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Entrevista ao Paulo Guinote

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O Professor Paulo Guinote deu uma longa entrevista ao jornal i. Deixo alguns excertos.

Se vivemos numa democracia e temos aquelas conversas muito bonitas sobre a escola como laboratório da democracia, temos de exemplificar, pelo funcionamento da escola, essa democracia. Ora, a democracia não é a pura igualdade. As funções de cada pessoa devem ser respeitadas e dentro desses papéis todos terem a sua palavra, a sua forma de estar e o reconhecimento dos seus direitos e deveres. Mas perdemos a noção das fronteiras dentro da escola.

Os anos 80 e 90 foram os do eduquês e do discurso fofinho. Eram todos pares nas aprendizagens. Está bem. Se eu for aluno, posso encarar-me como par de quem me está a ensinar, mas a pessoa está a ensinar-me e eu estou a aprender. O problema é que essa fronteira se diluiu para os alunos que foram criados nesse discurso e que agora chegaram a encarregados. Alguns perderam a noção de que a escola não é um sítio onde apenas se deixam os miúdos a entreter tempo. Eles têm de fazer algum trabalho, seguir regras. A vida em comum tem regras. A solução não é o autoritarismo, que não é o mesmo que autoridade. E essa tem de ser reconhecida pelos outros. Alguns conseguiram conquistá-la pelo exemplo.

Podem ler a entrevista aqui

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