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Temos de esperar 2 anos para receber a totalidade da subida de escalão

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Depois de uma década de congelamento, depois de muitas palavras de compreensão e palmadinhas nas costas, o reconhecimento pelo sacrifício feito vê-se nestes pequenos mas significativos gestos…

Obrigado pela vossa compreensão, que os professores nunca tratem os seus alunos como o Ministério da Educação/Finanças trata os seus professores…

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  1. No panorama atual, é inevitável começar a falar nos assuntos tabu educativos, sendo um deles a carreira remuneratória. Um dos argumentos principais usados no período 2005-2009 para contestar a criação da figura do ‘prof.titular’, é que não tinha justificação separar pessoas em categorias profissionais diferentes que executavam o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL. Este argumento é válido para estabelecer o valor remuneratório, pois um prof. de uma área disciplinar do 2º/3 ciclo/secundário no 3º escalão executa o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL do seu colega no 7º escalão, mas a diferença salarial é de algumas centenas de euros. Portanto, a carreira remuneratória vertical estabelecida para pessoas que realizam o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL, promove injustiça salarial. Por isso, usando o mesmo principio argumentativo para rejeitar a figura do ‘prof.titular’, a carreira devia ter só um índice remuneratório para todos (respeitando o principio de MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL equivale a salário igual) e diferenciava-se com a idade através da redução da componente letiva e/ou de suplementos remuneratórios consoante os cargos que fossem exercidos (coordenação pedagógica, apoio educativo, etc.). De certa forma, regressar a um modelo que já existiu, em que existia compensação com redução letiva a quem, para além de lecionar, exercia coordenação pedagógica
    (coordenador de área disciplinar, coordenador de departamento, direção de instalações, coordenador secretariado de exames/elemento do secretariado, elemento da comissão de horários, elemento de comissões pedagógicas, etc.) e/ou apoios pedagógicos (tutoria, apoio individual, sala de estudo, estudo acompanhado, clubes/núcleos temáticos, etc.).
    Verifica-se a existência de profs colocados em escalões superiores (7º a 9º) que não estão nomeados para nenhum cargo de coordenação ou apoio pedagógico, apenas exercendo a atividade principal de lecionar, enquanto outros colegas em escalões inferiores, além de assegurarem a mesma atividade principal ainda asseguram coordenação pedagógica e/ou apoio pedagógico, o que significa que estes têm uma maior carga de trabalho sem a respetiva compensação salarial.
    Com este modelo utilizado há décadas, não falando nem debatendo este assunto tabu (e consequentemente controverso), está sempre latente uma evidente discriminação negativa entre pessoas que realizam o MESMO CONTEÚDO FUNCIONAL, o que promove um ambiente de crispação profissional pouco saudável para todos (professoras/es e alunos).

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