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Escola mínima + Pais mínimos = rendimento mínimo

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Até podia ser uma analogia aos subsídios de muitos pais que pouco ou nada fazem, pouco ou nada ajudam na educação dos filhos, mas no final do mês fazem fila para receber o belo do subsídio. Até podia, mas não é.

Seis horas de trabalhos escolares diminuem o maus resultados escolares

Pela sua precisão foi uma notícia que me chamou a atenção. Segundo a OCDE, os alunos que estudam em casa têm tendência a ter melhores resultados. Eureka, Eureka, que ninguém sabia disto e vamos todos sincronizar relógios para cumprir as 6 horitas de TPC ou estudo.

a-preguica-e-a-mae-de-todos-os-vicios-e-como-mae-deve-ser-respeitadaAgora a sério, tirando o abuso que se comete no 1º ciclo (opinião pessoal naturalmente) de somando à excessiva carga letiva, o típico TCP para lembrar à criança que precisa de praticar, praticar, praticar, como se o tempo que passa na escola não chegasse… É natural que nos ciclos seguintes, tendo em conta a complexidade, quantidade de matéria, de metas e metinhas que o aluno precisa de atingir, o trabalho suplementar seja uma necessidade e não um capricho. Os alunos com melhores resultados, quando lhes perguntam o sucesso para o 20 a Matemática, ou a média de 19, 53 valores, a resposta é sempre a mesma “muito, muito estudo”.

Os outros alunos que pouco ou nada fazem, são extremamente fieis ao principio das 6 horas ou mais, perdão, muito mais, mas de snapchar com a amiga, facebokiar com o vizinho e de dar umas voltinhas com a malta que é curtes e tótil meu. Tá-se!

Enquanto isso, o belo do papá e da mamã, entram na onda ou pior que isso fazem a onda e ambos surfam na bela da desgraça educativa até que se esbardalham no areal do insucesso, do trabalho precário e subsídio de desemprego. Tá-se!

Quando falo com os pais e eles se queixam “ai, ai, ai, professor, não sei o que lhe hei de fazer mais”, a minha resposta é normalmente semelhante a “mas se o sr. não sabe, quem é que sabe?”. E acrescento… “por acaso é prática comum perguntar-lhe qual é a matéria que está a ser dada? quais são os trabalhos de casa que o seu filho tem e quando é que são os testes?”

A resposta situa-se entre a desculpabilização pelo trabalho que tem e o “ele não sabe” ou “não me diz nada…”. “Mas para ir buscar o belo do subsídio o senhor tem sempre tempo, não é?” Isto é o que eu penso, mas confesso que nunca digo…

A Drª OCDE vem também recomendar umas belas medidas, a saber:

Oferecer medidas de apoio suplementar a quem precisa o mais cedo possível, promover a participação dos encarregados de educação e de comunidades locais, identificar os alunos com baixos resultados e criar intervenções adaptadas às suas necessidades são algumas das medidas defendidas no relatório.

A OCDE defende ainda que se deve criar um ambiente exigente nos centros escolares que apoie os alunos e que sejam oferecidos programas especiais para os imigrantes, que falem idiomas minoritários ou que vivam em zonas rurais.

Apostar na educação pré-escolar e limitar a criação de agrupamentos de alunos tendo em conta as suas competências são outras das medidas que os países devem ter em conta.

A Drª OCDE, devia então falar com o Sr. Gerhard Schroder, para não andar para aí a dizer que Portugal tem de apertar mais o cinto, mesmo que a Educação tenha tido mais um corte, desta vez deve ter sido contemplada na zona do fio dental, pois pouco mais deve haver para cortar…

Portanto amigos, é assim…escolas mínimas, com país mínimos e vamos aqui acrescentar 30% de professores em burnout e alunos que têm uma cultura de escola muito, muito latina, dá normalmente numa bela taxa de reprovação. Mas vamos todos passar os meninos, sim, bora lá, com o caldo que aqui está cozinhado dava para servir uma bela pratada de facilitismo à portuguesa para os Drs das OCDEs e pedagogos românticos comerem à fartazana…

Cheers 😉

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