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Ex-Diretor De Curral Das Freiras Vs Secretaria Da Educação Vs Jornal Da Madeira

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A Madeira está a ser palco de uma guerra entre o professor Joaquim Sousa, ex-diretor da Escola Curral das Freiras e a Secretaria da Educação. Lembro que a Escola Curral das Freiras foi considerada a melhor Escola Pública do país no ranking de 2015. De louvar, apesar de pessoalmente dar pouca importância aos rankings.

O caso foi para tribunal tendo este dado razão ao professor Joaquim Sousa. Numa recente notícia do jornal Observador, foi possível conhecer um pouco do sentimento que vai na alma do ex-diretor.

Agora, o TFAF dá razão ao ex-presidente do conselho executivo da Escola Básica do Curral das Freiras e anula a decisão do secretário regional de educação, segundo a decisão judicial a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.

O tribunal decidiu ainda que o professor tem direito a uma indemnização de trinta mil euros.

Mas para trás fica uma história que Joaquim José Sousa admite ter dificuldades em esquecer, lembrando que nunca foi ouvido durante todo o processo disciplinar e que sentiu sempre que houve uma descontextualização na apreciação dos factos.

“Foi-me aberto um processo disciplinar por ter colocado professores a mais de informática e economia”, recordou, lembrando que “esta questão nem chegou a fazer parte da acusação final”.

As causas da suspensão resumem-se a 12 situações que incluem atos como enviar os horários dos professores por e-mail ou ter professores a dar aulas extra. Medidas que Joaquim diz terem sido aprovadas por unanimidade e que garante não serem ilegais.

A escola decidiu ainda reduzir as horas em certas disciplinas para poder dar essas mesmas horas como apoio aos alunos quem mais precisavam.

Também na escola de Curral das Freiras, os alunos acabados de chegar da Venezuela passaram a ter direito a aulas extra de português, por decisão da direção escolar.

Abrir as portas mais cedo, às 7h00, “para que as crianças não ficassem ao vento, à chuva nem ao relento” quando os pais tinham de ir trabalhar foi outro dos problemas apontados no processo, recordou o professor.

Joaquim José Sousa recordou ainda que numa década acumulou três louvores e quatro avaliações de excelência. Mas, no processo, a inspeção considerou que “não havia nenhum fator abonatório”, lamentou.

Com dois filhos pequenos, o professor viu-se suspenso de funções em março deste ano, sem vencimento durante seis meses e sem direito a recurso hierárquico.

Foi muito difícil“, disse, admitindo que viveu “tempos de pobreza” em que teve de vender “quase tudo” porque nem sequer tinha direito a subsídio de desemprego.

(…)

Fonte: Observador

Mas o assunto está longe de estar encerrado e até já envolve o Jornal da Madeira. Surgiram dois artigos num jornal rival, sob a forma de anonimato, que mostram que muitas feridas permanecem abertas e que a guerra é para continuar.

 

Fonte: Correio da Madeira
Excerto de um artigo publicado no Correio da Madeira

Quem está de fora tem dificuldade em entender toda esta confusão, dando a sensação que muita trampa politiquice está para aqui metida.

Fica o desejo que se faça justiça!

 

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