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Eis a alternativa rejeitada pelo Secretário de Estado sobre a polémica inclusão de Ed.Física na média de acesso ao superior.

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Se há assunto que coloca as redes sociais, blogosfera, pais, professores e alunos a ferver, é a inclusão da disciplina de Educação Física na média de acesso ao superior. Ferveu tanto que até me causou um problema técnico no ComRegras.

Tirando de parte a imbecilidade de alguns comentários que até avançaram com o argumento dos invisuais e cadeiras de rodas, argumentando com a exceção para justificar a norma, como se a deficiência e limitações intelectuais de outro tipo não fossem também limitadoras da aprendizagem nas disciplinas dos sentados, no geral, o principal motivo invocado para a recusa da Educação Física na média de acesso ao superior, é o baixar a média a alunos brilhantes nas restantes disciplinas.

É tudo verdade, não há como negá-lo. Como também é verdade e provam-nos os inúmeros comentários a título pessoal, que este fervilhar todo justifica-se em grande parte pelo umbiguismo de quem está apenas preocupado com o seu filho, que infelizmente não tem jeito para cambalhotas e afins, esquecendo-se, num egoísmo tipicamente parental, que o vizinho do lado até tem jeito para os saltos e pinotes mas por “azar” tem dificuldade às disciplinas bem vistas socialmente…

E é aqui que morre a argumentação de muitos, pois ignoram o facto que o prejuízo de uns, apesar de existir, é francamente menor ao benefícios de muitosQue se diga a verdade de uma vez por todas que em comparação, as classificações de Educação Física são mais altas que as restantes disciplinas. Por isso, esta negação da realidade só se pode justificar por um preconceito e/ou desconhecimento para não lhe chamar ignorância, de quem não conhece as múltiplas inteligências que existem. Não há melhores nem piores, há apetências e capacidades, o acesso ao superior baseia-se numa média de muitas delas, uma média de multiplas inteligências.

Fica a imagem para instruir…

inteligencias

E para quem também desconhece, pois a sabedoria por vezes também escasseia e não é só aos alunos… ficam as competências gerais que constam no programa de Educação Física e se estiverem dispostos, façam um simples exercício de ligar as ditas a várias profissões que vos ocorram…

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Quanto à alternativa, sei de fonte segura que esta foi apresentada ao Secretário de Estado, mas que foi liminarmente rejeitada e que consiste numa média seletiva. Ou seja, as disciplinas que contam para a média de acesso ao superior iriam variar consoante a sua tipologia. Pessoalmente não me oponho, pelo simples motivo que a paridade estaria salvaguardada e não teríamos a disciplina “A” ou “B” excluída por motivos que já referi em cima.

Até acharia alguma graça ver as inúmeras “comichões” que iriam surgir, quando algumas áreas curriculares ficassem de fora da média de acesso ao superior e seus professores sentissem na pele o que é um aluno dizer-vos na cara que não faz mais pois “a disciplina não conta para média…”

Mas percebo perfeitamente a recusa do Secretário de Estado, estaria a comprar uma guerra com várias faculdades, associações, pais, professores e alunos ao dizer que esta entra e esta sai… Se o filme com Educação Física é o que é, se juntasse outras ao barulho, havia de ser bonito…

Termino com o reafirmar de uma convicção profunda, falta cultura desportiva em Portugal, não só nos pais, mas infelizmente também nos professores, e este é o meu maior lamento…

parabola-pos-moderna
Retirado da página de Facebook – Faceprof

Talvez por isso é que vamos continuar a ter Um País Amador que quer Medalhas Profissionais.

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