Home Escola Ele existe, ele fala e fala bem. Serão só palavras?

Ele existe, ele fala e fala bem. Serão só palavras?

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Já não era sem tempo, começava a pensar que tínhamos um Ministro sombra, o que numa pasta como a educação era algo muito, muito negativo.

Aproveitando a visita à escola da Baixa da Banheira, Tiago Rodrigues pronunciou-se sobre 5 assuntos importantes.

A Avaliação e Metas

Está em fase de estudo e acho bem que se pense o que se quer fazer, a aposta está claramente nas provas de aferição do 4º ano, o que apesar de não discordar, não sei se justifica a massificação das ditas. O PISA utiliza uma amostra de alunos, porque não fazer o mesmo?

Sobre as Metas, é preciso refletir e otimizar, e destaco principalmente as do 1º ciclo onde até foi entregue uma petição na Assembleia da República, e o PCP já pediu o fim das respetivas. Rasgar não, mas corrigir, ajustar e filtrar os excessos é obviamente necessário.

Ministro da Educação anuncia esta semana «solução integrada de avaliação»

“Todo o processo de avaliação está a ser estudado e ao longo desta semana teremos informação para fazer chegar à comunidade educativa, em tempo útil e que não vai interferir com o funcionamento das escolas”, disse.

Questionado sobre se seria apenas para o quarto ano ou se também envolveria o sexto e nono ano, o ministro referiu que será uma “solução integrada de avaliação e aferição”.

“A avaliação não é um fim último, mas pode ser uma ferramenta para criar caminho para melhorar a promoção do sucesso escolar”, defendeu.

Tiago Brandão Rodrigues disse ainda que foi criado um grupo de trabalho para se debruçar sobre as metas curriculares e que espera em breve ter informação para avançar.

Pagar dívidas

Já o disse e volto a dizer, acho um exagero a tomada de posição da FENPROF em avançar com uma greve quando a situação está a ser resolvida. A argumentação da falta de verba para deslocações não colhe, pois não é por mais alguns dias que haverá problemas. Porque não foi feita uma greve em novembro ou dezembro?

Ministro: pagamentos a professores do ensino artístico estão a ser efetuados

“Como sabemos ensino artístico foi ao longo dos últimos dois anos bastante penalizado por atrasos sistemáticos no pagamento dos financiamentos por parte do Ministério da Educação às escolas”, disse o ministro, durante uma visita à escola secundária da Baixa da Banheira, na Moita.

Tiago Brandão Rodrigues explicou que foi dinamizado um grupo de trabalho para dar “resposta urgente” ao problema.

“Podemos apresentar junto do Tribunal de Contas toda a documentação de cada um dos dossiers e tivemos o visto prévio para a maioria das escolas. Os pagamentos começaram a ser feitos ainda antes do fim do ano e o universo que falta fazer as transferências é muito pequeno”, afirmou.

O ministro referiu que as verbas serão transferidas logo que as escolas façam os pagamentos dos respetivos emolumentos e salientou que num curto espaço de tempo foi possível resolver “um problema da maior importância”

O Amianto

As escolas públicas portuguesas são um exemplo das discrepâncias que existem na nossa sociedade. Uns têm escolas de primeira, outros têm escolas em que chove nas salas de aulas como em Mondim de Bastos e outras estão carregadinhas de amianto. Dinheiro há, só que a maioria das vezes é canalizado para os sítios errados, leia-se Bancos e afins.

Ministro da Educação garante verbas para resolver problemas de amianto nas escolas

“O problema do amianto é transversal a muitos dos edifícios públicos. Durante os anos de 2013 e 2014 foi feito o mapeamento das escolas com problemas e foram feitas 300 intervenções para substituir as placas de fibrocimento”, disse, durante uma visita à escola secundária da Baixa da Banheira, na Moita.

O ministro referiu que ainda existem casos de escolas com placas de fibrocimento e que estão a procurar soluções.

“Ainda existem casos pontuais. Estamos a sinalizar e a encontrar soluções para resolver o problema. Existem verbas que podem ser canalizadas para resolução de problemas desta natureza”, defendeu

Equidade Disciplinar e sair do pedestal

Agrada-me profundamente o discurso de alguém com as responsabilidades que tem, falar em competências transversais. Os últimos 4 anos foram um autêntico atentado às expressões onde entre outras, a disciplina de Educação Física deixou de contar para a média, apenas porque sim. As expressões são essenciais, e está na hora de incluí-las no 1º ciclo com a dignidade que merecem, respeitando as fases sensíveis das crianças.

Em vez de falar nas disciplinas “fundamentais” como a Matemática e o Português, como fazia muito Nuno Crato, insistiu na importância de “competências transversais”, das “artes, do desporto e das ciências experimentais”.

Por fim, algo que prova mais uma vez que temos um Ministro de base mas não básico. Justiça seja feita, Nuno Crato em privado, no “tu cá tu lá” com os professores em inaugurações e afins era acessível e simpático. Mas não me recordo de se ter fechado numa sala com 30 professores com o intuito de os ouvir. Passos Coelho no início ia falar com os manifestantes, enquanto a onda era laranja. A ver vamos no dia em que deixar de cheirar a Rosas se Tiago Rodrigues manterá os pés na terra e com as costas suficientemente largas para ouvir as bases da educação. Nós, os “zecos”.

“Viemos aqui porque é preciso conhecer a escola pública que temos, ouvir os professores – o ministro fez questão de se reunir com o corpo docente durante meia hora, à porta fechada -, identificar os desafios.

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