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Encerramento das escolas? “Só em situações muito extraordinárias”, garante DGS

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A uma semana do arranque do próximo ano letivo, o Governo divulgou um conjunto de medidas que devem ser adotadas nos estabelecimentos escolares para evitar a propagação do vírus da Covid-19 entre os alunos, professores e encarregados de educação.

Durante a conferência de imprensa diária sobre o impacto do vírus no país, a Direção-Geral de Saúde (DGS) garantiu que a possibilidade de encerramento de escolas é muito reduzida, argumentando que está só vai ser ponderada em “situação extraordinárias”.

“Existem vários fatores para determinar o encerramento dessas escolas. A decisão tem que ser feita com a autoridade de saúde regional e depois com autoridade de saúde nacional”, explicou Graça Freitas, acrescentando que “o encerramento de uma escola tem um impacto tão grande que tem que haver uma decisão conjunta , uniformização e ponderação e ver se todos os aspetos foram analisados”.

A pergunta surge depois de 70 alunos da escola alemã, em Lisboa, terem sido obrigados a cumprir isolamento preventivo em casa. A medida foi tomada pela autoridades de saúde, depois de ter sido detetado um caso de infeção entre os estudantes. Um funcionário também testou positivo e cinco outros estão em isolamento profilático.

“Há um mecanismo que vai ser adotado para que essa escola tenha que ser encerrada”, assegurou uma vez mais a diretora-geral de Saúde. “É completamente diferente uma escola que esteja organizada por bolhas ou sectores que não comunicam entre si, e portanto um caso suspeito dá origem a poucos casos secundários. Um caso numa escola, ou quatro, que vivam mais ou menos isolados, não tem o mesmo significado que três ou quatro casos que comuniquem muito com outras pessoas, que passem de sala para sala”, apontou Graça Freitas.

A DGS confirmou esta sexta-feira mais 687 casos confirmados e três mortes por Covid-19. Segundo os dados, a taxa de incidência encontra-se mais alta no Norte, com 54%, enquanto que Lisboa e Vale do Tejo regista uma taxa de 33%. Quanto ao número de surtos, as autoridades sanitárias contabilizaram 111 focos no Norte, 13 no Centro, 60 em Lisboa e Vale to Tejo, 10 no Alentejo e 12 no Algarve.

Fonte: Jornal Económico

3 COMMENTS

  1. O que disse no Expresso o meio irmão do primeiro ministro:

    “Há um outro fator determinante, os professores. O Governo devia ter promovido a reforma antecipada de quem integra grupos de risco e contratado mais docentes para assegurar redundâncias e desdobramentos. Não o fez. Os professores terão um papel que, no limite, se compara ao que tiveram os médicos e enfermeiros: manter um sistema universal a funcionar para não dar cabo de uma geração.”

    Expresso

  2. Como pode o governo aceitar as aulas de substituição? É apenas e tão só mais um fator de risco para transformar as bolhas em bolas de sabão!
    Como pode o governo aceitar que os alunos permaneçam nas salas de aula sem vigilância em detrimento do arejamento das salas?
    No norte da Europa é obrigatório, por rotina, sair, independentemente das condições climatéricas, por aqui o melhor é ficar! 🤔?
    O que cria angústia não é o vírus, todos sabemos que é perigoso e muitos de nós regressamos às aulas sem qualquer objeção, como muitos outros profissionais, mas é perceber que as medidas são irrealistas para prevenir o pior, o regresso a casa; por outro lado, complicam mais do que resolvem.
    Pior ainda é confundir dúvidas pertinentes com afronta, ignorando direitos constitucionais e profissionais. O convívio com a opinião nunca foi fácil e muito menos num país onde se cultiva a subserviência e as clientelas.
    Tempos difíceis estes e ainda mais difíceis se a confiança for minada.

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