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Entrevista A Mário Nogueira | “Naquele dia no Parlamento estava capaz de os comer a todos”

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Subscrevo parte do que diz Mário Nogueira, principalmente na questão do “inexistente” Tiago Brandão Rodrigues. Uma entrevista longa, de quase uma hora e que aborda questões profissionais e até pessoais.

Ficam algumas citações e o respetivo vídeo

 

“Ninguém pode dizer que ‘és sindicalista, mas, como és professor, não podes ter atividade sindical’. Isso só no tempo do fascismo e não estamos nesse tempo. Foi o próprio governo — e inicialmente até fomos contra — que um dia nós disse que tínhamos de resolver isto.”

 

“Ninguém foi enganado nessa reunião, todos sabíamos o que estávamos a assinar.”

 

“O que vamos fazer é obrigar, ou exigir, ou pedir, que os partidos assumam compromissos exequíveis e credíveis através de um conjunto de perguntas que iremos divulgar junto dos professores. Simultaneamente recordar o que foi feito, porque às vezes é fácil dizer vamos fazer isto, isto e isto e não falam do que não fizeram ou fizeram anteriormente. Queremos que assumam compromissos, digam o que vão fazer.”

 

“Diria que os únicos focos de intranquilidade que temos tido no início de cada ano letivo têm tido nos últimos 4 anos o rosto de Tiago Brandão Rodrigues, como já tiveram o de Nuno Crato, o de Lurdes Rodrigues.”

 

“Percebemos que estamos a negociar com a Educação, mas que não estamos a negociar com o Ministério da Educação. Estamos ali, mas depois chegamos a ter nas reuniões a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, o do Orçamento. Metade da mesa era das Finanças”

 

“O meu preferido chama-se Guilherme d’Oliveira Martins, que era um homem de diálogo, de conversação, de negociação e com o qual chegamos a acordo várias vezes e com propostas que ele trouxe, muitas vezes estavam distantes das nossas, mas sempre foi uma pessoa que soube explicar porque é que as propunha e fundamentá-las. Não é como esta gente agora, para quem a fundamentação é dizer que é assim e acabou-se.”

 

“Há muitos sindicatos de professores, pequeninos, mas para nós há regras: não é a mesma coisa o governo assinar um acordo com uma organização que tem 50 mil sócios ou que tem 200. Mas a lei permite-o. E só temos uma maneira de evitar isso, se eles tentarem fazer isso, ir para a rua e dizer que não queremos. Não democrático é tratar por igual o que é diferente e em Portugal trata-se.”

 

“Naquele dia no Parlamento estava capaz de os comer a todos.”

Fonte: Observador

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