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Estamos todos demasiado deseducados.

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deseducaçãoA cada dia que passa mais se sente a “deseducação” a que chegámos e que “honrosamente” cultivamos, com demasiada normalidade.

Hoje, é um empreendimento dificílimo sair de um elevador, dado que os que estão para entrar não nos deixam fazer, e “ainda” ficando espantados, por “ainda” o querermos e não querermos “continuar “ lá dentro, dado que não lhes apeteceu deixar-nos sair, ou, só lhes pretendeu entrar!

Ao local onde se estaciona o “nosso” automóvel para ir tomar café, comprar tabaco, e até atender o telemóvel quando se não “atina“ a guiar e a falar, dificultando a circulação a todas as outras pessoas. Desde que “eu” esteja bem, o que “me” interessa o “outro”?

E, se temos a veleidade de fazer algum comentário a estes “normais” comportamentos, vem um chorrilho de palavrões, tão sempre na ponta da língua de todas e de todos, ou ameaça de agressão, se não nos calarmos.

E vale tudo, parece que a cada hora que vivemos perdemos mais algum “dom”, que nos ia diferenciando dos animais menos racionais e emocionais, que nós. Vale tudo. Quanto mais selvagens ficarmos, melhor!

E o palavrão por tudo e por nada está sempre a ser usado. O à-vontade com que se destroem as mais elementares regras de coexistência, na base do “desde que, eu, esteja bem, o resto é mato”.

E fala-se em locais públicos frente a frente como se, se estivesse a quilómetros de distância, deixando de ser conversa para ser berraria, tão bom, tão normal.

Atende-se telemóvel, agora com uma nova “versão”, fica em alta voz coloca-se em cima da mesa num local público e aos berros, e temos que ouvir quem está a falar do lado de lá e quem berra a responder, do lado de cá. E tudo tão normal, tão bem. Tão “fixe”, tão sem problemas.

E a intenção de não cumprir regras, por ser mais prático, mais usual, faz com que as pessoas não atravessem pelas passadeiras mas pelo meio da rua, mas também em função da “normalidade “ com que os automobilistas esquecem, que as passadeiras são locais indicados para passar peões.

E tudo se normaliza no “abaixamento” do nível comportamental de todos e cada um de nós. Tudo tão normal.

E os nossos políticos de “serviço” de todos os lados, a tanto ajudar a este estado de coisas, deixaram de ter categoria para defender causas, não sabem sequer, pelo que usam a berraria para mostrar a sua – única e exclusiva – razão, e tudo se discute aos berros, sem educação, sem contenção, sem respeito, sem consensos, e sem os querer atingir.

Fala-se, fala-se, sem nada se dizer e sem nunca os outros querermos ouvir.

Tendencialmente pioramos a cada dia que passa, constantemente, mas não faz mal, é o que “está a dar”,

Mas é pena dado que a educação e bons comportamentos não ocupam espaço, e manter-nos-iam mais humanos!! Mas, não sabemos, não queremos!! Viva a selva!

Augusto Küttner de Magalhães

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