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Exemplo De Dois Conceitos Opostos Na Elaboração De Horários Do Ensino À Distância

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São de ciclos diferentes, mas servem perfeitamente para ilustrar as diferenças que podem existir na conceção de horários por parte das escolas no que diz respeito ao [email protected]

Na primeira, temos uma separação por disciplinas por manhãs e tardes, permitindo aos alunos a realização de tarefas com uma margem significativa de tempo. As horas são meramente indicativas e digo-o com conhecimento de causa pois o horário pertence a um familiar.

No horário seguinte, podemos constatar que em cada manhã os alunos têm sempre 4 disciplinas, ou seja, 4 vezes mais que no horário anterior. Além disso, as aulas do #EstudoEmCasa estão incluídas, seguidas de mais aulas atribuídas pelo Agrupamento.

Num horário presencial, este horário seria considerado pesado, mas não anormal, pois no ensino básico os alunos têm sempre uma carga letiva muito elevada. Só que não estamos a falar do ensino presencial, mas sim do ensino à distância, onde as dificuldades são claramente superiores em virtude das contingências tecnológicas e familiares.

Mesmo no segundo horário que é claramente mais pesado, a carga letiva pode ser reduzida, dependendo da regularidade das aulas síncronas, assíncronas, com mais ou menos tarefas.

Temos por isso duas vertentes essenciais que podem ou não “traumatizar” alunos e familiares numa fase única das suas vidas:

  • a organização dos horários por parte da escola;
  • a carga de trabalho que os professores atribuem.

Não é por isso de estranhar que de um lado surjam desabafos de pais e professores a anunciar a sua desistência do ensino à distância, enquanto do outro, pais e professores afirmam que o processo está a decorrer com relativa naturalidade.

Estando as escolas e professores em processo de aprendizagem e adaptação ao ensino à distância, é de extrema importância sentir o pulsar dos alunos, pais e professores, de modo a evitar um esgotamento precoce. O ano letivo só irá terminar a 26 de junho, faltam por isso 2 meses, demasiado tempo para algo tão antinatural.

Falamos tantas vezes em bom senso, mas afinal, o que é bom senso? Nada mais é que um mero equilíbrio entre as diferentes variáveis que potenciam a aprendizagem e o sucesso dos alunos, algo simples, mas por vezes tão difícil de conciliar.

É preciso bom senso, sim, mas em primeiro lugar é preciso perceber o conceito de bom senso. Algo que infelizmente não é um dado adquirido, mesmo para aqueles que tanto o pregam…

Nota: o segundo horário circula pelas redes sociais, não tendo sido possível comprovar a sua proveniência.

Alexandre Henriques

3 COMMENTS

  1. Os colegas estão cheios de razão. Quando se entregam assuntos tão complexos e de tão alta responsabilidade às escolas, o peso da responsabilidade esmaga as escolas. Saem dos armários, os modelos domingueiros, os sapatos de verniz e liga-se o complicómetro. O que não quer dizer que da parte da tutela não possamos esperar também sapatos de verniz e complicómetros, pois também eles, por vezes, usam modelos domingueiros, mas pelo menos das escolas não é legítimo esperar mais do que carolice e amadorismo, estão a dar o seu melhor. A sua profissão não é essa. Esquecemo-nos sempre de que os professores são só especialistas da sua área disciplinar e se o forem, e bons, é tudo o que lhes podemos pedir e temos de agradecer. Quem segue uma carreira administrativa e burocrática, não pode atirar as suas responsabilidades para as escolas, não pode resguardar-se apenas a enviar circulares. Metam as mãos na massa e façam o seu trabalho, toquem os instrumentos e organizem-se em orquestra, não se limitem a erguer a batuta para os professores, se a orquestra dos professores não acertar no tempo e tocar desafinado, lembrem-se de que não são músicos. Parem de cobrar tudo, e tudo e tudo aos professores, eles não são o homem dos sete instrumentos. O que conseguem deste modo é um corpo de professores light na sua especialidade. Habitualmente quem paga esta fatura são os professores e as suas famílias. Agora pagam todos. Acordai, homens que dormís! as paredes da escola nunca foram tão transparentes.

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