudo para dizer que concordo plenamente com pausas (moderadas e com lógica) escolares. Os pais têm que assumir o seu papel e não encafuar os filhos em “depósitos”. Os professores têm que ter tempo para se organizarem e recuperar energia, é uma profissão desgastante. Os alunos têm que ter tempo para estudar, ter hobbies, fazer desporto ou não fazer nada, de vez em quando. Com a nossa carga horária, ninguém respira!

    • Nem mais Ana.
      “Mas há alguns que estão de férias e só lá aparecem ao fim do dia, a sacudir a areia das pernas, buscar a sua prole. Todos sabemos como é incomodativo levar crianças à praia! Ninguém está sossegado!…enfim…”
      E depois admiram-se que não conseguem fazer nada dos filhos…

    • Isso não são pais, são pessoas que tiveram os filhos por terem e estão a c#g#r-se para eles. Há muitos que podiam ficar com os filhos e não querem saber deles.

  4. Boa noite,

    Preciso saber, quando é o período de ferias escolares para uma criança de 6 anos, que reside na Alemanha, em cidade proxima a Munique.
    Sou brasileira e tenho parentes indo residir na Alemanhã.
    Muito grata

    Ana

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