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Ensino À Distância Nos Cursos Profissionais – Sumários, Contabilização De Horas, Estágios, Etc.

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São vários os professores que têm levantado questões sobre o funcionamento do Ensino Profissional em tempo de pandemia. Sumariam, não sumariam? Como é que contabilizam as horas? Os alunos vão aos estágios? etc…

No site criado pelo Ministério da Educação existem esclarecimentos que indicam quais devem ser os procedimentos.

Fica a partilha dos mais relevantes:


O QUE SE ESPERA DAS ESCOLAS E DOS SEUS PROFESSORES DURANTE O PERÍODO DE SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES PRESENCIAIS NAS ESCOLAS?

Em resultado do Conselho de Ministros de 12 de março de 2020 foram adotadas medidas extraordinárias de resposta à epidemia do novo coronavírus. Uma dessas medidas foi a suspensão de todas as atividades letivas e não letivas presenciais nas escolas de todos os níveis de ensino a partir de segunda-feira, dia 16 de março. Contudo, deve ser garantida a continuidade do trabalho dos professores com os seus alunos, aproveitando os recursos tradicionais usados recorrentemente, como por exemplo manuais (físicos e virtuais), correio eletrónico, Plataforma Moodle ou outras com idênticas funcionalidades, bem como, as ferramentas e instrumentos disponíveis online que se podem constituir como recursos adicionais no trabalho com os alunos a distância.

O QUE SÃO SESSÕES ASSÍNCRONAS E SÍNCRONAS?

«Sessão assíncrona» – aquela que é desenvolvida em tempo não real, em que os alunos trabalham autonomamente, acedendo a recursos educativos e formativos e a outros materiais curriculares disponibilizados na plataforma de aprendizagem online, bem como a ferramentas de comunicação que lhes permitem estabelecer interação com os seus pares e professores, em torno das temáticas em estudo.

«Sessão síncrona» – aquela que é desenvolvida em tempo real e que permite aos alunos interagirem online com os seus professores e com os seus pares para participarem nas atividades letivas, esclarecerem as dúvidas ou questões, apresentarem trabalhos, designadamente no chat ou em videoconferências.

COMO AVALIAR OS MEUS ALUNOS NA MODALIDADE DE TRABALHO A DISTÂNCIA?

Os princípios da avaliação (formativa e sumativa) em ambiente digital e na modalidade de ensino a distância não são diferentes da avaliação (formativa e sumativa) em regime presencial. De um modo geral, o mais importante é que a avaliação se centre em ajudar os alunos a aprender melhor, dando-lhes um feedback de qualidade, o que permitirá aos alunos e aos professores regularem a aprendizagem e o ensino.

Assim, para a realização da avaliação, existe já um elevado n.º de ferramentas digitais que permitem a implementação de diferentes instrumentos de avaliação, alguns deles estão referidos, neste site, no separador “Metodologias EaD”.

É POSSÍVEL SUMARIAR E CONTABILIZAR AS HORAS DAS ATIVIDADES LETIVAS A DISTÂNCIA, NOS CURSOS PROFISSIONAIS E NOS CEF?

Sempre que estejam garantidas as condições para a manutenção das atividades letivas a distância, que viabilizam a continuidade do processo de ensino e aprendizagem dos alunos, podem ser sumariadas as atividades curriculares desenvolvidas e que concorrem para o perfil de competências em causa, produzindo naturalmente efeitos ao nível da contabilização das horas de formação.

Nesta plataforma encontram-se um conjunto de recursos e ferramentas, para apoiar as escolas na utilização de metodologias de ensino a distância, que permitem dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem a desenvolver em todas as ofertas educativas e formativas.

COMO DEVE SER FEITA A CONTABILIZAÇÃO DAS HORAS DAS ATIVIDADES LETIVAS À DISTÂNCIA, NOS CURSOS PROFISSIONAIS E NOS CEF?

Considerando que se pretende dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem, operacionalizando o planeamento curricular de forma ajustada às atuais circunstâncias, aproveitando os recursos tradicionais usados recorrentemente, como manuais (físicos e virtuais), correio eletrónico, Plataforma Moodle ou outras com idênticas funcionalidades, bem como as ferramentas e instrumentos disponíveis online que se podem constituir como recursos adicionais no trabalho com os alunos a distância, a contabilização das horas deverá ser consonante com aquele planeamento curricular.

Recomenda-se que os docentes continuem a manter o registo das aprendizagens desenvolvidas através das atividades propostas aos alunos.

FACE ÀS MEDIDAS TOMADAS RELATIVAMENTE À SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES LETIVAS, PODEM OS ALUNOS QUE ESTÃO A REALIZAR O SEU ESTÁGIO INTERROMPER O MESMO SEM PREJUÍZO DO CUMPRIMENTO DA CARGA HORÁRIA DA FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO?

Ao abrigo das medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo coronavírus – COVID 19, a formação em contexto de trabalho dos Cursos Profissionais e dos CEF, em regime presencial, deverá ser suspensa.

Recomenda-se, sobretudo no caso dos alunos que se encontram no ano terminal do seu ciclo formativo, que as escolas dinamizem um trabalho pedagógico que contribua para o alcance dos objetivos definidos na respetiva formação. Uma das atividades solicitadas aos alunos poderá ser, por exemplo, a realização de uma prática simulada, apresentada síncrona ou assincronamente, sempre que haja condições para que a mesma se processe a distância e no domicílio do aluno. Esse trabalho desenvolvido a distância deverá ser, sempre que possível, articulado com as entidades de acolhimento e ter em consideração a PAP do aluno. O desenvolvimento das atividades decorrentes desse trabalho releva para efeitos de carga horária da FCT.

Para além desta recomendação, aos alunos a frequentarem o 1.º ou o 2.º ano do ciclo de formação poder-se-ão reajustar as horas da FCT, prevista para o(s) próximo(s) ano(s) letivo(s), de forma a procurar cumprir o plano de formação.

SE NO PRESENTE ANO LETIVO, JÁ NÃO HOUVER CONDIÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO NO 10.º OU 11.º ANO (1.º OU 2.º ANO DE FORMAÇÃO) NOS CURSOS PROFISSIONAIS, PODEM, NO PERÍODO PREVISTO PARA A MESMA, (…)
(…) SER LECIONADOS MÓDULOS QUE ESTARIAM PREVISTOS PARA O 11.º OU 12.º ANO (2.º OU 3.º ANO DE FORMAÇÃO)? 

Se não houver condições para a realização da Formação em Contexto de Trabalho no presente ano do ciclo de formação, podem, em alternativa, ser lecionados módulos que inicialmente se previa serem desenvolvidos no próximo ano de formação, de forma a maximizar as aprendizagens deste ano e permitir a reorganização da carga horária da FCT no(s) ano(s) seguinte(s) do ciclo de formação.

Fonte: DGE – Apoio às Escolas

1 COMMENT

  1. Apenas li a síntese que o Alexandre deixou e:
    A) como se pode colocar like no óbvio?
    B) está entidade já reconhece, FANTÁSTICO, que existe uma situação excepcionalidade… Será suposto dár-lhe os parabéns?
    C) Continuam a enfiar a cabeça na areia:
    C1) coloquem cá fora a percentagem, a nível nacional, de alunos com computador e a % dos que têm acesso à internet.
    C2) Expliquem como se fôssemos todos atrasados mentais esquecendo o ridículo dos correios ( quanto mais não seja, pelos procedimentos aconselhados pelo ministério da saúde) como vão dotar os alunos das ferramentas de que carecem em casa ( e não vou falar das condições sócio-económicas das famílias) … Não o fizeram, em tempo, com as escolas… Será que vão mandar as tais BRIGADAS (se isto não é para rir, não sei para que é) a casa de cada aluno, oferecer um computador com capacidade e instalação prévia de programas e fazer e pagar contratos para acesso às internet???

    Ora aqui está um país que gosta de fingir… enquanto o fosso entre mais abonados e pobres cresceu, não quiseram saber!
    Enquanto os ordenados mínimos foram e continuam a ser miseráveis acham que fizeram um papel social fabuloso!
    Enquando o ordenado médio se aproximou do mínimo e não o inverso ( no mínimo) não descansaram!
    Enquanto desregulamentaram a actividade laboral dos pais, a precarizaram e deixaram que fosse explorada, estava tudo bem!
    Vão enganar quem quer ser enganado!

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