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Fenprof Rejeita Proposta Do ComRegras Para Greve Financiada

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Está no seu direito, como está no seu direito toda a estratégia sindical que tão bons resultados tem dado ao longo destes anos… Aliás, quem é contra a ILC só podia ter este tipo de postura para uma ideia que não nasce na fonte sindical.

Não vou entrar em diálogo com a Fenprof, o meu objetivo sempre foi apresentar propostas baseadas em reflexões com o conhecimento de quem anda no terreno.

O S.TO.P, mais uma vez, mostra uma abertura de espírito de louvar e como disse à jornalista do Jornal de Negócios, não tenho qualquer filiação sindical nem partidária, por isso estou perfeitamente à vontade para falar…

Para quem não conhece a proposta do ComRegras que já conta com quase 6000 visualizações aqui fica:

Como Fazer Uma Greve De 1 Mês Com Elevada Adesão Por Parte Dos Professores

E a minha reflexão sobre o que a plataforma sindical está a apresentar:

Prós E Contras De Uma Greve Prolongada Ao 12º Ano E Avaliações Finais

Fiquem também com a notícia do Jornal de Negócios

Fenprof rejeita novos fundos para financiar greves de professores

A Fenprof rejeita a criação de novos fundos que possam financiar uma greve prolongada dos docentes, seja por recurso a financiamento externo, como o ‘crowdfunding’, seja através do desvio dos descontos dos associados, o que não está previsto nos estatutos dos sindicatos que esta federação representa.

A necessidade da criação de novas formas de financiamento está a ser defendida na blogosfera por autores como Alexandre Henriques e não é afastada por sindicatos mais pequenos como o S.T.O.P, que admite apoiar a constituição de fundos, assumindo contudo que não há decisões tomadas.

A questão foi abordada esta quinta-feira pelo DN, que noticiou que os professores querem constituir fundos, o que levantou dúvidas sobre a intenção dos sindicatos.

“Os professores não propõem nenhum financiamento”, disse Mário Nogueira, aos jornalistas, no Parlamento. Falando em nome das dez organizações sindicais que têm reclamado, juntas, a recuperação do tempo de serviço para efeitos das progressões, o dirigente sindical recusou em particular o recurso ao ‘crowdfunding’.

“Financiamentos externos de uma greve é uma coisa que não faz parte do nosso vocabulário ou da nossa intenção”, disse.

O que a Fenprof não critica são os mecanismos informais através dos quais os docentes se organizam para anular o impacto financeiro da greve sobre os seus salários. O que aconteceu no caso da greve às avaliações é semelhante ao que acontece no caso dos enfermeiros na medida em que bastava que um professor faltasse para que a reunião de avaliação não se pudesse realizar: com pouca adesão obtém-se um grande impacto.

“A única coisa que acontecerá nas escolas é o que sempre aconteceu”, afirmou Mário Nogueira. “Numa greve a avaliações não é preciso todos fazerem. Basta que um faça para que não haja a reunião. Então o que fazem alguns professores? Os cinco que não fazem juntam-se” e cobrem o salário perdido pelo trabalhador que faltou. Noutros casos, os docentes vão-se revezando.

Os sindicatos que a Fenprof representa também não têm a intenção de dedicar parte dos descontos que recebem dos seus associados à criação de um fundo de greve, como os que existem noutros sindicatos em Portugal, por exemplo no setor dos transportes (maquinistas da CP ou dos pilotos da TAP).

Fonte oficial da Fenprof explica ao Negócios que os estatutos dos sindicatos de professores que esta federação representa não prevêem a existência de fundos de greve. A mesma fonte garante que não está em cima da mesa qualquer alteração, que em todo o caso teria de ser decidida pelos associados em assembleia-geral.

Não há fundos… mas podem surgir

A avaliar pelo que contam os enfermeiros, a eventual constituição de um fundo não depende apenas da posição oficial dos sindicatos. E há outras vozes a defender que sejam criados fundos que permitam financiar uma greve sustentada dos professores, nomeadamente na blogosfera.

Alexandre Henriques, do blogue “Com regras”, que também é mencionado no artigo do DN, propôs em novembro a criação de um fundo que seja capaz de financiar uma greve prolongada no início do próximo ano letivo.

“Todos os meses os professores pagam uma quota aos sindicatos. A percentagem dessa quota pode ser canalizada para o fundo”, afirmou ao Negócios Alexandre Henriques, que não é sindicalizado. “Também se pode constituir um fundo independentemente dos sindicatos, com ou sem crowdfunding, mas com a identificação dos financiadores”, sustentou.

STOP admite tudo mas ainda não decidiu nada

Para o Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) “nada está fechado”, segundo afirmou ao Negócios André Pestana, um dos porta-vozes da estrutura que foi criada há um ano e que se assumiu posições mais radicais do que a Fenprof por exemplo no caso do prolongamento da greve às avaliações.

Sublinhando que a questão ainda não foi discutida internamente, o porta-voz da estrutura que tem 500 associados não afasta a possibilidade de apoiar a formalização de um fundo. “Se houver uma vaga de fundo não será de estranhar que mais uma vez o STOP faça o que ainda não foi feito”.

“Somos a favor de um fundo de greve que poderá ir além do que se verificou nas greves às avaliações do Verão passado”, ou seja, uma troca informal de dinheiro, refere André Pestana.

“Agora, a forma de como materializar esse fundo de greve é que ainda não está nem discutida na direção nem com os sócios: se é por crowdfunding, se é através de um parte dos descontos dos sócios, ou se deve envolver os [professores] não sócios”.

5 COMMENTS

  1. É por achar que os nossos sindicatos pouco ou nada fazem é cada vez menos nos representam que cortei com eles e deixei de descontar.

  2. Ao contrário do que diz no seu texto, julgo que uma greve deste tipo faria mossa não no 12º ano mas sim no 1º ciclo e pré-escolar. É nestes anos que a greve faz realmente mossa. É ver os pais todos alarmados sem saberem o que fazer com os filhos. Os docentes do pré e do 1º ciclo são em menor número, logo seria mais barato para todos. É apenas uma ideia, mas penso que causará muito mais problemas do que a ourto ano qualquer.

    • De acordo. 12.°, sim, pelas razões que conhecemos mas de facto, a mossa maior é no pré escolae 1.°ciclo.
      Se os enfermeiros conseguem por que não havemos de conseguir?
      Na maioria das vezes as greves da nossa classe não vingam, porque não é uma classe unida(primeira e verdadeira razão), depois porque há um grande arrombo no orçamento.
      Em muitos países, os sindicatos “financiam” as greves…
      Tenho dito…Não podemos deixar tapar o sol com a peneira. Os sindicatos também não são os nossos melhores psrceiros. Infelizmente!

  3. Greves!!! Mais uma vez a solução passa pelo que é irrelevante e sacrifica os docentes: quanto dinheiro foi retirado aos docentes pela participação nestas greves? Qual o impacto real de uma greve de docentes? Se numa escola fizerem greve 100% dos docentes, acontece alguma coisa? NADA. Se 25% dos assistentes operacionais fizerem greve ( aliás, basta apenas os que estão na portaria fazerem greve) a escola FECHA.
    O que se tem ganho até ao momento? Apenas o riso do Centeno pela poupança inesperada.

  4. Alexandre muito sinceramente penso que os sindicatos estão completamente ultrapassados. Na minha opinião a realização de uma greve deste teor terá de partir de um movimento dos professores extra sindicatos financiada com fundo de maneio criado para o efeito.
    Penso que através do blog poderia ser possível tentar iniciar esse movimento. Estou disponível para colaborar.

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