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Estes miúdos precisam de mais regras.

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regrasSem se ter que entrar pela tirania, palavra em total desuso nestes tempos, talvez seja chegado o tempo de mães e pais não terem tanto “medo” de imporem algumas regras e normas, aos seus filhos, filhas, pequenos e até adolescentes.

Este desregramento, em que estamos “plenamente” a viver, e onde parece que ninguém manda, em que parece que haver algumas normas, regras, pode traumatizar as criancinhas e de seguida os adolescentes, cria um total tempo de facilitismo, e essencialmente de se pensar que o mundo é feito única e exclusivamente de direitos, e que não há deveres, nenhuns.

E depois, temos mães e pais que defendem – por que têm que defender – quase sem argumentos filhas e filhos, que não podem “as criancinhas/adolescentes” levar um raspanete, muito menos um sapatada no rabiote, que escândalo, que perigo, que tão em desuso, não podem ter horas para estar em casa, não podem “nada de nada”. Só fazer o que bem lhes apetece!

Só fazer o que “têm” e querem fazer, e ai, de quem lhes diga “não”!

O “não” deixou de existir, talvez em algum acordo ortográfico estipulado para crianças e adolescentes, e tem que ser sempre “sim”. E como com o unicamente “sim”, ninguém se entende, dado que o “sim” de cada um se sobrepõe a qualquer hipótese de “não”, a institucionalização da “balda”, generaliza-se.

E para além das poucas regras que parecem fazer parte dos nossos tempos, em tudo, parece que haver algum respeito pelos seus iguais, está completamente fora de moda, vale tudo.

E vemos mães e pais defenderem sem qualquer argumentação os seus jovens adolescentes, permitindo-lhes fazer tudo o que bem lhes apetece, para coitadinhos, serem felizes para sempre.

Enquanto estes pais e mães não entenderem que têm que muitas vezes dizer “não”, que não podem ter medo de serem diferentes dos outros pais e mães, vão perder totalmente o controlo nos filhos, filhas, e vão ser por  estes desrespeitados, se tentarem baixinho algum diia dizer “meio não”!

Para além de estarem a criar uns monstros habituados a ouvirem sempre e só “sim”, e nunca “não”.

Talvez, enquanto tempo, seja altura de mudar, e rapidamente.

Ou não, e deixar tudo abandalhar-se ainda mais, mas não culpar os outros do que vai acontecer. Os únicos culpados são mães e pais. Ponto!

Augusto Küttner de Magalhães

Imagem retirada de: http://www.tafife.pt/

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