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Escolas abertas sem testes, sem vacinas, sem acrílicos e com ajuntamentos

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Ainda estou a ressacar com a decisão de António Costa e os pensamentos surgem de forma quase descontrolada.

Vou ao supermercado vejo acrílicos, vou buscar frango, vejo acrílicos, vou à Câmara Municipal, vejo acrílicos, vou à secretaria da minha escola, vejo acrílicos. Vejo acrílicos por todos o lado…

Numa única hora, lido com 30 alunos, num espaço pequeno, sem qualquer acrílico que me separe deles e sem qualquer acrílico que os separe, estando os alunos sentados lado a lado… Sim, lado a lado.

Com o todo o respeito pelos exemplos citados, tenho sérias dúvidas que numa única hora esses serviços consigam atender 30 pessoas em simultâneo. E na hora seguinte mais 30 e depois mais 30. Há professores em determinadas disciplinas que numa única manhã “atendem” cerca de 150 alunos.

Silêncio….

150 alunos….

As escolas são seguras e estão organizadas, mas curiosamente violam uma quantidade absurda de normas da DGS para tudo o resto que não é escola. Irónico, não é?

O surrealismo é tal, que só compete com a aceitação generalizada de todos nós, onde eu próprio me incluído.

Digam-me uma atividade que permita ajuntamentos de 30 pessoas, sem qualquer acrílico de proteção e onde os seus profissionais de idade avançada, não são testados, nem sequer são considerados como prioritários para a vacinação?

Encontram alguma?

Pois…

A escola é mesmo um mundo à parte (tirando a Madeira naturalmente)…

Alexandre Henriques

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