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Fecharam 8372 escolas públicas (58%) em 15 anos…

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Em 15 anos a educação em Portugal mudou radicalmente, do ensino de proximidade passou-se para um ensino claramente centralizado, surgiram os agrupamentos os mega-agrupamento e a “festa” da parque escolar como disse Maria de Lourdes Rodrigues. Alguns dizem que com isso as aldeias morreram, outros dizem que este ajuntamento permitiu uma maior socialização entre os alunos e deu-lhes melhores condições. Provavelmente ambos estão certos, mas existe uma terceira visão – o emagrecimento financeiro da escola pública.

Acredito que em casos de escolas com 5, 10 alunos até se justifique o encerramento e migração dos alunos, mas quando passamos para 15/20 alunos estamos a falar de decisões puramente financeiras.

 

O gráfico que é retirado da DGEEC intitulado Educação em Números é esclarecedor.

Estabelecimentos vs nº alunos

Sobre o ensino privado, como já tinha mostrado com o gráfico em baixo, este foi claramente protegido, exceção feita para os últimos 2/3 anos.

evolução professores 2004_2014

Já o ensino particular apresenta um saldo positivo, ao subir, entre 2000/01 e o ano lectivo de 2014/15, para 2737 escolas em funcionamento. Só entre 2013/14 e o ano lectivo seguinte desapareceram 414 escolas públicas — e este nem sequer foi o valor mais elevado dos últimos anos.

 

Fica a notícia do jornal Público e algumas reações de Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Portugal perdeu mais de metade das escolas públicas em 15 anos

(Ana Henriques)

Cada vez mais alunos do secundário optam pelo ensino privado, um fenómeno que Filinto Lima acha significativo por poder indiciar que se baseia numa expectativa de acesso facilitado ao ensino superior, por via da obtenção de melhores notas nas avaliações internas

“O Ministério da Educação devia abrir os quadros a pessoal mais novo. E pôr os mais velhos a supervisioná-los”

Já a redução das taxas de retenção e desistência no ensino básico é “motivo de orgulho”, apesar de “ainda andar longe das metas europeias”: no espaço de 15 anos desceram de 8,8% para 4,1% no primeiro ciclo, e “não parece que tenha sido por facilitismo ou falta de exigência dos professores”.

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