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Em 2019 Ocorreram 264 Agressões A Alunos. E O Resto?

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No presente ano vamos foram registadas 264 agressões a alunos, dados recolhidos até 30 de setembro. Os valores divulgados pela PSP referem-se naturalmente às queixas dos visados, mas não referem de todo, as agressões diárias que ocorrem nas escolas por este país fora. E digo diárias, sem qualquer receio de estar a ser excessivo ou dramático.

A violência existe nas escolas, é comum e é transversal.

Os alunos apresentam um grau de imaturidade tal, que são incapazes de resolver as suas frustrações pela via do diálogo. A sua resposta é normalmente o insulto, seguida de vias de facto.

Urge criar um observatório disciplinar que analise e acompanhe a evolução da indisciplina, que apresente medidas concretas de combate à indisciplina escolar, apesar de muitas delas serem já conhecidas: redução do número de alunos por turma, responsabilização dos encarregados de educação, criação de equipas multidisciplinares com crédito horário específico, etc…

Fica a reportagem e as respetivas notícias sobre o relatório apresentado pela PSP.

Mais de 300 alunos com menos de 18 anos foram vítimas de ataques que obrigaram à intervenção da PSP ou levaram a queixas à polícia, nas escolas de norte a sul do País, só este ano. Destes, 264 jovens e crianças foram agredidos: sete deles sofreram ferimentos graves.

Os números, registados até ao final de setembro, foram revelados esta terça-feira pela PSP. Esta força de segurança alerta que, entre as situações estão casos de bullying e ciberbullying contra menores. Para sensibilizar contra este tipo de crimes, a Polícia vai realizar uma megaoperação a nível nacional no Dia Mundial do Combate ao Bullying, que se assinala no dia 20.

Além das agressões, este ano, 60 crianças foram ameaçadas ou coagidas em meio escolar e duas foram vítimas de difamação, calúnia ou injúria, num total de 326 situações criminais nas escolas que levaram a PSP a atuar.

No total do ano passado, o número de agressões contra alunos nas escolas chegou às 407, com 74 menores ameaçados. Os números são inferiores a 2017, ano em que foram registadas 426 situações de agressão e ofensa contra crianças e adolescentes até aos 18 anos.

PORMENORES
Identificar alunos violentos
Equipas do Programa Escola Segura da PSP vão sensibilizar alunos, pais e professores para o bullying (perseguição) e alertar para a identificação “das crianças com propensão para a violência e orientação para promoção de apoio psicoemocional”, refere a Polícia.

Ações de sensibilização
Segundo a PSP, no último ano letivo 34 mil estudantes do 1º, 2º, e 3º ciclos foram alvo de operações de sensibilização contra o bullying, em 1493 ações realizadas pelos agentes em escolas de todo o País.

Fonte: Correio da Manhã


Todos os dias há cinco queixas de alunos vítimas de “bullying”

bullying nas escolas portuguesas motivou mais de cinco denúncias por dia no ano letivo de 2017/2018, segundo dados da PSP, que registou 1.898 crimes mas estima que haja muitos mais casos não denunciados.

A polícia recebeu 1.898 queixas de bullying ocorridas em ambiente escolar: 1.285 diziam respeito a ofensas corporais e as restantes 613 eram relativas a injúrias e ameaças.

Os números foram avançados à agência Lusa pelo comissário João Moura, do gabinete de imprensa da Direção Nacional da PSP, que acredita que os casos reais de injúrias e ameaças sejam muito superiores às denúncias.

“Há muitas ameaças e coação psicológica que não vêm nas estatísticas”, lamenta, explicando que muitas vezes as vítimas não denunciam porque não existe uma agressão física, algo visível.

No dia 20 assinala-se o Dia Mundial de Combate ao Bullying e a PSP, através das Equipas do “Programa Escola Segura” (EPES), irá lançar uma “operação” orientada para a prevenção deste tipo de crimes junto dos alunos do ensino obrigatório.

Nos últimos anos registou-se uma ligeira diminuição de queixas (em 2015/2016 registaram-se 2.015 ocorrências) e o comissário acredita que esta tendência poderá estar diretamente relacionada com a intervenção da PSP nas escolas.

A presença diária de agentes em meio escolar fez nascer e até fortalecer relações. Há histórias de polícias e crianças que se tornaram “amigos e confessores”, sublinha João Moura, explicando que os agentes passaram a ser vistos como alguém em quem os estudantes podem confiar e pedir ajuda.

A maioria das denúncias que chegam à polícia parte das próprias vítimas ou de professores, mas também existe uma rede que tem funcionado no combate a este crime. Diretores das escolas, professores e restantes funcionários estão alerta para o fenómeno, saúda o comissário.

“Às vezes, são as auxiliares educativas que ouvem uma conversa no corredor ou que se apercebessem que algo está mal e alertam a polícia”, lembra.

Já o cyberbullying é um processo mais complexo e a polícia vê o fenómeno como um desafio. Se a maioria dos casos de bullying se passa dentro dos muros da escola ou nas proximidades, o cyberbullying tem como fronteira o mapa mundi: “Pode acontecer entre alunos de uma escola de qualquer canto do mundo”.

As ameaças de agressão física são o principal motivo de queixa à polícia, seguindo-se os casos em que as crianças e jovens são coagidas a aderir a jogos ou desafios que muitas vezes se revelam perigosos, como aconteceu recentemente com o fenómeno “baleia azul”, recorda João Moura.

Atualmente também é através das redes sociais que a polícia tenta estar mais próxima dos mais jovens. No Facebook, a PSP tem 680 mil seguidores e no Instagram são 85 mil. Às vezes é através destas plataformas que chegam pedidos de ajuda ou denúncias, revela João Moura.

O comissário da PSP vai participar esta semana num debate sobre bullying nas escolas que está a ser organizado pela associação cultural Zero em Comportamento que conseguiu trazer para Portugal a exibição do filme holandês “Desculpa — Uma história de Bullying” que será exibido quinta-feira num cinema em Lisboa.

João Moura recorda que o bullying é um crime que não se circunscreve a um determinado grupo populacional: “É transversal, ocorre entre alunos de todos os estatutos sociais e económicos”.

Fonte: Observador

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1 COMENTÁRIO

  1. Tudo coisas fáceis e rápidas de resolver se as escolas gastassem as suas energias naquilo para que foram concebidas: aprender e educar. A tolerância em relação a estes comportamentos ignominiosos é criminosa, normaliza estes comportamentos, que, confirmados, se perpetuam pela vida fora, nas praxes universitárias e no assédio moral nos locais de trabalho. São, muitas vezes, os alunos anti-praxe que são obrigados a abandonar instituições públicas, sustentadas com os nossos impostos, com prejuízo do seu percurso académico e rendimento familiar, para ingressar em instituições particulares, onde finalmente garantem a sua integridade física e moral, apesar de terem garantido com o seu esforço e capacidade, os méritos necessários para ver reconhecido o seu direito a frequentar, com segurança, cursos superiores em instituições públicas. Entretanto, nada se passa, o poder assobia para o lado. Os cidadãos que resolvam.
    Não se diga que os “encastelados na razão” são pessoas instaladas, críticos de bancada de baixo risco, que não dão o corpo às balas. A questão é que, desde Sócrates, que se atreveu a inventar o indiferentismo, todas as lutas esbarram na sobranceria política, cuja indiferença pragmática é legitimada pelo número de votos, a única coisa que parece contar, pois, princípios e valores já viram melhores dias, não sendo líquido que galvanizem multidões. O deficit democrático também está normalizado, como descaradamente exibe Trump todos os dias, esbambeando o elástico que marca o limite do tolerável/intolerável em democracia, servindo de marco para outros tratantes.

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