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Estamos a criar gerações de selvagens! Vale tudo?

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grafitisSe arranjarmos como fugir ao sensacionalismo dos nossos telejornais e de alguns jornais, e conseguirmos ver e ler o que de facto interessa, e se até aqui tivermos feito de conta que não entendemos o que nos rodeia, não temos como assim continuar a fugir e escamotear a realidade.

Estamos a ter jovens a partir dos 13 anos, até sabe-se lá que idade, dado que hoje parece não se saber onde acaba a adolescência, que não se sabem comportar com um mínimo de respeito pelos seus iguais. E já nem é por mães e pais que não se souberam dar ao respeito quando o deveriam ter feito, e têm que aguentar com a má criação em permanência. É pelos seus colegas que ainda tentam ser civilizados! Muito poucos, infelizmente!

E já não “cola” dizer que os outros pais e mães deixam fazer tudo, deixam sair às noites sem horas de chegada a partir dos 13 anos, logo tem que se fazer igual, se não os miúdos “revoltam-se! Coitadinhos! Não. Não.

Por muito que custe aos defensores de liberdades ilimitadas, se não houver um mínimo de educação e bons comportamentos em sociedade, vamos a cada dia construindo um tempo de autêntica selva. E outros dizem – para defender os seus selvagens – que sempre houve diferenças geracionais, por isso assim tem que continuar.

Claro que houve e ainda bem que há, diferenças geracionais, caso contrário estaríamos estagnados. Claro que sempre houve alguma rebeldia, e é bom que haja para não sermos todos um bando de bem comportadinhos, mas o inverso, que é onde estamos, também não.

Estamos num tempo, e para além do que nos contam pessoas competentes para o fazer, e ainda bem que são muitas, podemos assistir nas ruas, nos supermercados à total falta de respeito de miudagem entre eles, pelos outros, e até pelos pais/mães nos poucos tempos que se topam.

E depois, temos os relatos das escolas, em que por certo tudo é muito filtrado, por haver medo de se saber demasiado, e onde vale tudo. E não é preciso estar numa escola para entender que grande parte dos nossos jovens não tem como se comportar bem, se não foram ensinados a fazê-lo, se não há quem se imponha em casa e muito menos nas escolas. E se nestas um professor tem a veleidade de se fazer impor – desgraçado, bandido! – lá vai a mãezinha tirar satisfações ao dito professor por ter tido o descaramento de se querer fazer respeitar, de querer um mínimo de atenção e acato na sala de aula.

Todos sabemos que não poucas vezes a polícia tem que ir às escolas para manter a ordem, dado que lá dentro ninguém tem como o fazer.

E, como em tudo o resto neste País, se nada for feito em sentido inverso, vai piorar, sem fim. Claro que nos anos 60 tivemos os hippies, e haveria sempre receio de ficar tudo uma balda! Ainda não ficou, mas quando fica aparece um ditador para pôr tudo à pancadaria ( será “porrada”?) na ordem!

Mas, hoje, e por este andar em que vale tudo, e que as situações de indisciplina não são pontuais mas são gerais, não vamos a sítio algum fazendo de conta que está tudo mais ou menos.

Está tudo terrivelmente mal. E nem os ministros das áreas actuam, nem deixam actuar, nem pais e mães cumprem as suas funções, pelo que teremos que esperar por tempos ainda piores, e quando tudo ficar sem conserto, tal como os animais selvagens, alguém há-se tomar conta da manada! E aí vai ser a doer!!!!

Augusto Küttner de Magalhães

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