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Entrevista A Rui Martins – Presidente Da CNIPE

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Tendo em conta o recente braço de ferro entre os Encarregados de Educação e o Ministério da Educação sobre o regresso às aulas presenciais. O ComRegras solicitou uma curta entrevista ao Presidente da CNIPE – Rui Martins, ao qual agradecemos a disponibilidade e colaboração.

 


Como considera que está a correr o ensino à distância?

O [email protected] está a decorrer com a maior normalidade possível e conforme as circunstâncias. Só temos que agradecer a todos os profissionais que tornaram possível este tipo de oferta, estamos a considerar a Escola pela Televisão e atividades síncronas e assíncronas que têm estado a funcionar. Lamentamos ainda os casos da falha da radiofonia das imagens para os alunos cegos e o risco de ainda poderem existir alunos sem acessos!
 
Sobre o regresso dos alunos às escolas, a CNIPE utilizou recentemente a expressão “Os nossos filhos não são cobaias”. Considera que o Ministério da Educação está a ser negligente para com os seus alunos?
Esta expressão foi utilizada em conformidade com o documento das orientações que foi enviado para a Escola. Estamos a falar de alguns alunos que podem regressar à Escola e vão ser os primeiros a testar a capacidade de higienização e desinfestação que se prometeu implementar nas Escolas.
 
Num inquérito realizado pelo ComRegras, cerca de 60% dos encarregados de educação afirmaram não autorizar o regresso dos seus educandos. Pelos contactos que tem tido com diversos pais, este valor estará próximo da realidade?
Com toda a certeza que sim!
 
As orientações transmitidas no passado dia 5 às escolas, indicam expressamente que as escolas podem terminar com o apoio à distância se os pais não autorizarem o regresso presencial dos seus filhos. Qual a posição da CNIPE para com esta orientação?
Não faz sentido. A própria CNIPE alertou para esse atropelo de direitos, nomeadamente prever a excepção dos alunos considerados em risco. Quais são estes alunos, não serão todos os alunos que estão em risco? Este apoio remoto deve continuar para quem quiser e assim for exigido.
 
O próximo ano letivo não terá um início tradicional tendo em conta o contexto sanitário em que vivemos. Concorda com o adiamento do ano letivo ou considera que temos que enfrentar o vírus com as medidas já conhecidas?
Uma de muitas coisas que todos aprendemos é que o tempo não passa ou melhor passa mais devagar. Devemos todos pensar antes de fazer ou implementar. Temos todos que já estar a pensar no novo ano letivo, já que este terminou no passado dia 16 de março de 2020. Claro que excluímos o caso dos alunos que pretendem ingressar no ensino superior que pode e deve ser colocado em cima da mesa o adiamento das provas de ingresso e o próprio ingresso. Achamos ainda é que de uma vez por todas se reflicta em novas formas de acesso, para permitir que um sonho de um aluno, não possa ser morto por décimas de avaliação.
Que outras medidas gostaria de ver implementadas?
Em conformidade com as orientações por exemplo em vez de serem os alunos a poderem regressar à escola serem os professores sempre que assim fosse necessário, para ajudar os nossos filhos e educandos a esclarecer dúvidas ou reforçar conteúdos de outra forma. Reforçar o apoio do [email protected] Outro exemplo, medir a temperatura dos alunos à entrada e saída da escola. Aumento de número de assistentes operacionais para ajudar os nossos filhos e educandos no dia-a-dia da escola a partir de setembro.  Rever o acesso ao ensino superior conforme foi referido anteriormente.

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