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Esquecemos o que é o Inverno? Queixamo-nos de alterações climáticas? E nem pensamos?

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Parece estarmos num tempo que “aprontamos” notícias por mais nada ter que fazer e mais nada saber fazer. Não há muito tempo na Europa, e como apesar de tudo ainda desta fazemos parte – ainda não estamos fisicamente no Norte de África, só em mentalidades e desenvolvimento – os Invernos eram frios e chuvosos e os Verões muito quentes.

Este Inverno está a ser Inverno, tem tido períodos de chuva intensa, e tem e está, numa vaga de frio “forte”. Pronto, parece que é algo de extraordinário, nunca visto e que tem que estar a ser noticiado a todo o momento. Se calhar, teríamos que ter provas constantes de que alterámos de tal forma a atmosfera que nos envolve, que já teríamos conseguido derreter todo o gelo nos Trópicos e fazer ferver a água dos mares. Mas não. De facto estamos no Inverno, pronto não devíamos estar, dado que nos habituámos a que o Inverno tivesse que não ser frio, e, é frio, está mal. Se fosse não frio estava mal à mesma. Estamos “numa” de arranjar subterfúgios para criar alarmismos, para criar desconforto, para achar que temos que mudar tudo, não pela mudança em si, mas para termos como encher as redes sociais, as notícias de meio minuto, o sensacionalismo. O que disse que disse! E como não nos apetece “pensar”, dado estar fora de moda, temos que nos fazer preencher o tempo com o “tempo”. Até sendo o tempo próprio de cada estação.

Torna-se uma maçada, não devia ser, logo como é, passa a ser uma notícia a explorar sem mais acabar. Deveria ser o contrário, que era para se noticiar os estragos que fizemos ao clima. Assim é para mostrar que está frio no Inverno – o que é próprio -, dado que esperávamos que devesse, afinal, estar calor. E claro há gripes, sempre as houve. E claro morrem muitas pessoas com mais de 65 anos do que antes acontecia, mas antes de facto as pessoas morriam “naturalmente” aos 65 anos, mas como hoje vive-se mais, e evidentemente são sempre as idades mais velhas que têm – temos – propensão a ter mais desgaste de vidas vividas, mais doenças e a morrer.  Mas morre-se mais tarde do que antes e parece que ainda é normal que se morra e não se fique cá para todo o sempre. E parece que se criam notícias, e quanto piores/ melhor, para evitar pensar e fazer pensar. Para evitar ter agendas próprias, e não todas iguais e em simultâneo. Talvez fosse tempo de não andarmos todos na mesmíssima onda, a dizer rapidamente o mesmo, e antes, como diferentes que felizmente todos somos, aproveitar esta diferença para ousar pensar, e falar de coisas diferentes e normais ou anormais, conforme o parâmetro  em que se possam “encaixar”! Ou nem por isso e deixemo-nos apalermar!

Augusto Küttner de Magalhães

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