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Faltam Responsáveis e Responsabilizáveis

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AugustoEstamos a viver um tempo, em que unicamente conta o “estatuto”, o que se “mostra” o exterior sem valor intrínseco, sem conteúdo, o que “dá nas vistas”.

O que tem essência e não unicamente forma, deixou de fazer sentido. E arrastamo-nos todos neste “faz de conta”.

Claro que estamos numa época – e ainda bem – de grandes evoluções, às quais nos temos que adaptar e com estas viver, e conviver. Mas, sem nunca ter que deitar “borda fora” tudo que é “antigo” – palavra arrepiante, para tantos e tantos.

 E este “antigo”, hoje, com a imediatização e mediatização excessiva, é tudo o que vai para mais de ano atrás.

E, isto, remete-nos para a total falta de responsáveis e responsabilizados, algo demasiado transversal nestes dias. Todos querem “poleiro”, ninguém responsabilidades. Todos querem mandar, sem saber como se faz.

E, aos mais diversos níveis, nas mais diversas instituições, entrou-se – consequentemente – no “passa culpas”. Alguém tem que ter Culpa”, nunca “eu”, mesmo que o cargo que ocupo a tal me “deve” obrigar, e por isso o meu cargo é bom para mim, por não ter responsabilidades, só o cargo.

Algo que, convenhamos e com desolação, já não se passa unicamente no público, já se pegou ao privado.

Claro que o público, no topo dos topos, não tem exemplos “exemplares, e tudo se vai repercutindo pela cadeira hierárquica abaixo. O que interessa é “estar lá”, ter o “posto”, o resto não é importante e muito menos necessário.

E por vezes, as quotas – e outros interesses – colocam mulheres, que se esperava superassem os homens, mas em demasiados casos são autênticos flops. Ainda pior que os homens que já eram maus!

E usando-se hoje as novas tecnologias – tão necessárias e tão úteis, desde que não anulem Pessoas – criaram-se, também, em simultâneo, números telefónicos, atendidos por máquinas, e são as estas, que automaticamente nos “não resolvem nada”, mas como por trás das máquinas, no topo, não se vislumbram responsáveis/ responsabilizáveis e tudo fica num marasmo de não resolução, e de não responsabilização.

Antes por trás de um grande Homem, havia sempre uma grande Mulher, hoje, nem por trás de uma Grande Mulher – não as há….-  há um Grande Homem, nem por trás de uma máquina, a funcionar, há uma Grande Pessoa – estão em deficit!

Com todas as novas tecnologias, com o digital, com tudo de tão útil que nos rodeia, e bem, não podemos continuar a fazer desaparecer as Pessoas que são a centralidade, sempre, da vida na Terra.

Porém, estas Pessoas têm que ter hierarquias, e quanto mais se sobe mais competente se tem- deve ter – que ser. Quanto mais se sobe, melhor se é pago, logo mais responsabilidades se deve ter e mais responsável se deve ser.

Mas de modo algum “isto” nos está a acontecer, e é muito grave. Falta no topo o essencial, para descer a pirâmide: competências, capacidades, bom sendo e educação. E não só o estatuto!

Claro que sempre há honrosas excepções, mas são tão honrosas que  não passam de excepções.

A assim continuarmos, a ser tudo fachada, e todos quererem ir para o “lugar” por estatuto e promoção individual, “isto” vai correr muito, muito mal. Já se nota, e de que maneira!

Augusto Küttner de Magalhães

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