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Faz sentido aferir no 2º ano? | Treinar para nada…

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BONECO-LUPAEu sou um dos que não concorda com a aferição no 2º ano. Acho que os alunos são muito novos para serem formatados para exames e aferições no 1º ciclo. Deixem os professores fazer o seu trabalho e sejam estes os responsáveis pelas aferições e avaliações.

Agora pergunto, faz-se a aferição, os resultados são maus, que medidas serão aplicadas de fora para dentro?  Dá-se horas de apoio aos alunos que têm dificuldades? Onde? Se estes já têm uma mancha horária brutal. Vão obrigá-los a ir para a escola durante as férias? Muda-se o(a) professor(a)? O que se faz?

E já agora, se existem tantas criticas às metas do 1º ciclo, vão aferir baseando-se nessas metas? Não seria melhor começar por aí?

Fica um artigo do DN sobre o assunto.

Faz sentido uma prova logo no 2.º ano? Professores duvidam

E agora recomendo a leitura de outro artigo, pois coloca a nu o que se estava a passar em muita escola por este país fora.

A treinar para nada

O primeiro efeito está à vista: andámos a treinar para os exames, como aliás a Associação de Professores de Matemática alertou desde que as provas de 6.º e 4.º ano foram instituídas, quando disse que elas não avaliam as aprendizagens dos alunos de uma forma completa, privilegiando aprendizagens que incidem num conjunto de capacidades e conhecimentos muito restritos e centradas em aspetos mensuráveis e tendem a induzir práticas de trabalho de sala de aula focadas no treino para os exames, com prejuízo de outras aprendizagens mais profundas e estruturantes, chamando também a atenção para outro dos efeitos perversos: distorcem o conjunto do currículo, passando a Matemática e o Português a ter um peso desproporcionado no trabalho em aula e fora dela, sobretudo à medida que se aproxima a realização destas provas (vemos agora que, em muitos casos, o período de preparação para exames já ia muito além disso). E recordando uma vez mais o matemático holandês (e também grande impulsionador de um ensino da Matemática com significado) Hans Freudhental, o exame torna-se um objetivo, o que vem para o exame um programa, o ensino de matéria para o exame um método. Qualquer professor sabe que este é um mau ensino, com profunda falta de rigor, embora muitos se sintam pressionados a segui-lo.

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