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Ensino à distância: Chovem denúncias de professores sobre falta de condições, alerta Sindicato

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O Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P) tem registado cada vez mais denúncias de professores, que alertam para a falta de condições do ensino à distância, que arranca na próxima segunda-feira, dia 8 de fevereiro.

Num comunicado enviado às redações, o organismo refere que tem «muitas denúncias de professores sobre a falta de condições para o ensino à distância. Inclusive temos algumas dezenas de colegas disponíveis em denunciar publicamente a sua situação particular como professores e/ou como professores com filhos menores».

«Esta situação prejudica não apenas os professores e os seus filhos menores mas também os milhares de alunos que têm professores com filhos menores», ressalva o S.T.O.P na mesma nota.

Contactado pela Executive Digest, André Pestana, coordenador do sindicato, explica que «há uma lei geral, que define que quando um trabalhador por algum motivo tem de fazer trabalho, é a entidade empregadora a responsável por garantir os meios informáticos necessários».

«O que está a acontecer neste momento é que se em março, muitos professores foram apanhados de surpresa e não se falava desta situação, agora, e quase 11 meses depois de ter começado a pandemia em Portugal, continuam a não estar reunidos esses meios», explica.

Desta forma André Pestana esclarece que tem recebido muitas denúncias de professores que, «perante esta situação de não têm computadores adequados, ou qualidade de Internet para manter aulas online». O próprio S.T.O.P, explica, «já tinha pedido que pelo menos o Governo considerasse o investimento particular que alguns professores fizeram para exercer a sua profissão para efeitos de IRS, era o mínimo dos mínimos», defende.

«Mesmo assim, o Ministério da Educação nunca se dignou a responder a estas questões tão básicas e agora mais uma vez não fez o seu trabalho de casa, havendo muitos professores com uma situação claramente injusta», considera o responsável.

Para além disso, o coordenador do Sindicato fala ainda na questão dos professores com filhos menores, à qual também não obtiveram reposta. «Achamos que é de uma total falta de consideração não só pelo trabalho desses professores, pelos próprios filhos, mas também pelos milhares de alunos que têm docentes com filhos menores» e que por isso veem as suas aulas interrompidas.

O responsável refere ainda que esta situação motivou uma especial vontade dos professores em exporem a situação, o que não aconteceu em outras ocasiões. «Sabemos que é sempre difícil querer dar a cara, mas neste caso notámos que algumas dezenas de professores se mostraram disponíveis para tornar pública a situação, o que é inédito e expressa uma enorme revolta na classe», disse.

Fonte: Executive Digest

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