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Ensino Obrigatório Presencial Facultativo

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Estas 4 palavras resumem muito bem aquilo que vamos constatar a partir do dia 18 de maio, altura em que está prevista a reabertura das escolas para os alunos do ensino secundário, regular e profissional.

O ensino é obrigatório, presencial ou à distância é um pormenor neste contexto, mas um “pormaior” na concretização e eficácia.

Em breve irei publicar os resultados do questionário do ComRegras, que pergunta aos encarregados de educação se vão autorizar o regresso dos seus educandos à escola. Mas posso desde já adiantar que a rejeição é significativa.

O Ministério da Educação já deu sinais claros sobre esta vaga de recusa. As faltas dos alunos não carecem de atestado médico, o que permite a qualquer encarregado de educação justificar a ausência presencial com relativa facilidade, ao abrigo do contexto de calamidade social. A escola não vai desprezar os alunos que vão permanecer em casa e terá a difícil tarefa de manter dois ensinos completamente opostos com os parcos recursos que possui.

Será que vamos ter aulas síncronas com alunos na sala e outros em casa? Se calhar convém começar a pensar nisso…

Quanto à preparação para os exames, a Tutela já referiu que este ano teremos exames com perguntas opcionais, desvalorizando assim todos os conteúdos abordados neste 3º período.

Prevejo que muitos alunos permaneçam em casa, o regresso será um processo longo, influenciado pelos comentários e reações dos colegas que regressaram e nada lhes aconteceu. Porém, qualquer contagio na respetiva comunidade escolar irá ditar um natural recuo no processo de reintegração. O medo é um sentimento extremamente poderoso, e quando associado ao instinto de proteção parental, multiplica-se por 10, ofuscando todos os dados científicos e orientações da DGS ou OMS.

Cada escola terá uma realidade muito própria, já o era no passado e mais será agora. Os professores terão um papel muito importante, pois são vistos como alguém que está no mesmo barco e como tal, serão um exemplo para os seus alunos.

Será importante medir muito bem aquilo que se diz, de forma franca, sem achismos, mas também sem iludir os perigos que existem.

Alexandre Henriques

12 COMMENTS

  1. Quando as orientações da DGS colidem com as da OMS, para além de revelarem uma frequente incoerência, só resta aos Encarregados de Educação decidir o que é mais seguro para os seus filhos, salientando que nem todos os jovens são casos de menor risco.

  2. Os alunos querem regressar. Sabem que estão a perder com o sistema [email protected]
    Se o aluno não tem problemas de saúde (autoimmunes ou crónicos), deve-lhe ser dada a possibilidade de aprender adequadamente.

  3. Sou psicóloga num agrupamento de escolas e tenho uma filha no 12.°ano e é quase certo que ela não vai voltar a escola para ter aulas. Sendo os alunos do secundário os mais autónomos e a partida mais responsáveis, estando as aulas a distância a correr bem porque a sujeitar a ter de ir para escola, usar transportes públicos, entre outras coisas. Além disso, ela já está neste momento a finalizar os conteúdos das disciplinas que teria aulas, ou seja, as disciplinas de exame. Sinceramente, acho que nem devia ser preciso os encarregados de educacão rejeitar ou aceitar, a minha experiência diz-me que quem trabalhava continua a trabalhar e quem não o fazia, não é por voltar a escola no dia 18 que o vai fazer.

  4. Isto é um não problema.
    Se realmente voltar a haver aulas presenciais, quem for às aulas tem aulas, quem não for não tem. Nunca poderia haver as 2 coisas em simultâneo. Concordo com a MC, não há necessidade nenhuma de voltarem à escola… e provavelmente muitos pais nem o vão permitir…

  5. Para mim, mais importante do que voltar ou não voltar à escola, é saber como é que o voltar ou o não voltar se vai processar. As diretrizes do ministério estão a tardar. Os diretores ainda não sabem quantos alunos podem estar por sala, quantos tempos vão ter as disciplinas, exatamente quais as disciplinas que vão ter aulas presenciais… sim eu sei que a resposta é que haverá aulas presenciais a todas as disciplinas de exame. Mas a questão é: são TODAS as disciplinas que têm exame, ainda que os alunos a elas não se inscrevam para realizar o respetivo exame? E os alunos que realmente optem por não voltar, vão continuar com o ensino à distância? E os alunos podem optar por ir às aulas de uma disciplina e não ir a outra? São questões a mais por responder… e hoje já é dia 5. Há escolas que já estão a fazer novos horários. Estas incertezas só destabilizam os alunos e os professores. Não consigo perceber o que quer o M.E com isto.

  6. O que muita gente desconhe é que para o 11o e 12o, retomam ao ensino presencial todas as disciplinas com exame nacional: português, filosofia, a trienal e as duas bienais, independentemente do aluno realizar o exame dessa disciplina. No caso do 11o, a carga horária é grande e com um horário das 10h às 17h, irá permanecer muito tempo na escola.

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