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Escola Frei Gonçalo de Azevedo tem uma cadela que ajuda os alunos a ler

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Quando a professora Teresa Freitas, coordenadora das bibliotecas do agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, escolheu um cão lá para casa foi já a pensar neste projeto. A Teca – o nome são as últimas quatro letras da palavra “biblioteca” – é um cão de água português, considerado um animal inteligente, dócil e obediente.

A Teca ainda está em formação, mas já participa em várias atividades da biblioteca. Entrou num teatro e já ajudou uma aluna do terceiro ano a ultrapassar as dificuldades na leitura.

“O cão deita-se no tapete com a criança e a técnica no chão. O aluno lê para o cão e muitas crianças acreditam que o cão percebe o que está a ouvir”, conta Teresa Freitas que implementou este projeto na biblioteca.

A aluna era introvertida, não participava nas aulas, tinha dificuldades em ler e, no final do ano, notam-se as diferenças. “A criança ganha confiança, muda a sua atitude na sala de aula, tem menos medo de falar. É apenas um clique”, conta Teresa Freitas à Renascença.

O cão está treinado para estas sessões. “Quando a criança está a ler o cão não faz qualquer julgamento nem crítica, ao contrário dos colegas em sala de aula. O cão dá motivação positiva”.

A leitura a quatro patas tem dois anos. É um projeto em parceria com a associação Cães e Livros e conta com o apoio de empresas e da Câmara Municipal de Cascais.

“No primeiro ano, tivemos sete crianças e no ano passado, com o apoio da autarquia, conseguimos ajudar 26 alunos”, refere a coordenadora da biblioteca, adiantando que a ideia nasceu nos Estados Unidos, há 20 anos, e está a dar os primeiros passos em Portugal.

Uma biblioteca em tempo de pandemia

Durante o confinamento, quando as escolas fecharam portas, a cadela Teca saltou para o ecrã. O blog da biblioteca criou as “Histórias da Teca”, um pequeno vídeo com uma história contada por um professor da escola em Português e em Inglês, e com atividades para os alunos relacionadas com o conto.

Mas a biblioteca do agrupamento de escolas Frei Gonçalo de Azevedo continuou a trabalhar com os alunos à distância. “Uma turma do terceiro ano estava a preparar uma peça de teatro baseada no livro ‘A Menina do Mar’, já tinham os fatos e os cenários feitos, mas depois fomos todos para casa”, conta a coordenadora da biblioteca escolar Teresa Freitas. Para não desiludir os alunos, decidiram fazer um videobook: “os alunos gravaram as falas, fizeram os desenhos, enviaram em suporte digital e depois eu fiz o vídeo que tem 19 minutos”, conta à Renascença.

Outro projeto que passou para o digital foi o “Chá das Letras”. “Os alunos e os professores tiveram acesso a um livro em formato PDF e depois fizemos uma sessão no zoom e falámos sobre a obra”, revela a professora, que pretende manter este formato, mesmo depois de terminada a pandemia.

Com o início das aulas, o trabalho da biblioteca foi reorganizado com iniciativas online, outras presenciais para cumprir as regras da DGS. Agora, os alunos têm de fazer marcação para requisitar um livro ou para entrar na biblioteca, que tem apenas 30 lugares disponíveis dos 100 existentes.

Os livros ficam uma semana de quarentena até voltarem à estante. Nesta escola, todas as matérias dadas na sala de aula ficam disponíveis numa plataforma digital e a biblioteca criou o “Tira dúvidas online”, um espaço para professores e alunos.

“Agora, os alunos não frequentam muito a biblioteca. Têm menos intervalos e só cá vem quem precisa de fazer trabalhos e não tem computador em casa. E ainda são muitos alunos nessa situação”, conclui a professora Teresa Freitas.

Fonte: RR

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