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Educação Física passa a contar para a média de acesso ao ensino superior em 2017/2018

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ultima-horaNuno Crato foi o autor de um verdadeiro atentado à disciplina de Educação Física e Expressões em geral. Tratou-se de pura discriminação, preconceito, sem nenhum estudo que fundamentasse a sua decisão de eliminar a Educação Física da média de acesso ao ensino superior. (podem ler um artigo que escrevi sobre o assunto “Educação Física… You’re out“)

Fico muito satisfeito com a eliminação de mais uma medida de um mero aventureiro educativo. Aliás, se se comprovar a diminuição da carga letiva, os manuais escolares gratuitos, o fim dos contratos de associação, o fim da BCE, um discurso de maior valorização docente e um caminho que tudo aponta para uma maior flexibilização dos currículos e uma maior autonomia escolar, estamos perante uma lufada de ar fresco de que não me lembro nos meus 15 anos de docência. Apesar de alguns fantasmas que teimam em permanecer como a municipalização escolar, aposentação docente, congelamento das carreiras, etc…

Voltando à Educação Física, gostei também das palavras do Secretário de Estado focando o que há muito ando a falar sobre o 1º ciclo.

E como não é todos os dias que me sinto tão satisfeito com a tutela, não posso deixar de lhe enviar os parabéns!

Resumo e Conclusões do Simpósio Aprender no Século XXI – Mais Exercício, Maior Sucesso, Melhor Futuro

Para finalizar este simpósio, tivemos a oportunidade de contar com a presença e participação do Secretário de Estado da Educação João Costa que divulgou uma série de novidades directamente relacionadas com a Educação Física:

  • foi enunciado que a partir do ano letivo 2017/2018 a classificação da Educação Física voltará a ser contabilizada para média de acesso ao Ensino Superior e para conclusão do Ensino Secundário. Esta medida já nos tinha sido comunicada pelo próprio secretário de Estado da Educação João Costa, mas optamos por não a divulgar por nos ter sido pedida reserva.
  • haverá um trabalho ao nível do currículo do Ensino Básico e Ensino Secundário, onde a Educação Física está representada pelo CNAPEF e onde trabalhará lado a lado com a SPEF, com o objectivo de definir as competências essenciais por disciplina e por ano com o objectivo de melhor orientar o trabalho de professores, alunos e famílias. Daremos mais novidades sobre este trabalho e contamos com a participação de todos os profissionais da nossa área para a concretização desta intenção do Ministério da Educação.
  • terá que haver uma intervenção no 1º Ciclo ao nível da Expressão e Educação Físico Motora no sentido que o currículo definido nos programas seja um currículo real. Também neste ponto estamos a trabalhar com a DGE para criar um estrutura que facilite este desejo e esta necessidade de tornar a EEFM uma realidade em todas as escolas do país.

Ver também Eis a alternativa rejeitada pelo Secretário de Estado sobre a polémica inclusão de Ed.Física na média de acesso ao superior.


Atualização (7/9/2017):

Afinal, Ed. Física ainda não vai contar para a média de acesso ao E. Superior.

67 COMMENTS

  1. Significa isso que quem está no 11º ano este ano letivo a nota irá já contar quando do ingresso no ensino superior. Correto?

  2. E eis que os alunos passam novamente a ser objeto de um conjunto de números. Uma média em que educação física vê reposta sua integridade, e ainda bem, mas que ultrapassa o limiar do que é entendível sobre o que deve ser a formação de um aluno.

    As unidades são dadas de forma não integrada e não tocam umas nas outras. Pertencendo inclusive a departamentos distintos competem matemática, português educação física e tantas outras, para uma única coisa que é a formação integral do aluno. Assim sendo não deveriam competir…

    Se o aluno tem 16 a matemática 18 a português 9 a educação física, são essas as notas que tem e com elas deveria concorrer à universidade, escolhendo o curso que pretende, debruçando o seu estudo pelas disciplinas que mas o cativam, aprofundando as competências nas áreas em que demonstra ter mais aptidão, não deveria ser penalizado pelas outras em que não tendo tanta vontade aptidão ou perícia se vê forçado a estudar para gláudio dos demais.

    Não me parece que o problema seja a média, ou a reposição da importância desta numa disciplina como educação física ou qualquer outra disciplina, mas sim a questão da média em si e como a penalização ou despenalização da mesma em algumas disciplinas condiciona sobremaneira a entrada de um aluno para a universidade.

    Quantos ficam pelo caminho porque uma das disciplinas pelas quais não morrem de amores e até não a terão em cursos universitários escolhidos condicionam a média de acesso ás faculdades e aos cursos pretendidos?

    Dou os meus parabéns todos os professores de educação física e aplaudo a reposição da importância da educação física contudo não posso deixar de demonstrar o meu desagrado por continuarmos a bater no ceguinho obrigando os miúdos a efetuar caminhos sinuosos para chegar a caminhos que pretendem… não havia necessidade….

    • A solução é a média de acesso incluir áreas curriculares pré-definidas para determinadas áreas, tratando tudo por igual. O que tínhamos era uma exclusão infundada.

      • Tratar tudo por igual?

        Porque carga de água existem currículos únicos em que tal como ovelhas toda a gente segue o mesmo caminho? por um único momento equacione a possibilidade de um currículo aberto em que os alunos a partir do 9º ano pudessem escolher as disciplinas que mais se enquadram com o seu perfil de desenvolvimento e as suas aspirações de futuro, como acha que seria o desempenho?

        E se uma dessas disciplinas não fosse a educação física ou não fosse a matemática ou não fosse o português ou não fosse qualquer uma delas institucionalmente designadas mas sim as que o aluno escolheu e pelas quais regerá o seu estudo e a sua vocação futura assim como o seu acesso à universidade/faculdade/curso técnico o que fosse? Não ganharíamos todos mais com isso?

        Quantos professores de educação física, disigners, engenheiros, artistas, médicos, enfermeiros, engenheiros etc se perderam por causa da uniformização do ensino? Agora que dá mais trabalho montar um currículo assim lá isso dá…. máxima entropia… 🙂

        • O tratar tudo por igual estava relacionado com o fim da discriminação, concordo com a diferenciação no ensino. Mas não foi isso que Nuno Crato fez. E Ana, o grande problema de quem é contra a educação física contar para a média é porque pensa no seu caso individual e não no coletivo. Qualquer pai, professor ou aluno que olha para uma pauta verifica que a disciplina de Ed. Física é que apresenta as melhores classificações e menor taxa de retenção.
          Entre escolher um médico com média de 18 sem incluir Educação Física ou um com média de 18 com Educação Física incluída, não penso 2 x… E isto porque sei que a Ed. Física não se restringe ao físico, erro que muitos cometem ao pensar que Ed.F é só cambalhotas. A formação do individuo, a capacidade de trabalhar em equipa é um dos pilares da disciplina.
          Não podemos continuar a dizer que E.F é muito importante blá, blá, blá que temos uma taxa de obesidade infantil muito elevada e não dar um sinal claro do rumo que tem de ser seguido.
          Quem está a dar aulas já ouviu seguramente um aluno a dizer após ser repreendido para se esforçar mais, a resposta “para quê? não conta para a média…”

          Pois…

          • Concordando que a formula de acesso esta completamente errada e que o problema nao e so a ed. fisica, ha determinados atributos que sao muito dificeis de educar, entre eles a apetencia fisica ou artistica, Parece-me completamente injusto decidir a entrada de um aluno baseado na nota de ed. fisica. Ainda por cima quando se sabe que na pratica a atribuicao de nota nesta disciplinca e algo subjectiva, difere de rapazes para raparigas e os professosres tem diferentes abordagens na avaliacao. Muito comum estas notaas serem inflacionadas exatamente para nao parecer mal no panorama das restantes notas.

            (a falta de caracteres portugueses e deviido ao teclado usado)

      • Defende então que um aluno que queira uma engenharia seja apenas avaliado pela nota de Física e Química e Matemática? Não pergunto ironicamente, apenas para clarificar.

        • Eu defendo a não discriminação de uma disciplina sem que se perceba o seu objetivo. Se um aluno quiser eliminar uma disciplina para o acesso ao superior, não me oponho, não pode é ser apenas uma…

    • ‘deve ser essa a média com que concorre’?? digo-lhe o meu exemplo , sou uma boa aluna sempre tirei 18 a biologia, matemática e restantes disciplinas e ainda assim não entrei por pouco no curso que pretendia, mas essa não é a questão , a questão é que existem alunos como eu que em ed. física tem 12, e isso baixa a média, não ache de todo justo esse comentário pois isto só serve para baixar mais as médias a alunos que se esforçam 3 anos para irem para o curso de sonho !

      • E que culpa tem os bons alunos a Educação Física, dos seus mais resultados a essa disciplina? Pela sua questão se depreende a sua falta de informação/formação, relativamente à importância desta disciplina e dos benefícios específicos e gerais no desenvolvimento cognitivo e não só.. Fez-lhe falta maior empenho na disciplina…

  3. Não podia ouvir pior notícia hoje! Depois de ter dois filhos prejudicados pela educação física em que uma delas nem o atestado a confirmar fibromialgia a safou e tendo um terceiro a preparar-se para o acesso ao ensino superior.

  4. Não é justo, a Educação física não se estuda, ou se tem jeito ou não se tem. Para quem quer seguir alguns cursos onde as médias são altíssimas, a nota de E:F. só vai estragar a média, porque se oaluno não tiver habilidade para dar um salto ou para jogar , digam me para que serve a Educação Física. Não concosrdo, deveria contar para quem quer seguir cursos relacionados com a área.

    • Recomendo que leia o programa de E.F, mas como não o vai fazer, ao menos que leia o texto que referi no artigo… O seu comentário é um exemplo do desconhecimento que impera neste país…

      • O programa conta pouco, Alexandre. O que conta é a praxis.
        Normalmente, que nota tem uma garota rechonchudinha a EF ?

          • Na minha longa carreira vi muitas e muitas vidas arruinadas pela nota de Educação Física.
            Trata-se de uma disciplina tão especial que até há alunos dispensados da sua prática, e nem é preciso ir buscar o caso dos paraplégicos. Ou seja, é uma disciplina em que os alunos não estão em igualdade de circunstâncias. Não é uma questão de ser uma disciplina menor ou maior. Trata-se de se uma disciplina especial.
            Por isso, mormente no Secundário, a sua avaliação devia ser descritiva sem tradução quantitativa.

          • São dispensados da prática por motivos clínicos. Isso está legislado. Quanto a uma avaliação qualitativa, n percebo a razão e discordo profundamente Agnelo. Abraço.

        • Caro Agnelo…. parafraseando um jovem professor de Educação Física… conta e muito a avaliação continua, o interesse e os progressos que essa menina rechonchuda fez ao longo do ano. Não pode haver disciplinas menores.

        • Caro Agnelo os professores de Educação física do seu agrupamento devem estar orgulhosos do Diretor que têm…. Se quer que lhe diga existem lá excelentes profissionais. Já o…. tenho dito

          • Sim, acho que sentem orgulho. E não só os de EF.
            Você é que não tem qualquer orgulho pela sua própria pessoa, pá. Se o tivesse, não se esconderia no anonimato.
            Ferreira, já é tempo de se assumir, homem.

        • Peço desculpa Agnelo, por me meter ao barulho mas também queria dar a minha opinião. Quando se invocou o termo rechonchudinha quiz-se falar de uma característica fisica, que na maior parte das vezes tem que ver com a educação que os miúdos e os graúdos mais diretos desenvolveram. Quando se vai à praia e se vê um miúdo rechonchudinho, se se procurarem os pais ao lado vamos encontrar pessoas rechonchudinhas, com grande probabilidade de virem a contrair um ataque cardiaco, ou um AVC, ou uma outra doença no domínio cardio-respiratório (sem falar de outras). Proávelmente o rendimento na sua vida profissional e fora dela não será o melhor, mas isso poderá ser da escolha do adulto que já é crescidinho, mas a criança deveria ser educada para saber o que é que determinadas práticas e escolhas implicam. É a mesma coisa que defender que não há qualquer problema se os filhos tiverem notas baixas a matemática, porque “eu quando andava na escola tamém não gostava muito nem tinha muito jeito”. Educação Física implica conhecer o seu corpo, o dos outros, conhecer e respeitar diferenças, admirar a prestação dos outros e dar valor ao esforço para se adquirirem tais performances. Dar valor à sua vida e respeitar a dos outros. É trabalhar em equipe e não pensar só em si próprio. É tentar dar mais qualquer coisa quando se pensa que se chegou ao limite. É não desistir à primeira. É respeitar vencedores e vencidos. Enfim, é tentar ser um cidadão respeitador, com princípios, coiisa que cada vez se vê menos por esse país fora. Se nos respeitassemos mais anós e aos outros (incluindo os animais e o ambiente) talvez este mundo fosse um mundo melhor. Bem hajam ( e ajam).

          • Filipe, não quero contradizer alguma coisa do que disse. Pelo contrário, subscrevo a maioria. Penso que a Educação Física deve ser de frequência obrigatória e que a promoção da atividade física, em geral, deve ser uma prioridade do sistema. Defendo, inclusive, o incentivo à participação nos clubes de Desporto Escolar.
            Todavia, nada disto tem alguma relação com um sistema de classificação académica com consequências ao nível do prosseguimento de estudos.

        • Eu já dei 20 a uma aluna rechonchudinha com uma energia fabulosa grande jogadora de equipa, fabulosa na dança (coreografa de forma excelente) ,excelente na arbitragem não importa em que modalidade, uma base segura na acrobática, que arrasta com ela todos até os mais relutantes. Também tem alguns pontos fracos mas a discicplina é de Educação Física não de desporto de alta competição. Para ter 20 tem que se ser excelente não super atleta. Tem que se cumprir o programa e as suas permissas no que respeita à avaliação. Essa aluna chama-se Mariana é lutadora empenhada em tudo o que faz. Não desiste, insiste, progride. Estes sao ingredientes para uma formação de sucesso, no desporto e na vida.

      • Resposta completamente desinformada.educação física deveria servir para isso mesmo educar.num país onde a taxa de obesidade é uma das maiores da Europa,onde não há uma cultura desportiva, onde há mentalidades completamente ultrapassadas há muito para fazer.se há explicação de quase todas as disciplinas parece assim tão complicado dispensar algum tempo para prática motora?não tem a ver com ter jeito ou não ter jeito, tem a ver com vontade, atitude, empenho, desempenho,responsabilidade, tudo isso se traduz num nível.claro que é muito mais fácil pedir a um médico incompetente um atestado médico que ateste que o aluno não pode fazer, quando o referido atestado deveria era obrigar o aluno a fazer pela sua dele e pelos bolsos dos pais….sim porque o que fazemos tem repercussões no futuro mais,tarde, ou mais,cedo.o programa de Educação física é bastante amplo mas infelizmente como em todas as profissões está condicionado por quem a lecciona e como em todas as áreas há muitos bons e muito maus exemplos.há anos que está no papel a lecionação mas não passa do papel na maioria das vezes.é preciso evoluir e para isso educar.os últimos estudos mostravam claramente que a nota da disciplina beneficiava um maior número de alunos dos que prejudicava.o que esse estudo mostrou também é os que pesados tinham mais poder do que os outros e por isso foi mais fácil retirar a disciplina do cenário do acesso ao ensino superior.vejamos os Estados Unidos, as melhores Universidades querem ter grandes atletas, com bolsas de estudo e outros beneficios….mentalidades….duras de roer as nossas

    • Nada mais incorreto que essa abordagem. A EF estuda-se sim e não trata de habilidades somente. A EF trata de muitas outras questões da vida. Se os pais, desde muito cedo, criassem condições aos seus filhos para a prática do movimento, estas questões não se poriam. Todo o pai sabe que a EF faz parte do currículo de um aluno. A EF é a única disciplina, juntamente com o Português, que atravessa todo o currículo do aluno até ao 12º ano (tal a sua importância no seu desenvolvimento, a todos os níveis). Ao pai cabe-lhe dirigir e gerir essa questão desde muito cedo. Não se trata de habilidade, trata-se, bem cm nas outras disciplinas, de criar rotinas e gosto pela atividade física, cm pela matemática, inglês, ciências, etc. Provavelmente não será, de todo, errado atribuir alguma culpa e todos os pais que não se preocupam em oferecer aos seus filhos a possibilidade da prática física. As consequências estão à vista em algumas dessas crianças.

      • João Paulo, estou de acordo com o que disse. A presença obrigatória não chega. É a própria avaliação da conduta e da prestação que dá credibilidade a um indivíduo. Um médico, um engenheiro, um advogado etc, tiveram obrigatoriamente de ter presença nas aulas relacionadas com os seus conteúdos específicos, mas assim que saiem do seu trabalho deixam de exercer e passam a ser cidadãos como os outros. Os conteúdos aprendidos e estudados na Educação Física continuam a ser determinantes mesmo depois de se largar o emprego, e sobretudo nos momentos de lazer onde existe menos preocupação e supostamente “menos responsabilidade”. É nessas alturas que somos ou deveríamos ser mais avaliados pelos outros e mais exigentes connosco próprios, mas não é isso que se passa. A Educação na Antiguidade Clássica era talvez a precupação máxima “mente sã em corpo são”, mas infelizmente hoje em dia já nem à primeira parte se liga. Sorte aqueles que tiveram ou têm alguém que se preocupa com ambas as partes.

        • Ou seja, quem passa os dias no ginásio a comparar músculos é por isso mesmo um cidadão exemplar… Se o objetivo é ter uma disciplina onde se dão lições de moral, mais vale a velhinha “Religião e moral”.

    • Resposta completamente desinformada, para não dizer outra coisa, num país com os maiores índices de obesidade da Europa, sem cultura desportiva, com mentalidades retrógradas.educação física deveria servir para isso mesmo educar, tal como o português, a matemática.porque estuda essas e não pratica os conteúdos levcion

  5. Tenho a mesma dúvida que a Maria de Oliveira. Conta para quem entra para o próximo ano para o ensino secundário ou para quem finaliza para o ano o ensino secundário? É que esse promenor altera (e muito) os olhos com que vejo a medida…

    Se for para quem entra, acho bem, pois incentiva os alunos a levarem a educação física a sério. Mas se for para quem acaba o ensino secundário nesse ano, é mais uma mudança de regras a meio do campeonato… Não seria a primeira vez, afinal, os 11º anos deste ano são a geração da mudança… Mudança de programas, mudança das regras sobre o uso da calculadora, mudança dos conteúdos para os exames… Experiência de experimentação temos nós… Mas mudar uma regra que involve algo que não podemos mudar (a nota de EF do ano passado), seria o cúmulo.

    Repito, acho uma boa medida, mas não a apressem.

    P.S.: Não estou aqui a defender os meus interesses, com ou sem EF, continuava com uma média mais do que comfortável para qualquer curso. A minha média o ano passado passaria de 19.5 para 19.1. Mas para quem passa de 18.5 para 18.1 ou de 17.5 para 17.1, essa mudança já os impede de seguir o curso que querem.

    • (re)início da medida: Ano lectivo 2017/2018
      Aplica-se a: Alunos que iniciem o secundário nesse ano lectivo, isto é, 10º ano.

      – O autor escreve em português –

  6. Gosto da integração da Educação Fisica no currículo do 1ciclo de forma real. As expressões dava para tudo e cada professor lecionava às que mais gostava.

  7. Sim senhor, quer isto então dizer que eu posso ser uma aluna com as piores notas, mas se calhar se tiver 20 a educação física, ainda me safo, já um colega meu qualquer que até tem boas notas e se farta de estudar, mas por azar tem 10 ou 11 a educação física e fica na praia. Eu burra passo e o meu colega não. A leis deste país são cada vez mais cómicas. Nunca pensei que fosse numa aula de educação física que se avaliava a inteligência de um aluno, mas ok. Continuem assim que estão no bom caminho, bom caminho para destruir o que resta do país.

    • Cara Tania, ou será Tânia, se for uma aluna no secundário com as piores notas, pela minha experiência, só excepcionalmente conseguirá obter 20 valores a Educação Física…

      • Por amor de Deus, isto é completamente ridículo… é só ir a qualquer escola pública e vê inúmeros casos como o que a Tânia contou… a verdade é que a maioria dos professores de E.F. Não se regem nem pela noção de “avaliação contínua”, como foi mencionado nuns comentários acima, bem como na maioria das vezes não permitem que alunos menos coordenados/aptos para o desporto consigam alcançar boas notas à disciplina. Digam o que disserem, É RIDÍCULO não se entrar num curso superior (quando as restantes notas mostram excelentes resultados) porque não se conseguiu fazer 21 Flexões de braços ou porque não se conseguiu atingir com as mãos os pés. Há seis anos tive de melhorar o meu 19 a matemática e 18 a Biologia e Geologia para compensar o meu 14 a EF, para entrar no curso que queria. Não sou obeso, pratico natação três vezes por semana e vou ao ginásio com regularidade. Simplesmente odeio desportos coletivos. Deveria ter sido assim tão penalizado só por não gostar de jogar futebol e andebol? Não me venham com conversas de incentivo ao espírito de equipa e companheirismo porque isso também se adquire noutras disciplinas, e se há coisa que consigo executar é um bom trabalho em equipa. Apoio com unhas e dentes que a EF faça parte do currículo, e até devia fomentar mais a pratica desportiva do que o que actualmente faz, sendo assim um requisito obrigatório para ter aprovação ao secundario; agora, contar para ingresso no ensino superior? Por favor.

    • Todos tem direito de discordar, mas antes deveriam compreender a Educação Física, não apenas movimento, apito, bola e cambalhotas. kkkkkk
      A Educação Física tem conteúdo, como já mencionaram. Além disso, hoje a E.F., trabalha na perspectiva interdisciplinar que é pautado no diálogo entre os seres humanos e as disciplinas. Para quem não compreende a interdisciplinaridade é quando existe relações entre duas ou mais disciplinas ou ramos de conhecimento, ou seja são comuns as mesmas. Em uma redação na prova de E.F., utilizará o aprendizado das aulas de Redação. Nos momentos de compreensão das táticas e suas variações, temos a geometria, física entre tantos outros motivos sociais, culturais e pessoais, que irão dar melhorias intelectuais e bem estar a estes alunos. Então por favor do mesmo modo que vão ao médico para curar um resfriado, engenheiro para lhe dar um teto, entre tantas outras com suas qualidades.
      A Educação Física não precisa provar a sua qualidade e sim quem é contra experimente. Antes que aquele médico que curava seu resfriado obrigue a realizar para seu bem ser acompanhado por um Profº Ed. Física.

    • Oh Tânia, não é aluna pois não?… Se fosse saberia que tendo 20 a EF apenas passaria nessa disciplina, nas outras não. Não sabe que o secundário se faz por disciplinas?, ou a burrice é tanta que…

  8. Isto é irónico, certo? Porque é bastante hilariante.
    >Digam adeus às vossas carreiras, futuros escritores e cientistas, se não jogam bom futebol não precisamos de vocês em Portugal<

    • Será assim tão mentira? Um aluno que não tenha jeito para jogar à bola não estará condenado a ter uma má nota a EF? Ou será que, como dizem para aí umas mentes iluminadas “bastará treinar mais”…

      • Só a sua ignorância dá um comentário destes.recomendo muita leitura antes de opinar.existe um programa de Educação física, tal como das restantes disciplinas.deve lê.lo antes de fazer comentários completamente errados.se o aluno não consegue atingir as competências da modalidade futebol terá nível negativo, nessa modalidade e deverá ter
        competências em atletismo, ginástica, voleibol, basquetebol, dança, modalidades alternativas, desportos de raquetes, nos conhecimentos, na condição física, etc, etc

  9. Meu caro
    Que grande lufada e que grandes expetativas! Contudo, ou se trata de brincadeira ou??? :”Aliás, se se comprovar a diminuição da carga letiva, os manuais escolares gratuitos, o fim dos contratos de associação, o fim da BCE, um discurso de maior valorização docente e um caminho que tudo aponta para uma maior flexibilização dos currículos e uma maior autonomia escolar, estamos perante uma lufada de ar fresco de que não me lembro nos meus 15 anos de docência”. Hope!!!

  10. Sou professor desta disciplina vai para 12 anos, por isso sou ainda um jovem professor. Ainda assim posso verificar que a mudança imposta na anterior tutela representa um enorme retrocesso na forma de olhar esta área disciplinar. Compreendo a reação de algumas pessoas que por “falta de habilidade” ou por serem mais “rechonchudas” (como se estes fossem sequer factores a considerar), fiquem preocupadas com o sucesso dos seus filhos por terem elas próprias sido lesadas pelas anormalidades cometidas por maus profissionais. Mas esses existem em todo o lado e profissões. Tal como, outros jovens/crianças o foram em relação a outras disciplinas. Assim, em bom rigor concordo que seja muito difícil atingir o 20 (100%) na EF, pois as áreas/modalidades que são abordadas são muito diferentes umas das outras. Mas essa é apenas uma classificação mais acessível noutras disciplinas porque: têm menos momentos de avaliação, muitas vezes é feita uma média aritmética desses momentos e por ultimo, em algumas escolas como se veio a saber era fácil fabricar essas classificações… enfim isso são outros 30. Resumindo e respondendo à absurda opinião de Cristina Bernardo, a palavra certa para “estudo” deveria ser TREINO. Como em todas as outras disciplinas, na EF quem não tem tanto jeito, terá de treinar mais! Já tive alunos INVISUAIS a realizar as minhas aulas de EF. Espero para o bem de todos que esta notícia se venha a concretizar.

    • Ou seja, se um miúdo não tem jeito para jogar à bola, a solução é treinar mais que assim já deverá passar a ser melhor. E se não tiver velocidade para a corrida? A solução é treinar mais? Não funciona dessa forma, até porque há muito miúdo que não gosta de jogar à bola e está no seu direito (imagine-se que prefere natação que não tem em EF, logo não é avaliado por aí, quando se calhar até faz mais desporto que os cromos da bola da escola). Eu tenho um primo que quando era puto jogava golfe. Sim, golfe, e era federado! Já os irmãos preferiam futebol e era federado. Quais teriam melhores notas a educação física? O que jogava à bola malzito ou os que nem sabiam pegar num taco de golfe? Porque?

      • Caro Zé Gato não vou argumentar para se concordo ou não com a inclusão da Educação Física na média de acesso ao E. Superior vou apenas contrapor os seus argumentos. Vejamos um exemplo prático o meu filho de 10 anos aluno do 5º ano. O miúdo não tem jeito para a matemática, a solução é “treinar” mais que assim passa a ser melhor(sim é o que eu como pai lhe direi) E se não souber ler? A solução é “treinar” mais? SIM É ESSA A FORMA, ou então digo-lhe simplesmente não estudes, não leias não precisas da escola para nada, provavelmente será aquele analfabeto mal educado que não respeitará nada nem ninguém mas isso são apenas suposições caro Zé!
        Quanto ao argumento de que não gosta da matéria curricular da disciplina arriscaria a dizer que para aí uns 90% dos alunos não gostam do currículo de matemática mas têm de o estudar pois faz parte da sua formação integral.
        Quanto a um aluno não usufruir de natação ou golfe na escola isso não é inteiramente verdade pois o programa nacional da disciplina pressupõe o seu ensino depende apenas das condições estruturais e materiais da escola. Sou professor de Educação Física já leccionei golfe, já fui responsável por um grupo equipa de desporto escolar de golfe e no presente ano letivo vou leccionar natação (5 semanas) nas minhas turmas sendo responsável por um grupo equipa de natação com 32 inscritos. Relativamente aos federados não constitui problema pois a avaliação é e deve ser individual, devemos observar a evolução de prática do aluno quer na vertente psicomotora mas também no saber estar e não realizar médias aritméticas de momentos de avaliações sumativas pois senão pegando no seu exemplo de natação a maioria dos alunos por falta de prática chumbaria num teste final. Como professor devo ser exigente com os alunos como pedagogo devo adequar a minha exigência às sua capacidades a minha disciplina permite-me isto já outras talvez os professores não tenham essa margem de manobra.

  11. Sem comentários andam aqui uns senhores feudais.. que se consideram detentores do poder. A Atividade Física ou motora vulgo E.F .tem que ser vista como uma disciplina igual às outras, até porque convém ver a definição da OMS. A “Organização Mundial de Saúde” (OMS) define a saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

  12. Uma imbecilidade pegada, este retorno anunciado.

    1. Discriminação pela negativa, dos mais fracos fisicamente, dos deficientes, dos que não nasceram com jeito para ginástica ou jogos de bola. Isso não faz deles menos preparados para ingressar no Ensino Superior em geral, excepção feita naturalmente à motricidade humana. Como é que o Bloco e o PCP vão ignorar isto, gostava eu de saber.

    2. Uma igualdade que não o é. O peso da Ed. Física não pode ser o mesmo que outra cadeira para efeitos de acesso ao Ensino Superior. Pergunte a qualquer prof universitário de História ou Matemática, se prefere ter um aluno com 10 a História/Mat e 17 a Ed. Física ou um aluno com 16 a História/Mat. e 10 a Ed. Física. O 1º entra à frente do 2º, com esta alteração. Faça a mesma pergunta a um aluno do Ensino superior, relativamente a um colega de grupo. A resposta é a mesma. Pergunte o mesmo a um empregador na área da História/Matemática. A resposta é a mesma. A 2ª opção claro.

    3. A Ed. Física tem o seu lugar, estimular o exercício, o conhecimento do corpo, dos limites, das capacidades físicas. Nada disso é vinculativo para efeitos de acesso ao Ensino Superior. É-o na formação geral como homem, como o são a Ed. cívica ou Ed. musical. Onde estão essas no secundário ? Mal aparecem no básico. Isso sim, é uma vergonha e devia ser alterado.

    Prefiro um azelha a pegar na bola mas que saiba tocar um instrumento musical, diz muito mais sobre a sua coordenação motora.
    E prefiro um azelha a pegar na bola que saiba respeitar os outros numa fila.

    Infelizmente, querem fazer omeletes sem ovos, e esta medida sai de borla ao decisor.

  13. não compreendo porque incomoda tanto não contar para a média; é isso que denigre a área disciplinar? Pessoalmente, até consideraria um alivio não ter de estar condicionado por uma avaliação sumativa…

    • Deveria ir a umas aulas de Educação Física no ensino secundário para perceber a importância de “contar” ou “não contar”. Como profissional gostaria de dar uma aula para 10 alunos numa turma de 24, com 14 sentados em amena cavaqueira?

  14. Eu não acho jeito nenhum. Nem todos os alunos tem apetência para Educação Física. O meu filho tem asma crónica, e fica sempre para traz pois cansa-se facilmente, não consegue sair do satizfaz e a outras disciplinas é bom aluno. Ouvi dizer que os alunos com atestado medico são avaliados de forma diferente, mas o certo é que não é isso que se passa. Agora ser penalizado para a entrada de curso em que ele adora e que poder ser um excelente profissional, e que pode não chegar lá por causa de Educação Física não é correto….

    • Se não fizer aulas práticas é avaliada por testes, trabalhos, arbitragens e afins, mas tem de ter atestado médico. A asma não é limitativa para a esmagadora maioria dos conteúdos lecionados, se a questão é não ter jeito, eu também não tinha jeito para a física e química e ninguém se preocupou com isso.
      Haja coerência.

    • Ignorância, falta de informação, nem sei….eu também não tinha jeito para línguas e tive que as aprender. A Educação Física tem um Programa, tal como as outras disciplinas, com conteúdos programáticos.Enquanto as pessoas não perceberem isto não vale a pena. Educação Física não é ganhar, não é correr, não é “jogar à bola” é muito mais do que isso.A ultima revisão curricular foi feita em 2003, já lá vão uns aninos. Falta de interesse, de preocupação pelo que os filhos fazem na escola, de responsabilidade parental.È tão mais fácil ver na pauta a notas que lhes interessa do que promover o empenho, a responsabilidade, valores….

  15. Que estupidez de país. que burocracias. Para que educaçao fisica para quem quer seguir letras ou medicina ou mesmo historia, gentinha imbecil, a ocupar tempo aos nossos miudos, enfim!!!

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