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Facto! O modelo de eleição do Diretor é rejeitado pelo próprio e por quem o elege.

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espantado

Os números são claros e os números expressam uma discordância muito grande pela forma como é eleito o Diretor. Maria de Lourdes Rodrigues, “afunilou” a democracia das escolas, hoje em dia criam-se listas que depois de eleitas ficam responsáveis pela eleição do Diretor. Toda uma comunidade escolar fica nas mãos de uma dezena de pessoas. E todos nós conhecemos os perigos e as promiscuidades que podem surgir quando um grupo restrito de pessoas, ainda para mais com interesses externos, fica nas mãos com o presente e futuro de toda uma comunidade educativa…

72,8%

É este o número de que estamos a falar (37,2 % prefere eleição pelos Docentes e Não Docentes + 35,6% prefere eleição pelos Docentes, Não Docentes e Representantes de Pais). A seu tempo vamos saber a opinião dos restantes membros da comunidade educativa, mas aposto desde já que os números de rejeição a este modelo serão ainda mais elevados.

O próprio modelo de gestão das escolas é posto em causa no estudo ComRegras, principalmente pelos Presidentes de Conselhos Gerais (63,4%), mas também por quase metade dos Diretores (47%), preferindo um modelo de gestão baseado no antigo Conselho Executivo.


Qual a razão para manter este modelo de gestão? O atual Ministério de Educação concorda com este modelo? Está prevista alguma alteração durante o mandato do Ministro Tiago Rodrigues?

Perguntas que precisam de ser respondidas…

12 COMMENTS

  1. Só deixo uma questão… Será que foram sinceros? É o modo mais simples de manipular os votos. A eleição só será verdadeira se nela participarem todos os elementos da comunidade educativa. Nessa alturas umas diretoras prepotentes iam dar aulas isto é se ainda o souberem fazer…

    • A votação era anónima. E que maior segurança pode ter um diretor em ser eleito por uma base alargada e não ficar dependente de uma dezena de pessoas que até têm interesses na própria escola…

      • Alguns que eu conheço só são eleitos porque têm apoio político e não são queridos nem pelos colegas nem pelos auxiliares e muito menos pelos pais. Manipulam o conselho geral com beneces

  2. Muitas escolas constroem a sua identidade conforme os interesses das autarquias… Felizes são os agrupamentos cujas autarquias se preocupam verdadeiramente com a educação… Mas essas são poucas, porque a maioria tem outros “interesses” que não incluem as escolas e agrupamentos. Alguns diretores das escolas, para dar graxa aos autarcas e conseguir o tão desejado financiamento e notoriedade, trabalham para o “show-off” e inventam projetos megalómanos… “Planos de melhoria” que existem só no papel e não conduzem em nada ao verdadeiro sucesso escolar dos alunos, etc, etc… Isto sem falar de outras situações que não vou descrever aqui. Um projeto é algo que deve ser construído de raiz e deve ter como objetivo o sucesso educativo dos alunos e não manter as aparências. Existem agrupamentos com projetos excelentes e existem outros com projetos feitos em cima do joelho, sem exequibilidade nenhuma, cujo objetivo é manter a tão desejada fachada… Eu chego à conclusão que cada agrupamento é o reflexo da autarquia com quem são obrigados a trabalhar.

    • Plenamente de acordo, os executivos bem como muitas (felizmente há muitas excepções) estruturas intermedias são lambe botas do poder autárquico…. Normalmente péssimos professores que só querem tachos…

    • “Eu chego à conclusão que cada agrupamento é o reflexo da autarquia com quem são obrigados a trabalhar.”
      Esta afirmação justifica em grande parte os resultados obtidos.

  3. Os representantes que têm assento no conselho gerais são eleitos por distintos corpos eleitorais, logo com legitimidade democrática para efetuarem as suas escolhas. Poderemos pensar que uma democracia representativa condiciona as formas de participação, o que é diferente. De acordo com alguns estudos, posso afirmar que os diretores se sentem legitimados para as suas opções e os membros dos CG, de igual modo. O exercício da democracia implica responsabilidade e a tomada de decisões, num CG onde se encontra representado toda a comunidade educativa, implica a assunção das mesmas. Podemos discutir a forma, mas não os princípios democráticos que o presidem. Podemos discutir a subalternizaçao do CG face a oitros órgaos, como o CP ou mesmo direções, podemos discutir a fraca participação dos pais, na eleição dos representantes para o CG, a forma como os elementos do município são designados, podemos discutir diferentes tópicos, porém não deixa de ser um órgão onde a comunidade está presente através dos seus representantes, eleitos pelos pares. Bem ou mal é uma forma de democracia. Esta retórica já aparecia nas assembleias de escola e agora surge, num momento em que se aproxima mais um período de eleição do diretor nas escolas. Coincidência. Talvez nim-
    N

    • Se assim fosse Filomena, talvez não existissem Conselhos Gerais com dificuldade em ter quórum para a realização das reuniões. Sobre a coincidência do período de eleição do Diretor, por palavra de honra que foi coincidência…
      O Conselho Geral, como a Assembleia de Escola tinha/tem uma função fiscalizadora muito importante, mas a representatividade apesar de ser legal e teoricamente muito bonita, quando passamos para a prática a coisa muda de figura. Na Assembleia da República os deputados também devem representar o povo do distrito que os elegeram, mas quando é para votar até parece que são apenas 1.
      Temos uma democracia precária nas escolas. Pais, professores e assistentes operacionais deviam votar como acontecia no passado. Um mandato de alguém que é eleito por centenas não é igual ao mandado de alguém quem é eleito por 1 dezena.

      • Caro Alexandre .. estou plenamente de acordo. A lista para o CG (nos agrupamentos pequenos, quase sempre única) é feita de modo a eleger o diretor x ou y normalmente dar continuidade ao já existente. Para mim isto é mais regime feudal que democracia… Quem não conhece casos de abuso de poder. Até porque em muitos casos a lei diz que a última palavra é do diretor. Lembro o caso da distribuição das turmas no primeiro ciclo …cada reizinho decide a seu bel prazer… Pode ser que um dia conte aqui algumas situações quase caricatas

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