Home Notícias Fenprof Tenta Invadir Conselho De Ministros E Ministros Fogem Pelas Traseiras

Fenprof Tenta Invadir Conselho De Ministros E Ministros Fogem Pelas Traseiras

Eu devo estar a ver mal… Olho para o calendário e não diz 1 de abril… Tenho de ir ao oftalmologista…

Agora que o PCP já não está no Governo, passamos a invadir Conselhos de Ministros?

É legítimo que representantes de professores optem pela via da força quando o diálogo não lhes é atendido?

Sobre a postura do Governo de fugir pelas traseiras também não surpreende, mostrando bem o seu caráter, ou neste caso falta dele, para lidar com trabalhadores que legitimamente têm razão em estar descontentes, ao contrário do Novo Banco que vai receber mais mil milhões de euros…

Um triste episódio que não dignifica ninguém. E lembro que esta FENPROF, que agora tenta invadir conselhos de Ministros,  foi a mesma que em conluio com o seu PCP, não apoiou uma iniciativa popular de recuperação integral do tempo de serviço (ILC)…

Critérios esquisitos estes…


Atualização 22h11, 27-02-2020

Estão a surgir comentários na página de facebook do ComRegras alegando que é mentira que Mário Nogueira tenha tentado invadir o Conselho de Ministros. Como não estive presente, espera-se que a Fenprof esclareça esta situação.

Costa evitou professores, Fenprof tentou invadir Conselho de Ministros

O secretário-geral da Fenprof tentou invadir o Cineteatro de Bragança onde decorria o “briefing” do Conselho de Ministros, depois de o primeiro-ministro ter abandonado o edifício pelas traseiras, evitando um grupo de manifestantes.

Mário Nogueira, que se encontrava acompanhado de outros representantes daquela estrutura sindical de professores, tentou forçar a entrada no edifício do Cineateatro de Bragança, já durante o “briefing” do Conselho de Ministros, tendo sido impedido pelas forças de segurança.

“Exigem respeito os professores, exigem respeito os professores”, gritavam cerca de 20 elementos da Fenprof que se encontravam concentrados junto à entrada do Cineteatro de Bragança.

A porta do edifício, que até àquele momento esteve sempre aberta, foi fechada pelo interior a cadeado, enquanto a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e a secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, respondiam às questões dos jornalistas.

“Aquilo que assistimos hoje aqui mostra bem o Governo que temos. É alguém que não querendo enfrentar os professores – que nada tinham de especial para fazer que não fosse entregar uns postais assinados por milhares de professores e simultaneamente dizer que queremos dialogar e negociar para resolver problemas -, António Costa, como os restantes membros do Governo, saíram cobardemente pelas traseiras, como saem aqueles que não querem enfrentar os problemas”, declarou o secretário-geral da Fenprof em declarações aos jornalistas.

O incidente aconteceu ao início da tarde, já depois de, explicou o dirigente sindical, um assessor do primeiro-ministro se ter dirigido à delegação da federação de docentes para informar que ia averiguar a possibilidade de ser recebida pelo chefe do Governo, mas não voltou a aparecer.

Mário Nogueira disse, contudo, não estar surpreendido com a atitude do Governo e afirmou que a Fenprof marcará presença em todos os conselhos de ministros descentralizados até que seja ouvida.

“Estes postais, estas caixas que nós aqui temos com muitos mais milhares, que irão ser assinados e no dia 21 de março em Castelo Branco, no segundo Conselho de Ministro descentralizado, lá estaremos para os entregar e lá estaremos para dizer a António Costa que, enquanto não receber os professores, nós estaremos em todos os conselhos de ministros que se realizarem fora de Lisboa”, conclui.

Para o dirigente sindical, “hoje provou-se aqui que o ministro da Educação está bem neste Governo que é um Governo que desrespeita professores”.

“Hoje António Costa provou que não é primeiro-ministro de todos os portugueses. António Costa veio confirmar que o seu lema nestas iniciativas descentralizadas de ‘Governo mais próximo’ é mais próximo de alguns interesses que não são, de certeza, os interesses do país, porque cada vez se afasta mais dos professores”, acrescentou.

Cerca de 50 docentes encontravam-se desde manhã junto ao local onde se realizou o Conselho de Ministros descentralizado com o objetivo de entregar em mãos ao primeiro-ministro António Costa, cerca de sete mil postais assinados por professores e educadores, onde exigem a abertura das negociações com a tutela.

A Fenprof acusa o Ministério da Educação de se recusar a “reunir, dialogar” e “abrir negociações das quais resultem as medidas necessárias à superação” destes problemas e alega que o ministro da Educação, “desde o início do seu novo mandato”, se “limitou a convocar uma reunião, em 22 de janeiro, na qual reiterou indisponibilidade para o diálogo e para a abertura de processos negociais sobre matérias que não fossem por si decididas”.

11 COMMENTS

  1. Explique-me lá que eu sou sindicalizado na FENPROF… se a FENPROF é o PCP? É que eu não voto no PCP… Doutro modo, não sei bem o que se passou por isso espero para comentar as acções dos elementos da FENPROF, gostava de saber se a FENPROF é o maior sindicato de professores em Portugal , ou não? E gostava de saber se o Mário Nogueira, goste-se ou não, sendo comunista ou não, não terá sido eleito …
    Essa permanente acrimónia com os sindicatos custa-me um bocado a entender , não que não haja criticas legítimas que se possam fazer aos sindicatos, mas, no tempo em que estamos eu não faço nenhuma a nenhum, pois não gosto de dar tiros nos pés… Alguns parecem entender que o sonho desta gente , desde o tempo de MLR, é garrotear os sindicatos… alguns parecem estar ao serviço dessa estratégia, lamento!

    • Mas agora somos anjinhos? Não vê o Mário Nogueira nas manifs do PCP? Não sabemos todos que a Fenprof está ligada ao PCP?
      Podemos discordar, mas não me atirem areia para os olhos.

    • E se vamos falar em tiros nos pés, falo então da Bazuca nas pernas que foi estarem contra 20 mil professores que lutaram pela recuperação total do tempo de serviço, ou terem cancelado a greve às avaliações porque os professores tinham que ir de férias. Fartinho da Silva estou eu de ver seguidores cegos como se a Fenprof fosse uma religião qualquer. Fartinho da Silva estou eu de falarem por todos os professores quando a Fenprof tem para aí metade dos seguidores do ComRegras e um terço do Arlindo.

      • Não sou religioso, ó Alexandre! Candidate-se ou forme um sindicato…
        Já agora são todos uns santinhos, apartidários, imaculados… só os sindicalistas é que têm partido… Têm os fa Fenprof, têm os da Fne, têm todos e muito bem porque estão no seu direito!
        Sobre essa dos seguidores… e de você se comparar a um sindicato, por ter um blogue, está tudo dito: vejo que não dá para mais!
        Quanto ao que aconteceu em Bragança o que está escrito em cima, da invasão de um Conselho de Ministros, não é verdade , procure informar-se … Se o fizessem, se o fizeram, já lhe digo que estou contra, mas nunca, mas nunca, deixarei de ser de ser sindicalizado… Se estudasse um pouco saberia que o sindicalismo e o direito à greve é uma questão essencial em qualquer Estado de Direito e em qualquer Democracia…
        Já agora… para estar em certos lugares a ”apanhar” , falo de qualquer sindicato, é preciso tê-los no sítio !

  2. O colega Fartinho tem razão, andarmos aos tiros uns aos outros só serve os interesses do governo.
    O voto é a verdadeira arma. O PS vive à custa da fama de ter como base de apoio os funcionários públicos, os grupos diferenciados e citadinos, mas o rótulo não condiz com o conteúdo da embalagem. O PS dá-se ao luxo de contar como adquiridos estes votos, seus apoiantes tradicionais, mas estes grupos estão a ser abusados. Na realidade o PS apenas governa para os pobres e para os ricos, achando que os outros são favas contadas. Os votos dos ricos não pertencem a ninguém, deixam-se namorar para obter dividendos mas guardam para si a última cartada e como são poucos não decidem nada.. Os pobres felizmente não são muitos, também não são determinantes. Portanto, por incrível que pareça, quem sustenta o governo é quem está a ser ignorado e trucidado por ele. Acordai, gente que dormís, estâ na hora de pregar um susto a quem nos roubou o passado, o presente e o futuro.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here