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Ensino à distância até março. Confinamento prolongado

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Quem ouviu o discurso do Presidente da República ficou com poucas dúvidas que o ensino à distância será prolongado, seguramente até março e vamos ver se fica por aí… Ouvi-lo falar em outubro é algo que deixa qualquer assustado, pois uma coisa são 15 dias ou 1 mês com ensino à distância/confinamento, outra coisa é ter 2 terços de um ano letivo, somado ao terço do ano letivo transato. É efetivamente muito tempo!

Se o pior acontecer, esta será uma geração que precisará de um apoio acrescido, mesmo sabendo que no passado, com as grandes guerras, não houve escola durante alguns anos e não foi por causa disso que o futuro não se fez. Porém, cada realidade, cada geração é diferente. Tentar adivinhar como irá reagir a geração atual, sempre muito “mimada” com tudo à mão e a qualquer hora, é um grande ponto de interrogação.

As palavras de Marcelo apontam para um futuro negro, de inúmeras mortes ainda por acontecer. Tal como disse o comentador de serviço de um canal televisivo, “a nossa situação é de catástrofe, algo que nunca vivemos nas nossas vidas e temos de entender que nos estamos a matar se não fizermos o que é suposto.”

Não vou por isso apontar dedos, apesar da vontade ser muita e alvos não faltarem… Vou antes subscrever o apelo para a importância vital de durante as próximas semanas consigamos confinar com elevada eficácia.

Por favor, fique em casa!


Marcelo: “Temos de estar preparados para um confinamento mais longo do que se esperava”

OPresidente da República afirmou esta quinta-feira que “vivemos o período mais duro da pandemia” e que “temos de estar preparados para períodos de confinamento e suspensão do ensino presencial mais longos do que o que se esperava”.

“Não vale a pena fazer de conta. O que fizermos até março determinará a primavera, o verão e talvez o outono. Joga-se tudo nas próximas semanas, até março. Será que ainda vamos a tempo! Claro que vamos a tempo. Temos de fazer todos mais e melhor”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declaração ao País, às 20.00, Marcelo começou por dizer que “temos dos mais elevados números da Europa. A variante inglesa emergiu e já é responsável por 50% dos casos em zonas como a Grande Lisboa”, lembrou.

A esperança, segundo o Presidente, é que uma vez que esta vaga tenha surgio de ocidente, Portugal tenha sido dos primeiros países atingidos. “Se Portugal foi agora um dos primeiros e não dos últimos a ser afetado pela pandemia, há que agir rapidamente”, afirmou.

Assim, Marcelo aponta o mesmo caminho: “Temos de ser mais estritos, rigorosos e firmes no que fizermos e não fizermos. Temos de ficar em casa e sair só quando imprescindível. É preciso agir depressa e drasticamente”.

Foi uma curta declaração, já tradicional após a renovação do estado de emergência, que aconteceu hoje, e durará até 14 de fevereiro.

Fonte: DN

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