Home Editorial Em Caso De Descontrolo Da Pandemia Não Fechar Escolas Será Um Ato...

Em Caso De Descontrolo Da Pandemia Não Fechar Escolas Será Um Ato Terrorista

2292
4

Ouvi ontem as declarações de António Costa e disse para os meus botões “eu vivo sem dinheiro, mas não vivo sem saúde”. Se falar a verdade foi promessa do Marcelo Rebelo de Sousa, falar a verdade não tem sido a norma desde o início da pandemia. Quero acreditar que o discurso de ontem foi mais um episódio da falta de verdade, numa tentativa de acalmar os mercados e os “riquinhos” deste país.

A vizinha Espanha está neste momento a ponderar o adiamento das aulas presenciais, resultado do agravamento da pandemia e todos se lembram dos milhares que morreram e ficaram com sequelas.

As afirmações impulsivas (?) de António Costa em nada contribuem para acalmar a população. Enquanto pai e em caso de descontrolo da pandemia, irei naturalmente fazer o que qualquer pai responsável fará, proteger a sua criança. E se o preço a pagar for a reprovação de ano escolar, ou a CPCJ à porta, cá estarei para o que der e vir, o que não deixará de ser interessante tendo em conta o cenário de fundo…

Ninguém pode ignorar que o confinamento teve um preço demasiado elevado, mas não concordo com a ideia que a economia deva estar à frente da saúde pública. Em caso de crise pandémica ou de uma hipotética 2ª vaga com inverno à mistura, os nossos hospitais podem ficar comprometidos, não só para tratar os pacientes covid, como todos os outros.

António Costa e o restante Governo vão assobiar para o lado se isso acontecer? Quererão ficar na história como o Governo que deixou morrer centenas/milhares de pessoas?

Claro que não, até porque o povo ainda vota e o preço político seria arrasador. É tudo blá blá blá, mostrando uma triste irresponsabilidade muito diferente do discurso inicial e que lhe trouxe uma aceitação popular como há muito não se via num 1º Ministro.

Se o problema é o dinheiro não se preocupem, a Europa também tem um botão para imprimir dinheiro do nada tal como o Trump está a fazer…


 

Novos casos de Covid-19 em Espanha afastam regresso às aulas presenciais, diz Governo

O número de casos diários em Espanha tem vindo a preocupar as autoridades sanitárias que começam a ponderar a ideia de adiar um regresso às aulas presencial. Para já, só a região de Valencia tem desenhado um plano de contingência e segurança para o próximo ano letivo.


António Costa: “Não vamos poder voltar a encerrar totalmente empresas e escolas”

Portugal tem de estar preparado para um eventual agravamento da pandemia de covid-19, no outono e inverno, e não pode voltar a fechar empresas e escolas, afirma o primeiro-ministro, António Costa.

“O vírus é muito novo e ninguém saber verdadeiramente como se comporta. Há uma coisa que todos nós sabemos: os seres humanos adoecem mais no outono e no inverno do que na primavera e no verão. Portanto, temos que nos preparar para o outono e para o inverno, com a consciência de que não vamos poder ter no próximo ano a capacidade de resposta que tivemos em março, quando decidimos encerrar as escolas, porque o ano letivo que vamos reabrir não pode decorrer com as escolas de novo totalmente encerradas”, disse António Costa.

Durante uma visita ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Espinho, o chefe do Governo referiu que “não vamos poder voltar a encerrar totalmente empresas e atividades empresariais, porque isso significa milhares de postos de trabalho em risco e uma destruição coletiva da riqueza do país e do funcionamento da nossa sociedade”.

Números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), revelados esta quinta-feira, mostram que o desemprego voltou a subir em julho. Portugal tinha registadas 407.302 pessoas nos centros de emprego.

Em relação ao mês anterior a variação é de 0,2% (mais 637 indivíduos). Mas face ao mesmo período do ano passado subiu 37% (mais 110. 012).

O primeiro-ministro anunciou que o Governo aprovou esta quinta-feira a aquisição de 6,9 milhões de doses de uma potencial vacina contra a Covid-19, num investimento de 20 milhões de euros.

O primeiro-ministro afirma que “os otimistas acreditam que no final deste ano haverá os primeiros lotes” de uma potencial vacina, mas isso pode não acontecer. “Até haver uma imunização geral da população ou um tratamento para esta doença, temos que estar preparados para o pior” , sublinha.

António Costa garante que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está preparado, mas tem de continuar a ser reforçado.


Crianças têm papel mais importante na propagação de covid-19 do que se pensava, diz estudo

As crianças têm um papel mais importante na propagação comunitária da covid-19 do que se julgava, com cargas virais superiores às dos adultos doentes, mas permanecendo assintomáticas, indica um estudo divulgado esta quinta-feira.

O estudo, da responsabilidade de investigadores do Hospital Pediátrico e do Hospital Geral de Massachusetts, Estados Unidos, é o mais abrangente com crianças com covid-19 feito até agora, tendo envolvido 192 crianças e jovens dos zero aos 22 anos. Dessas, 49 testaram positivo à covid-19 e mais 18 tiveram uma doença relacionada com o novo coronavírus.

Os resultados da investigação demonstraram que as crianças infetadas têm um nível significativamente mais elevado de vírus nas vias respiratórias do que os adultos hospitalizados nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) para tratamento de covid-19.

“Fiquei surpreendido com os elevados níveis de vírus que encontramos em crianças de todas as idades, especialmente nos dois primeiros dias de infeção“, disse Lael Yonker, autor principal do estudo.

“Não estava à espera de que a carga viral fosse tão elevada. Pensa-se num hospital, e em todas as precauções tomadas para tratar adultos gravemente doentes, mas as cargas virais destes doentes hospitalizados são significativamente inferiores às de uma ‘criança saudável’ que anda por aí com uma elevada carga viral SARS-CoV-2”, o coronavírus que provoca a covid-19, acrescentou.

“As crianças não estão protegidas contra este vírus”

O investigador lembrou que a transmissibilidade ou risco de contágio é maior quando há uma elevada carga viral, e que mesmo quando as crianças apresentam sintomas típicos de covid-19, como febre, tosse ou corrimento nasal, nem sempre é fácil um diagnóstico preciso porque são sintomas comuns das doenças infantis.

A investigação examinou também a resposta à doença de crianças infetadas, tendo-se concluído que as crianças não estão imunes à infeção.

“Durante esta pandemia da covid-19 examinámos principalmente pessoas sintomáticas, pelo que chegámos à conclusão errada de que a grande maioria das pessoas infetadas são adultos. No entanto, os nossos resultados mostram que as crianças não estão protegidas contra este vírus. Não devemos descurar as crianças como potenciais propagadores do vírus”, advertiu Alessio Fasano, outro dos autores do estudo.

Os investigadores notam que embora as crianças com covid-19 não sejam tão suscetíveis de ficar gravemente doentes como os adultos, como portadores assintomáticos, ou portadores com poucos sintomas, ao frequentarem a escola podem espalhar a infeção e levar o vírus para as suas casas. E é especialmente preocupante em famílias com idosos em casa.

O estudo analisou a questão de as crianças terem um menor número de recetores imunitários, o que as tornaria mais suscetíveis à infeção ou gravemente doentes e defendem que as crianças podem transportar uma carga viral elevada, o que as torna mais contagiosas, independentemente da sua suscetibilidade ao desenvolvimento da covid-19.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 780.000 mortos e infetou mais de 22,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

4 COMMENTS

  1. O que foi dito é que não se fecham as escolas na globalidade. Será sempre um processo escola a escola. Limpeza e desinfecção e regresso.
    Recordo os exageros aquando da reabertura parcial. Que queriam matar os professores… que ia tudo ficar infectado….
    É uma situação de risco claro que sim. Mas como anda tudo por aí em ajuntamentos….

    • Ainda não percebeu que os ajuntamentos que há por aí não são em salas fechadas com 30 pessoas umas em cima das outras, sem ventilação?
      Tb deve ser daqueles que ao ar livre usa máscara.

  2. Que sala de aula tão bonitinha, a da fotografia.
    A maior parte das salas de aula não permitem distanciamento, as crianças ficam lado a lado.
    Concordo com a reabertura cumprimentos as orientações da DGS, não com cumprir se possível.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here