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Falar do 1º Ciclo | Exame do 4º ano versus prova de aferição

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Apresento-vos uma nova rubrica aqui no ComRegras – Falar do 1º Ciclo. O seu autor é Duilio Coelho, titular do blogue Primeiro Ciclo. Periodicamente, o Duilio partilhará connosco as suas visões sobre aquele que considero o pilar de todo o percurso educativo, em conjunto com o pré-escolar.

Deixo-vos com o seu primeiro artigo.

Sê bem-vindo Duilio 😉

Exame do 4º ano versus prova de aferição

exames 1º cicloAs provas de avaliação no quarto ano (exames), introduzidas pelo governo anterior, foram eliminadas pela maioria de esquerda na Assembleia da República, através da aprovação de iniciativas do PCP e do BE.

Os exames apenas refletiam o treino no Português e na Matemática, que permitia um resultado mínimo e esquecia as outras disciplinas, ou até a facilidade do aluno se expressar oralmente.

O “estaleiro” de exames no 1º ciclo encerrou? Parar uma “máquina” (palavras do ministro Nuno Crato) pesada que está em marcha de forma abrupta, não é possível. Os exames começavam a preparar-se no 2º ano com os testes intermédios.

 Na era dos agrupamentos, as escolas têm em geral muitas turmas do 4ºano, pelo que os resultados são supervisionados, pelos outros professores, pelos alunos, pelos pais e pelo(a) diretor(a) do agrupamento.

A principal preocupação dos professores não era o exame em si, mas a possibilidade de alguns alunos, sucumbirem à pressão, pondo em causa o rigor da avaliação interna. Situação delicada que podia pôr em causa quatro anos de trabalho. Os exames serviam mais para classificar as escolas e os professores do que os alunos.

Os exames eram pois o ritual final, de que em algumas escolas, os alunos e professores se vão sentir órfãos, http://www.publico.pt/n1715715 .

A prova de aferição pode colmatar este sentimento, sem os inconvenientes apontados aos exames. O carácter formativo da avaliação, será novamente realçado e acabará o conceito de escola meramente meritocrático.  António Costa, na discussão do Programa do XXI Governo constitucional, distinguia as provas de aferição das provas de avaliação e considerava que as primeiras permitiam avaliar a qualidade e melhorar o desempenho do sistema.

Reação de uma professora da minha escola com 4º ano:

 “A minha reação foi de alívio, finalmente posso respirar, pois é como se o prazo tivesse sido prorrogado… ganhámos dois meses para trabalhar a matéria do 4º ano . Desta forma é quase possível consolidar os conteúdos, principalmente os de matemática. 

A reação dos alunos foi boa, ficaram aliviados por perceberem que, afinal, aquilo que fazem na sala de aula vai dar os seus frutos.

No entanto, após reflexão, pensei… é bom que a aferição não venha substituir as provas, porque se vier, não ganhámos tempo, o stress vai ser o mesmo, com a agravante de não contar para a nota dos alunos, logo não precisam de se esforçar muito, e lá fica o nosso nome na berlinda.”

Duilio Coelho

 

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